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21 comentários

  1. Jornadas de junho, as

    Jornadas de junho, as eleições e a onda conservadora

    Por Da redação outubro 22, 2014 15:17  http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/jornadas-de-junho-eleicoes-e-onda-conservadora/ 

    Por Bruno Fiuza*, especial para Escrevinhador

    Assim que o TSE começou a divulgar os resultados do primeiro turno das eleições, um sentimento de perplexidade e prostração se abateu sobre aqueles que acreditam em um Brasil mais democrático e igualitário, sobretudo em São Paulo.

    Depois da enorme demonstração de vitalidade política de junho de 2013, saía das urnas o Congresso mais conservador desde 1964 (leia aqui).

    Geraldo Alckmin foi reeleito governador de São Paulo no primeiro turno; José Serra tirou de Eduardo Suplicy a vaga no Senado por São Paulo. Aécio Neves apresentava uma votação muito maior do que o previsto pelos institutos de pesquisa. À primeira vista, o PSDB e a direita mais retrógrada tinham sido os grandes vitoriosos.

    A esquerda sentiu o golpe e, já no dia 9 de outubro, Guilherme Boulos, do MTST, alertava em sua coluna no portal da Folha de S.Paulo para o surgimento de uma onda conservadora.

    De fato, a julgar pelos resultados do primeiro turno, o Brasil, com São Paulo à frente, parecia mesmo ter dado uma guinada à direita. Diante do resultado, ficava a questão: onde foi parar a energia libertária, democrática e igualitária que moveu parte das manifestações de junho de 2013 e das mobilizações que se seguiram? Alguns dias depois, Caio Dezorzi, da Esquerda Marxista, resolveu parar para analisar os dados do TSE com um pouco mais de calma e chegou a um resultado surpreendente (leia aqui).

    Ao comparar os resultados do primeiro turno das eleições de 2006, 2010 e 2014, no Brasil e em São Paulo, Dezorzi constatou que as votações dos candidatos do PSDB para presidente e governador do estado de São Paulo se mantiveram praticamente estáveis.

    O candidato que realmente surpreendeu em 2014 foi o segundo colocado na eleição para presidente: o candidato NDA (nenhuma das anteriores). Como as porcentagens divulgadas pelo TSE se referem apenas aos votos válidos, o peso das taxas de abstenção e de votos nulos e brancos não aparece nos resultados das eleições. Ao levar essas três categorias em conta, e creditá-las para um candidato imaginário – o candidato NDA – Dezorzi mostra que quem cresceu em 2014 não foi o PSDB, mas sim a rejeição ou o descaso com o processo eleitoral como um todo.

    Dezorzi utiliza esses dados para rebater o argumento de Boulos, defendendo que o que existe no Brasil não é uma onda conservadora, mas sim um profundo questionamento do sistema eleitoral como um todo, que abriria espaço para o fortalecimento de forças sociais não só progressistas, como revolucionárias. Vistos do ponto de vista da análise de Dezorzi, portanto, os resultados do primeiro turno das eleições de 2014 se tornam absolutamente coerentes com as manifestações de junho de 2013, pois expressam um rechaço em bloco à política institucional.

    A grande dificuldade ao confrontar os textos de Boulos e Dezorzi é que, de certa forma, os dois parecem ter sua parcela de razão. A grande pergunta a ser feita é: o fato de candidatos mais conservadores terem ganhado nas urnas significa que a população brasileira se tornou mais conservadora? Ou o resultado do primeiro turno é apenas mais um indício do divórcio entre a política institucional e a vida real dos brasileiros? A partir dessa pergunta, é possível formular outra: existiria uma alternativa política que, mesmo não se expressando nas urnas, estaria latente na sociedade brasileira?

    Infelizmente, o resultado do primeiro turno das eleições não ajuda a responder a nenhuma dessas perguntas, por um motivo muito simples: abstenções e votos brancos e nulos são caixas-pretas políticas. É impossível saber quem o candidato NDA representa.

    Em primeiro lugar porque, como vários institutos de pesquisa alertaram, muitos dos eleitores que não foram votar podem simplesmente estar mortos, já que o cadastro do TSE está desatualizado. Em segundo lugar, muitos eleitores que votaram nulo podem simplesmente ter errado ao digitarem suas opções na urna eletrônica.

    Em terceiro lugar, mesmo quem se absteve ou votou nulo ou branco por convicção, pode ter feito isso pelos mais variados motivos. A abstenção e os votos nulo e branco não têm coloração ideológica. Entre os que rejeitam conscientemente o processo eleitoral há desde a extrema direita – aqueles que acham que os políticos são todos corruptos e por isso melhor mesmo seria entregar o poder a um líder iluminado e de pulso firme – até a extrema esquerda – aqueles que acreditam que a democracia burguesa é uma farsa e a única alternativa de transformação real é a auto-organização das classes exploradas para a construção de um poder popular paralelo.

    Feitas todas essas ressalvas, acho razoável pensar que, em vez de enxergar o primeiro turno das eleições como um sinal de que o brasileiro se tornou mais conservador, é possível enxergar no processo uma janela de oportunidade para uma reorganização política que vá além das instituições tais como elas existem hoje. O problema é que essa oportunidade pode ser aproveitada por todo o espectro político, da extrema esquerda à extrema direita.

    Isso quer dizer que, independentemente do resultado do segundo turno, se a esquerda quiser sobreviver no Brasil, ela precisa se reinventar, sob pena de abrir espaço não para uma onda conservadora, mas para uma onda fascista. A desmoralização de um eventual segundo governo Dilma pode alimentar a organização de uma direita muito pior do que a que está aí, e é por isso que a reorganização da esquerda é urgente.

    Ok, mas o que, exatamente, significa uma reorganização da esquerda? Acho difícil que alguém tenha uma proposta pronta e acabada na ponta da língua, mas é tarefa fundamental de qualquer um que se reivindique desse campo começar a refletir a partir de agora. Pessoalmente, acho que um ponto de partida fundamental é recuperar a autonomia da esquerda social diante da esquerda partidária, reconhecer que as duas instâncias têm sua independência relativa e estabelecer um novo padrão de relacionamento entre elas.

    Não há dúvida de que os governos do PT representaram avanços para a classe trabalhadora, mas o preço pela melhoria de vida de uma parcela significativa da população foi uma subordinação de grande parte das lutas sociais à razão de Estado. Como os movimentos sociais mais poderosos do país tinham ligações umbilicais com o PT, quando o partido chegou ao poder muitos militantes subordinaram suas ações aos interesses do governo. Assim, a governabilidade, preocupação central de quem está no poder, acabou contaminando os próprios movimentos. Com isso, a ruptura de 2013 se deu, em grande parte, contra o PT e contra parte desses movimentos sociais.

    Diante dessa situação, acredito que uma reorganização da esquerda passa por pensar mais no que é melhor para a organização autônoma da classe trabalhadora e menos no que é melhor para o governo. Militantes partidários precisam ter o desprendimento de perceber que críticas aos seus partidos não são, necessariamente, golpismo da direita.

    A grande novidade de 2013 foi o surgimento de um antipetismo popular, e os dirigentes do PT não podem fingir que isso é golpismo ou manipulação da direita. Logo, essa reorganização passa, necessariamente, pelo reconhecimento dos inúmeros erros que o PT cometeu no poder.

    Feito esse reconhecimento, fica a dúvida: o PT ainda é um instrumento útil para a classe trabalhadora? Pois um partido nada mais é do que um instrumento – quando dirigentes partidários começam a acreditar que o partido está acima da classe, este é o princípio do fim de qualquer organização.

    Nas suas origens, o PT soube, como poucas organizações na história dos movimentos da classe trabalhadora, articular a ação dos movimentos sociais e a atuação de seus militantes na política institucional. Isso, no entanto, se perdeu. Hoje, uma parte expressiva da militância petista está a reboque do governo, servindo de correia de transmissão para discursos bolados por marqueteiros para manter o partido no poder.

    Acontece que, para se manter no poder, o PT é obrigado a fazer alianças que praticamente inviabilizam transformações sociais profundas. Enquanto o Brasil viveu um ciclo de crescimento econômico, foi possível garantir conquistas pontuais para a classe trabalhadora sem mexer nas estruturas do poder econômico. Com o esgotamento desse ciclo, no entanto, essa possibilidade evaporou. Junho de 2013 nada mais foi do que a recolocação do conflito, a retomada da luta de classes, o fim da conciliação.

    Diante dessa conjuntura, é natural que a classe trabalhadora não confie a um PT manietado pelas alianças do governo a tarefa de fazer os enfrentamentos que o novo ciclo exige. O problema, portanto, é: qual ou quais vão ser os instrumentos de luta da classe trabalhadora daqui para frente? Enquanto estiver preso a Collor, Renan e Kátia Abreu, o PT não poderá desempenhar essa função.

    O vácuo deixado pelo partido pode e precisa ser ocupado por diferentes forças, partidárias ou não, mas aí se coloca o outro problema: se a razão de Estado não pode subordinar a ação dos movimentos sociais, estes também não podem simplesmente ignorar o Estado, como se a simples negação anulasse os efeitos deste sobre a sociedade. A política institucional continua a interferir na vida das pessoas mesmo quando estas não reconhecem sua legitimidade. Por isso, apenas boicotar as eleições e não construir alternativas é uma tática absolutamente suicida.

    Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, Mauricio Puls chama a atenção para o perigo desse tipo de atitude (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1535593-opiniao-a-poeira-das-manifestacoes.shtml). Ao se recusar a participar do processo eleitoral, parte da esquerda abriu caminho para a eleição de candidatos ainda mais conservadores, o que vai interferir diretamente na vida cotidiana de todos os brasileiros a partir de 2015.

    Com um Congresso mais conservador, um eventual segundo governo Dilma terá ainda menos margem de manobra, o que significa ou mais corrupção para aprovar projetos de interesse do governo, ou derrotas seguidas do Executivo. De uma forma ou de outra, não é um cenário promissor.

    O texto de Puls é importante por apontar a contradição entre a emergência de movimentos libertários e o fortalecimento da direita partidária. Ele cita o Maio de 68 e a reeleição de De Gaulle na França e o 15-M e a eleição de Rajoy na Espanha, mas poderia ir além: o levante zapatista e a eleição de Fox no México, o 30-N de Seattle e a eleição de Bush nos EUA, enfim… a lista é longa.

    Todos estes foram movimentos que negaram a política institucional em bloco, assim como fez o “Cacerolazo” argentino de 2001, os “Forajidos” equatorianos de 2005 e, em certa medida, a Guerra do Gás na Bolívia, em 2003. Ao contrário do que escreve Puls, o “Cacerolazo” de 2001, não era “contra um”, mas contra todos – o lema do movimento era “que se vayan todos”. O mesmo lema ecoou nas ruas de Quito em 2005, quando a multidão depôs Lucio Gutiérrez e expulsou a tapas os deputados do Congresso equatoriano, o que vi esta cena com meus próprios olho.

    Por que, então, levantes libertários na Argentina, no Equador e na Bolívia abriram caminho para a esquerda (Kirchner, Correa e Morales, respectivamente), enquanto outros movimentos igualmente libertários facilitaram a chegada da direita ao poder?

    Acredito que a chave para a resposta esteja no Equador e, acima de tudo, na Bolívia. A grande debilidade de movimentos libertários como o Maio de 68 francês, o 15-M espanhol e o 30-N de Seattle foi sua incapacidade de construir organizações políticas alternativas àquelas que criticavam – debilidade, aliás, recorrente entre movimentos libertários.

    No Equador e, sobretudo, na Bolívia, no entanto, a negação da ordem foi acompanhada pela construção de uma nova institucionalidade. No primeiro, o movimento cidadão que depôs Gutiérrez foi organizado em torno de Rafael Correa e instaurou uma nova assembleia constituinte. Na Bolívia, o Movimento ao Socialismo (MAS) de Evo Morales desempenhou um papel ainda mais pronunciado na reorganização institucional do país e na convocação de uma assembleia constituinte.

    Diante desses exemplos internacionais, acredito que o que falta ao Brasil é uma disposição das várias forças de esquerda para atuar em conjunto no intuito de criar uma força política suficientemente poderosa para construir uma nova institucionalidade no país. Vale lembrar, no entanto, que a empreitada não está fadada ao sucesso. Se o MAS conseguiu refundar o Estado boliviano, a Outra Campanha zapatista, que tentou fazer algo parecido no México em 2006, deu com os burros n’água. Esses dois exemplos mostram claramente que uma “nova política” não vai sair da cabeça de um pequeno grupo de iluminados, como parece ter acreditado Marina Silva, mas sim da ação conjunta de uma multidão disposta a reconstruir a vida política a partir de baixo, a partir da vida social.

    O problema é que isso não se faz do dia para a noite, e até construirmos um poder popular suficientemente vigoroso, precisaremos de representantes que defendam nossas causas no Parlamento e combatam o avanço da direita. Por isso, acredito sinceramente que a urgente reorganização da esquerda passa pela criação de uma nova dinâmica entre a esquerda social e a esquerda partidária, de modo que ambas saibam respeitar as especificidades de cada uma, mas saibam, também, trabalhar juntas quando necessário.

    Essa reorganização, portanto, implica na criação de uma ampla articulação que inclua desde os grupos anarquistas até o PSOL. Só assim, sem sectarismo e sem subordinação ao poder, será possível dar novos instrumentos de combate para a classe trabalhadora nesses tempos tão difíceis. Só assim, junho de 2013 será capaz de “ganhar as eleições”.

    *Bruno Fiuza é jornalista, historiador e mestrando em História Econômica na Universidade de São Paulo

     

    • Cara Maria
      Eu também estava

      Cara Maria

      Eu também estava assim com o blog da Cidadania, não conseguia enviar comentários, agora normalizou. Nunca tive ese problema antes.Coincidência (?) ser agora.

      Vamos prestar atenção, se mais pessoas estão com esse problema, nos diversos blogues ditos sujos.

      Saudações

  2. Bolsa Família

    Por que sou a favor do Bolsa Família:
    1 – para cada real investido no bolsa família, 1,78 é acrescido na economia; 
    2 – Pessoas sem renda se tornam um peso para a sociedade maior do que pagando os míseros R$ 70,00;
    3 – Porque ao dar o bolsa família, você obriga os pais (salvo exceções) a colocar os filhos na escola, a vacinarem (evitando doenças), as mães a fazerem o pré-natal (evitando deficiências físicas e mentais da criança que nasce) e possibilitando a nutrição dos adultos e das crianças (dando a estas perspectivas de futuro); 
    4 – Porque é obrigação do Estado garantir o futuro e alimentação das crianças, mesmo que os pais sejam pobres demais ou supostamente vagabundos; 
    5 – É uma obrigação moral da sociedade garantir um mínimo de renda para as pessoas independentemente se gostam ou não de trabalhar (supondo que sejam tantas pessoas assim); 
    6 – Por que ao contrário do que boa parte da elite e classe média pensa a maioria das pessoas pobres não são vagabundas e preguiçosas para abandonar um emprego formal e viver só de bolsa família; 
    7 – Porque a maioria das pessoas pobres não são burras para abandonar um emprego de carteira assinada de um salário mínimo de R$ 724,00 para ganhar no máximo R$ 230,00 de bolsa família (geralmente a bolsa é um valor bem mais abaixo que isso);
    8 – Porque pelo mesmo cadastro, os desempregados que não querem receber a bolsa, mesmo assim tem o direito de não pagar para fazer concurso público; 
    9 – Porque o Sertão do Cariri, bem como em outros sertões e rincões do Brasil conseguiu-se desenvolver um comércio local e graça as pessoas que passaram consumir, criando assim mais empregos; 
    10 – Porque crianças não precisam trabalhar em carvoarias por R$ 50,00 por mês, porque o bolsa família desestimula o subemprego, trabalho infantil e o trabalho ilegal; 
    11 – Porque aumenta a barganha dos trabalhadores seja para conseguir um salário maior e formal, seja para obter melhores condições de trabalho; 
    12 – Porque segundo o Dieese de 2009, pessoas que ganham até 2 salários mínimos pagam 49% de impostos enquanto os que ganham mais de 30 pagam 26%, o Bolsa Família compensa parcialmente esta distorção; 
    13 – Porque o Bolsa Família é um programa mundialmente premiado, reconhecido e recomendado pela ONU e imitado em outros países; 
    14 – Porque candidatos de oposição como Aécio Neves, Marina Silva e mesmo Pastor Everaldo, a não ser que sejam mentirosos, disseram que adotariam o bolsa família em seus governos; 
    15 – Porque todos os países de primeiro mundo, incluindo EUA e os da União Européia adotam programas de transferência de renda semelhante ao Bolsa Família com nomes distintos; 
    16 – Porque muitos dos que são contra o Bolsa Família, receberam dos pais alimentação de primeira, educação de primeira e paga, além de entrar numa universidade pública e gratuita cuja mensalidade valeria (se fosse paga) muito mais do que os míseros R$ 70,00 do bolsa família; 
    17 – Porque muitos dos filhos da elite e classe média recebem bolsa papai (mesada) além de casa, comida, roupa lavada e brinquedos e não fizeram nada por isso e os pobres têm ao menos o direito a ter renda; 
    18 – Porque o filho da elite e classe média tem muitas vezes coragem de chamar o pobre de vagabundo ou vagabundo em potencial, tendo o filho de papai muitas vezes começado a trabalhar só depois de formado na faculdade (muitas vezes da bolsa universidade pública), enquanto o pobre muitas vezes começa a trabalhar aos oito anos de idade; 
    19 – Porque existem várias outras bolsas lícitas como bolsa de doutorado, mestrado, bolsa no exterior e outras ilegítimas ou ilícitas como bolsa Rede Globo (R$ 600 milhões), bolsa bancos (taxa de juros do mercado), bolsa juiz etc. e estes bolsistas reclamam dos míseros R$ 70,00 que a maioria dos beneficiados ganham; 
    20 – Porque muitas pessoas não se importam com a miséria que não vêem e têm preconceito com quem não conhece, só se sentem mal quando aparece uma reportagem no JN, mas voltam as suas rotinas infelizes e preocupados com o valor do IPVA; 
    21 – Porque os porteiros, cabeleireiros, jardineiros, empregadas domésticas, caixa de supermercados etc. enfrentam todos os dias horas de viagens em trens, ônibus e metrôs lotados num imenso calor e não abandonaram seus empregos por causa do bolsa família. E sabe de uma coisa, eles são os nossos heróis brasileiros, mesmo que ganhem o Bolsa Família junto com o trabalho, eles mereceriam bem mais que essa ajuda do governo; 
    22 – Porque até para procurar um emprego é preciso ter alguma renda e assim, por estudos e estatísticas, mostrou-se um efeito contrário ao suposto efeito preguiça; 
    23 – Porque neoliberais como Roberto Campos e Milton Friedman recomendavam algo semelhante ao bolsa família, chamavam isto de impostos negativos, portanto, até direita sabe que programa como estes são necessários;
    24 – Porque uma desigualdade grande como a de nosso país combinada com o consumismo, só alimenta a violência. E mesmo que não alimentasse a violência, a desigualdade extrema é anti-cristã, imoral e desumana.
    25 -Porque eu li, ouvi e estudei sobre o assunto e ofereci links para que as pessoas lerem e falassem com profundidade sobre o assunto. Em vez disso, continuam chamando de vagabundo os pobres que receberam este benefício.

    PONHAM A MÃO NA CONSCIÊNCIA POR FAVOR!

  3. Resposta para dilma e pt!

    Alguém precisa dizer para a dilma dizer no debate que o jornalista juca kfouri, que tem reputaçao infinitamente melhor que o youssef, afirmou que aecio neves agrediu sua atual esposa com socos em 2009, quando o tucaninho falar acerca da reportagem dessa revista de merda no debate! Se o pt souber que a tb vai repercutir isso ele ja precisa gravar as propagandas gratuitas falando a respeito da tal agressao e sobre a reputacao de youssef e kfouri, e exibir tais propagandas durante o jn!

  4. 55 anos sem o talento de Dolores Duran

    Dolores Duran (Rio de Janeiro, 7 de junho de 1930 — Rio de Janeiro, 24 de outubro de 1959)

    Nascida Adiléia Silva da Rocha, nunca conheceu seu pai biológico, pois sua mãe, Josepha Silva da Rocha, se juntou a Armindo José da Rocha, que já tinha dois filhos do primeiro casamento, Hilton e Hilda. Com ele, Josefina – como era chamada pelos mais íntimos – teve Denise Duran, conhecida por Lela, seis anos mais nova que Dolores. 

    Passou a infância nos bairros de Irajá e Pilares, onde conheceu as agruras da vida suburbana carioca. A menina humilde não conseguiu concluir o curso primário; trabalhou como modista e balconista e, apesar da pouca instrução, tornou-se uma das mais intuitivas poetas da música popular brasileira.

    Negra, de rosto arredondado, os olhos sempre envoltos numa alegre melancolia, dentes da frente ligeiramente separados, corpo miúdo e um pouco gorducho, raciocínio rápido, vivaz, com um jeito meigo e triste, assim era Dolores Duran. Carregava consigo a melancolia guardada daqueles que vivem pela noite, em palcos enfumaçados, até de manhã. Para os amigos, entre eles os cronistas Sérgio Porto e Antônio Maria, ela era “uma falsa mulher alegre”. Para o público que apreciou as interpretações e composições de Dolores, ela foi uma estrela de brilho intenso e fugaz, que iluminou a música brasileira e se apagou subitamente, aos 29 anos.

    Com apenas seis anos, iniciou sua carreira artística cantando em diversos concursos e festas. Como era comum nos anos 1930 e 40, participou com sucesso de vários programas de calouros no rádio. Depois de causar uma boa impressão no concurso “À procura de uma cantora de boleros”, foi convidada para fazer um teste na boate Vogue, uma das mais sofisticadas do Rio. Aprovada, obteve um contrato de crooner, cantora de baile que interpreta sucessos de outros artistas. Tinha só 16 anos, e por isso foi obrigada a falsificar a idade em seu documento para poder trabalhar na noite. Para brilhar nos palcos cariocas escolheu o pseudônimo de Dolores Duran, nome que misturava a influência dos ritmos latinos com a cultura cinematográfica norte-americana.

    A exigência de ter de embalar a plateia em diversos estilos musicais lhe daria grande versatilidade. Sua sensibilidade e sua afinação impressionariam o público. Interpretando de forma singular, exibia um belo domínio vocal e era capaz de fazer sofisticadas improvisações jazzísticas. Mesmo sendo considerada a rainha do samba-canção, Dolores também foi apontada como uma precursora da Bossa Nova, por seu estilo inovador de cantar. Era ainda uma grande imitadora de cantores nacionais e internacionais, reproduzindo com perfeição os timbres de voz, inclusive dos homens.

    Autodidata, dominava o inglês, o francês, o italiano e o espanhol ouvindo músicas, a ponto de Ella Fitzgerald dizer que foi na voz da cantora brasileira, que ouviu a melhor interpretação de My Funny Valentine, um clássico da música norte-americana.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=5fEUToYpL98%5D

    O jornalista Antônio Maria foi um dos melhores amigos da cantora, e escrevia publicações sobre ela que serviu para espalhar seu talento: “Dolores Duran falou de sentimentos como ninguém, em todas as línguas. Seu idioma era o amor!”

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=FOf5bcxBZl0%5D

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    [video:video:https://www.youtube.com/watch?v=MlSq6Cj1WJ0%5D

    Muito romântica e à frente do seu tempo, Dolores correu pela vida sem freios. Era namoradeira e não se poupava a aproveitar seu tempo. O primeiro que teve foi um garçom da boate Vogue.

    Um dia, disse a um ex-namorado que pedia para reatar: “Repeteco não dá não! Se não deu certo na primeira, não dá certo na segunda. Isso aqui não é gravação”.

    Entre seus namorados estiveram Billy Blanco, com quem namorou por 6 meses, de quem também gravou músicas. Com João Donato, o relacionamento não foi em frente devido à oposição da família do rapaz. João Donato tinha 17 anos, enquanto Dolores, 21. Quando Donato foi morar no México o namoro acabou.

    Em 1955, casa-se com o radioator e músico Macedo Neto, que conheceu nos estúdios da gravadora Copacabana. No mesmo ano, foi vítima de um infarto, ficando internada trinta dias no hospital. Se separaram pouco tempo depois, por causa das divergências de opinião.

    Ela até chegou a engravidar, mas perdeu o bebê e ficou estéril, o que contribuiu ainda mais para a separação. Apesar das recomendações médicas, Dolores resolveu não segui-las, agravando seus problemas cardíacos. A melancolia tornou-se presente na vida de Dolores Duran.

    Por conta de uma gravidez tubária que lhe acometeu de esterelidade materna, perdeu o feto e, por conta da grande vontade de ser mãe, adota uma menina orfã de pai e mãe.

    A adoção da pequena Maria Fernanda deu-se quando ainda era casada com Macedo Neto que, mesmo depois de separado de Dolores, registrou-a em seu nome.

    Em 1958, com Nora Ney, Jorge Goulart, Conjunto Farroupilha e outros artistas, excursionou pela então União Soviética, mas em Moscou separou-se do grupo (que seguia para China) e foi para Paris, onde permaneceu por cerca de um mês, apresentando-se num pequeno bar frequentado por brasileiros.

    De família pobre, com pai ausente e um problema cardíaco advindo de uma doença da infância, tinha sonhos maiores que ela mesma. Sonhava ser uma cantora famosa. E poucas vezes passou pela música popular brasileira uma mulher de tamanha sensibilidade.

    Autora de canções e letras em que o amor é cantado muitas vezes de forma triste e melancólica, Dolores Duran foi uma mulher divertida, irônica e namoradeira, que vivia intensamente a noite carioca. Morreu de infarto tão precocemente, com apenas 29 anos e no auge da carreira, deixando um legado inesquecível para a MPB.

    Fontes:

    Dolores Duran no Dicionário Cravo Albin 

    Dolores Duran na Enciclopédia Itaú Cultural 

    Dolores Duran na Wikipédia 

    Imagens de Dolores Duran

    Das dores, Dolores, por Petit Gabi   

    Dolores Duran, Estrada do Sol, por Eliete Negreiros  

    Dolores Duran e Antônio Maria – Memória do Rádio 

    Dolores Duran recuperada, por Vitor Dirami

    Discografia

    Experiências boêmias em Copacabana: Dolores Duran, por Maria Izilda Santos de Matos 

    A maravilhosa melodia de Dolores Duran

    Músicas para ouvir

    A noite de Dolores Duran, por Amilton Pinheiro

    Nina Becker canta Dolores Duran

    O samba da falsa mulher alegre, de Maria Izilda Santos de Matos 

    Livros:

    Dolores Duran:  a noite e as canções de uma mulher fascinante, por  Rodrigo Faour 

    A vida acaba um pouco todo dia, de Angela  de Almeida 

    Homenagens:

    Projeto do CCBB relembra os 50 anos de morte de Dolores Duran

    Em 1994 Nana Caymmi gravou um CD só com obras suas com o título “A noite do meu bem – As canções de Dolores Duran”

    No final dos anos 90, o Centro Cultural Banco do Brasil apresentou o musical “Dolores”, com texto de Douglas Dwight e Fátima Valença e direção de Antônio de Bonis. O elenco era estrelado por Soraya Ravenle e a direção musical coube a Tim Rescala. 

    Em 2009 a gravadora Biscoito Fino lançou o CD “Dolores Entre Amigos”, com gravações inéditas descobertas pela jornalista Ângela Almeida durante uma pesquisa para uma biografia sobre a vida de Tom Jobim. 

    Brasileiro, profissão esperança

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    [video:https://www.youtube.com/watch?v=zZjDzSnsDQE%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=59ilMpDmsbg%5D

    Aqui completo: https://www.youtube.com/watch?v=59ilMpDmsbg&list=PLD5D6453FF8C97C4F

    Participou do filme  “Rico Ri à Toa” (1957), de Roberto Farias.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=GFsNfWgJzu4%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=nkJLiin6xZk%5D

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    [video:https://www.youtube.com/watch?v=FpMEpqTbLuM%5D

  5. Minimalismo: onde o menos é mais

    20 salas minimalistas para você se inspirar

    Mudando um pouco do assunto da política, nada melhor do que curtir a matéria abaixo publicada originalmente no site Limaonagua em 20/05/13. Esse texto veio a calhar, porque hoje em dia sou adepto de uma decoração mais clean e nada melhor do que o estilo minimalista para isso. Para ver as fotos das salas decoradas, basta acessar o link que está no final do post.

     

    Procurando inspiração para sua sala? Já conhece a minimalista? Que tal olhar essa seleção de 20 salas minimalistas que fizemos para você se inspirar?

    A palavra minimalismo refere-se a uma série de movimentos artísticos, culturais e científicos que percorreram diversos momentos do século XX e que se preocuparam em fazer uso de poucos elementos fundamentais como base de expressão. A frase “Menos é mais”, de Mies van der Rohe, exemplifica com perfeição esse conceito. Sua concepção dos espaços arquitetônicos envolve uma profunda depuração da forma, voltada sempre às necessidades impostas pelo lugar, nada mais.

    As fotos a seguir trazem exemplos de 20 salas que ajudarão você a se inspirar e a entender o estilo minimalista. O bacana disso tudo é que muitas delas conseguem superar a frieza dos materiais, muito comum a esses ambientes, sem abrir mão da sofisticação e do conforto.

    Link do site: http://www.limaonagua.com.br/decoracao/20-salas-minimalistas-para-voce-se-inspirar/

  6. Revista Veja: ultima edição investe no terrorismo eleitoral

    Publicado em 23/10/2014 no Conversa Afiada: http://www.conversaafiada.com.br/pig/2014/10/23/desesperodaveja-terrorismo-dela-fede/

    #desespero da Veja:
    terrorismo dela fede

    Nao esquecer que se trata do detrito sólido de maré baixa

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    No Muda Mais:

     

    #DesesperodaVeja: Revista investe no terrorismo eleitoral, mas já perdeu toda a credibilidade

     

    A três dias das eleições presidenciais, quando as pesquisas apontam para a vitória da presidenta Dilma Rousseff, a Revista Veja – velha conhecida por atuar como principal veículo de oposição aos governos petistas – chega às bancas com mais uma capa fraudulenta e caluniosa contra Dilma e o ex-presidente Lula.Trata-se da conhecida tática golpista praticada pela revista de tentar manipular a opinião pública, pautar o último debate na TV e influenciar o resultado das eleições.

    A capa da publicação mostra Lula e Dilma com a manchete “eles sabiam de tudo” se referindo ao esquema de corrupção denunciado pelo doleiro Alberto Yousseff, por meio de delação premiada, à Polícia Federal. MENTIRA. E como sabemos a mentira é a matéria-prima do golpismo que a Revista lança sempre que os seus candidatos a presidente estão atrás nas pesquisas eleitorais na reta final das campanhas. Surpreendente seria se a Veja se comportasse diferente dessa vez.

    O doleiro Yousseff foi preso no começo deste ano, pela Operação Lava Jato da PF, acusado de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O decorrer do processo ocorre em segredo de justiça e as declarações resultantes de delação premiada carecem de comprovação, já que esse tipo de interrogatório serve como peça inicial para investigações mais aprofundadas. As declarações do réu (no caso, o próprio doleiro Yousseff), aliás, precisam ser comprovadas para garantir a ele o direito de ter sua pena reduzida. Mas temos que lembrar que tudo o que “carece de comprovação” ou simplesmente é inventado ou fantasiado ganha contornos de “fato real” na redação oposicionista da Veja.

     

    Vale destacar que, na semana passada, quando todos os jornais acusavam a participação do ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, no esquema de recebimento de propina em que é acusado pelo doleiro Alberto Yousseff, a capa da Revista Veja requentava uma notícia velha, não comprovada e caluniosa, para desviar o foco do assunto. E essa, como já sabemos, não foi a primeira vez. A quem serve, então, a Revista Veja?

    Ações como essa são sintomáticas de um tipo de pseudo-jornalismo que há muitos anos deixou de lado o compromisso com a verdade e a informação. E mais, a antecipação da publicação da edição atual na tentativa de influenciar o resultado das eleições é prática de fraude eleitoral, pura e simples. Quais são os interesses que se escondem por trás de uma publicação que sistematicamente divulga todo o tipo de mentira e calúnia para difamar, desqualificar e desestabilizar um governo legítimo e eleito democraticamente pelo povo? Em uma democracia a postura anti-ética da Veja é inaceitável e deve ser entendida como uma tentativa de golpe.

    Felizmente, os brasileiros já não se deixam enganar por uma revista que há muito tempo jogou fora toda a sua credibilidade. Eles pensam que podem manipular o eleitor com mentiras e desinformação. Estão errados. A democracia brasileira não é exercida nas bancas de jornais, mas nas urnas. E essa verdade está fora do alcance da manipulação da Veja.

     

     

     

  7. Revista Veja: a última sacanagem antes da eleição

    Pesquisas põem PSDB em desespero; Veja tenta última cartada


     

    A previsível subida de Dilma nas pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas no fim da tarde de quinta-feira 23 se fez acompanhar de indícios de que o PSDB e a parcela mais engajada de seu eleitorado – inclusive uma boa parcela que milita nos grandes meios de comunicação – podem se recusar a aceitar um resultado das urnas que não seja o que desejam.

     

     

    Enquanto colunistas tucanos como Reinaldo Azevedo e Demétrio Magnoli já falam em derrubar Dilma no segundo mandato, Veja antecipou em dois dias a capa de sua edição que só deve sair no próximo sábado para tentar contaminar a tempo a parcela do eleitorado que ainda não se decidiu ou que for mais suscetível a manipulações de última hora.

    Detalhe: Magnoli publica seu artigo golpista no site de um “Clube Militar” e Azevedo diz, em seu texto não menos golpista, a seguinte pérola:

    “(…) Se Dilma for reeleita e se for verdade o que diz o doleiro, DEVEMOS RECORRER ÀS LEIS DA DEMOCRACIA — não a revoluções e a golpes — para impedir que governe”

    Azevedo sugere que a oposição tentará pedir o impeachment de Dilma com base em suposta declaração de um meliante. Já Magnoli afirma que, mesmo vencendo a eleição, Dilma não terá “legitimidade para governar”.

    Quanto a Veja, o de sempre: sem provas, acusa a presidente da República e o ex-presidente Lula de saberem de um suposto esquema de desvio de dinheiro na Petrobrás. É a última cartada.

    A teoria de Veja é a seguinte: como a eleição supostamente estaria “apertada”, qualquer denúncia que não puder ser rebatida a tempo por Dilma pode levar os mais suscetíveis a mudar de voto.

    Paralelamente, o centro de São Paulo viu ocorrer no mesmo dia agressão odiosa de militantes do PSDB contra militantes do PT. Parte de um grupo de 500 militantes tucanos invadiu uma manifestação de cerca de 50 petistas no centro da capital e os agrediu. Os petistas reagiram e foi necessária intervenção da Polícia Civil para separar os contendores.

    Como se vê, vencer a eleição nem chega a ser o maior problema de Dilma, que, apesar da tentativa desesperada da Veja, dificilmente será derrotada com ou sem a denúncia irresponsável da revista, que espera que a presidente e seu padrinho político sejam condenados preliminarmente, sem apelação, de preferência até o próximo domingo.

    Não vai rolar.

    Mas o que se percebe é que a campanha eleitoral deixará cicatrizes. O PSDB não vai querer conversa. Se a mídia vai entrar na dos tucanos e participar de uma tentativa de sabotar o segundo governo de Dilma ao ponto de provocar seu impeachment, como sugere Reinaldo Azevedo, é outra história.

    A impressão que se tem é de que alguns veículos já buscam se dissociar do extremismo da Veja e do próprio PSDB, que parece achar que pode ganhar a eleição se gritar bastante.

    Seja como for, alguém deveria dizer a Azevedos, Magnolis, Vejas e Aécios que o Brasil é uma democracia e, em democracias, cara feia de perdedores de eleição é fome. Essa gente aproveitaria melhor seu tempo se começasse a planejar já alguma estratégia para 2018 que convença este povo a lhe dar nova chance de governar o Brasil.

     

     

  8. A América do Sul e o Capital

     

     Prenda para os Leitores do Brasil!
    E da América Latina no geral.
    E para os outros também assim todos ficam contentes.

    Encontrei um artigo que acho ser interessante. Explico.

    Sempre olhei para os fenómenos da América do Sul com suspeito. Alba, Celac, Unasur, Evo Morales, Dilma…tudo lindíssimo, tudo fantástico, mas há algo de fundo que inquieta.

    Os modelos progressistas da América Latina estão todos baseados no Capitalismo. Todos, sem excepção. E não há sinais de que algo possa mudar num próximo futuro. O que acho uma pena.

    Porque se dum lado estamos de acordo que afastar-se da influência norte-americana seja positivo, doutro lado um Capitalismo progressista é sempre…Capitalismo. Mudamos de patrão, mas a trela é a mesma.

    E é curioso, porque mesmo aqui no blog já fui acusado de acreditar num Capitalismo com um rosto humano: curiosamente é o que fazem os progressistas da América do Sul, ao propor um Capitalismo que, sendo progressista, supostamente apresenta um rosto “humano”.

    Pode ser “humano” o Capitalismo? Ou terá implícitas no seu ser as bases para, mais cedo ou mais tarde, descarrilar para uma sociedade dominada por poucos, fonte de desigualdades e injustiças?

    No Brasil, Lula & c. têm extraído (literalmente) da pobreza quantas pessoas? Muitas, muitas mesmo. E este facto tem que ser lembrado. O mesmo aconteceu naqueles outros Países da América Latina que abraçaram governo de Esquerda.

    Mas o que aconteceu a estes ex-pobres? Foram inseridos na lógica do capital.
    Lembram-se da canção dos Pink Floyd, Another brick in the wall (“Um outro tijolo na parede”, por acaso um das piores faixas do grupo inglês)? O conceito é o mesmo.

    Por isso, aplausos merecidos para Lula & c. (e isso sem ironia nenhuma), mas fica uma dúvida de fundo: não é possível ir além disso? Qualquer revolução (ou governo alternativo) é destinado a ser apenas uma troca de patrão? Dum sistema capitalista para outro?

    O discurso poderia ser ampliado, incluindo os Brics (a China, a Rússia…). Mas por enquanto ficamos com a América do Sul.

    O artigo que encontrei é dum escritor brasileiro, que muitos entre os Leitores imagino conheçam bem melhor do que eu. Trata-se de Frei Betto (aliás Carlos Alberto Libâno Christo), teólogo, escritor e político, vencedor do Prémio Jabuti: é um dos máximos exponentes da Teologia da Libertação (fique descansado o Leitor: no artigo de teologia não há nada, só aspectos políticos e económicos).

    O artigo foi publicado este mês no Le Monde Diplomatique e aqui vai a tradução integral. Como é comprido, vai ser dividido em duas partes. Isso per evitar que o Leitor adormeça perante o ecrã.

    América Latina:o domínio do capital financeiro
    Hoje, no meio da segunda década do século XXI, os governos democráticos popularespredominam na América Latina. A maioria deles foi eleito por forçasde esquerda. Cinco dos actuaischefes de Estado eram guerrilheiros durante as ditaduras:Dilma Rousseff, no Brasil; RaúlCastro em Cuba; na Uruguai JoséMujica; Daniel Ortega na Nicarágua; Sanchez e Salvador, ElSalvador. 

    Agora, ser de Esquerda não é um problema emocional ou uma mera adesão aos conceitos formulados por Marx, Lenin e Trotsky.É uma escolha ética, com razão. Uma opção que tem como objectivo promover, em primeiro lugar, os marginalizados e os excluídos. Ninguém é de Esquerda pelo facto de afirmar isso ouporque se enche a boca de clichés ideológicos, mas por via das práticas que desenvolve emrelação aos segmentos mais pobres da população. 

    Na América Latina, os chamados governos democráticos populares incluem diversasconcepções e procuram, em teoria, propor sociedades alternativas ao capitalismo. Movem-sede forma contraditória entre as políticas públicas voltadas para os segmentos de baixo rendimento e o sistema capitalista global, regido pela “mão invisível” do mercado. Os governos democráticos populares têm produzido, de facto, mudanças importantes para melhorar a qualidade de vida de amplos segmentos da sociedade. 

    Hoje, 54% da população vive em Países latino-americanos governados por governos progressistas. É um evento sem precedentes na história do Continente. O outro 46%, cerca de259 milhões de pessoas, vivem sob governos de direita, aliados dos Estados Unidos eindiferentes se a desigualdade social e violência  piorarem. 

    Segundo Bernt Aasen, Directora Regional da UNICEF para a América Latina e Caribe, entre 2003 e 2011no Continente mais de 70 milhões de pessoas foram retiradas da pobreza; a taxa de mortalidade das crianças com menos de cinco anos foi reduzida em 69% entre 1990 e 2013;a desnutrição crónica entre as crianças de 6 meses a 5 anos diminuiu de 12,5 milhões (em1990) para 6,3 milhões (2011), o acesso ao ensino primário aumentou de 87,6% (em 1991) para95,3% (2011). 

    No entanto, acrescenta, “A nossa região continua a ser a mais desigual do mundo, onde 82 milhões de pessoas vivem com menos de 2,50 Dólares por dia, 21,8 milhões de crianças e adolescentes não estão na escola ou estão em risco de abandoná-la; 4 milhões não foramregistadas ao nascer e, portanto, oficialmente não existem […] e 564 crianças menores de 5 anos morrem diariamente de causas evitáveis​​” (ver O Globo, 2014/05/10, p. 19). 

    Dum ponto de vista histórico, é a primeira vez que tantos governos do Continente são mantidoslonge dos ditames da Casa Branca. É também a primeira vez que são criadas instituiçõescontinentais e regionais (ALBA, CELAC, UNASUL, etc), sem a presença dos Estados Unidos.Trata-se de uma redução do influência imperialista na América Latina, entendida como a predominância de um Estado em detrimento de outro. 

    No entanto, uma outra forma de imperialismo prevalece na América Latina: o domínio do capital financeiro, focalizado agora na reprodução e na concentração do grande capital, que conta como poder dos seus Países de origem para a promoção, por parte dos Países de acolhimento, daexportação de capitais, bens e tecnologias, e apropria-se das riquezas naturais e de valor acrescentado. Houve uma mudança desde a submissão política para a submissão económica.

    E o resto?
    Na segunda e última parte.

    Ipse dixit.

    Fonte: na segunda parte do artigo

    http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2014/10/a-america-do-sul-e-o-capital.html#comment-form

     

     

  9. Sugestão

    Prezado Nassif, sugiro manter em evidência, nexta sexta-feira e amanhã, o cliping do dia, o multimídia do dia e o fora de pauta. Que tal a sugestão? 

  10. Também tenho muitas

    Também tenho muitas dificuldades para acessar este blog, em primeiro lugar, e depois, se consigo, geralmente desisto de querer ir à segunda página. Às vezes vem a mensagem de que a página se encontra em manutenção. 

  11. O Conselheiro do TCE/MG tem

    O Conselheiro do TCE/MG tem que explicar a expressão “TER QUE ENGOLIR” ao se referir a aprovação das contas do Aócio. Como “TER QUE ENGOLIR”? Mesmo que, como parece o caso  – considerar vacina de CAVALO como investimento em saúde, esteja em flagrante desacordo com seus fundamentos e preceitos de honestidade, ética e senso de justiça? Sei que o Sr, Sylo Costa era do mesmo partido do Sr, Jarbas Passarinho. Aquele que mandou, em 68,  às favas os escrúpulos da consciência. Mas, pera aí, não precisava levar tão longe a fidelidade partidária, né mesmo? Importante registrar que o Conselheiro engoliu, sem engasgar………. COM CASCO E TUDO. 

  12. Itu e seus 20 caminhões pipa

    Com relação à notícia dos 20 caminhões pipa em Itu.

    Itu tem 163.882 habitantes.

    Suponha agora que cada caminhão pipa transporte 20m^3 = 20.000 litros

    A notícia não fala quantas viagens por mês cada caminhão fará.

    Cada habitante de Itu terá: 20.000/163.884 = 2,4 litros de água por viagem de caminhão pipa.

    Não dá nem para matar a sede. Quanto mais banho + lavar roupa + lavar louça.

    Segundo esta notícia: http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2013/05/brasileiro-consome-159-litros-por-dia.html

    O consumo médio de água por brasileiro, por dia é de 159 litros. Máximo no RJ: 236 litros e mínimo em Alagoas com 91 litros.

    Vamos supor que os caminhões pipa forneçam 40 litros de água por habitantes por dia.

    2,4 litros está para 1 viagem assim como 40 litros estão para x

    x = 40*1/2,4 = 16,6 viagens diárias de caminhões.

    São necessárias 16,6 viagens diárias para fornecer 40 litros diários de água por habitante. Menos da metade do menor consumo médio do país.

     

    Necessidade de caminhões pipa para RMSP:

    163882 habitantes estão para 20 caminhões pipa assim como 20.000.000 de habitantes estão para x

    x = 20.000.000*20/163.882 = 2440,781.

    Para fornecer 2,4 litros de água por habitante são necessários, para a RMSP, 2440 caminhões pipa.

    Para fornecer 40 litros de água por habitante/dia, na RMSP, com caminhões pipa com capacidade de 20metros cúbitos são necessários 2440*16,6 = 39040 caminhões pipa*viagens circulando pela RMSP.

     

  13. Caso de Saúde

    Camila Vernaglia afirma que água contaminada a levou a hospital em SP

    Coelhinha da ‘Playboy’ e ex-affair de Andressa Urach conta que sofreu com dores, diarreia e vômito. Sabesp não confirma contaminação.

    Thaís Sant’Annado EGO, em São Paulo

     160 comentários Camila Vernaglia toma soro no hospital
    (Foto: Divulgação )

    Depois de as candidatas ao Miss Bumbum Brasil 2014 reclamarem da falta de água na cidade de São Paulo, Camila Vernaglia, que participou do concurso em 2012 e teve um affair com Andressa Urach, diz também ter tido problemas com a água da cidade. A modelo – que agora é uma das Coelhinhas da “Playboy” – passou mal e teve que ir ao pronto-socorro para ser medicada. “O médico me disse que foi uma contaminação por causa da água. Que, por conta da falta de água na cidade, a água que vem pelo encanamento está prejudicada. Ele ainda disse que não sou o primeiro caso”, declarou ela.

    A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), informou ao EGO que garante a qualidade da água fornecida à população. (leia abaixo)

    Camila contou que passou mal a primeira vez na madrugada de terça, 21, para quarta, 22. “Fui para o hospital porque estava me sentindo muito mal, com muita cólica e dor abdominal, diarreia e vômito. Fiz exames, tomei medicamentos e voltei para casa”, contou ela, que ainda chegou a ir para uma festa à noite: “Tinha melhorado e resolvi ir ao evento. Mas fiquei só dez minutinhos, porque comecei a passar mal de novo”.

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    A modelo voltou para o hospital na tarde desta quinta-feira, 23. “Estava, mais uma vez, com muita dor, diarreia e vômito. O médico disse que demora de três a cinco dias para melhorar. Tomei medicamentos e voltei para casa, não há muito o que fazer”, relatou.

    “O médico disse que, por conta da falta de água na cidade, a água que vem pelo encanamento está prejudicada. Ele ainda disse que eu não sou o primeiro caso.”Camila

    Moradora do bairro de Santana – abastecido pelo o Sistema Cantareira, que está com apenas 3% de sua capacidade -, Camila disse que está indignada com a situação da água em São Paulo. “É um absurdo. Estou pagando o preço por causa da falta de planejamento do governo”, desabafou.

    O EGO entrou em contato com a Sabesp, responsável pelo abastecimento de água em São Paulo, que não confirmou a contaminação da água na região do bairro de Santana. Ainda, de acordo com a assessoria de imprensa da Sabesp, a companhia enviará técnicos ao local para fazer uma avaliação da denúncia: “A Sabesp garante a qualidade da água fornecida à população. A empresa fornece água potável, que obedece rigorosamente aos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde para consumo (portaria 2.914/2011). A companhia monitora e realiza análises do manancial até a casa dos clientes. É importante que os moradores façam a limpeza das caixas d’água a cada seis meses e verifiquem suas tubulações periodicamente. A companhia encaminhará um técnico ao local para analisar a água assim que receber o endereço da modelo”.

     Camila Vernaglia toma soro no hospital e mostra exame (Foto: Divulgação) Camila Vernaglia em recente evento social (Foto: Danilo Carvalho e Thais Aline/ Ag. Fio Condutor/Divulgação)

     

     

  14. Site ironiza desespero da Veja com capas fantasiosas

    Site ironiza desespero da Veja com capas fantasiosas em vésperas de eleição

    Do Pragmatismo Político

    Veja vira meme na internet após última tentativa de golpe. Desespero da revista pode ser explicado pela divulgação das mais recentes pesquisas para a eleição presidencial, que colocam Dilma Rousseff entre 6 e 8 pontos à frente de Aécio Neves 

    A revista Veja virou piada na internet após antecipar a divulgação de sua última capa antes da eleição presidencial do próximo domingo. Um site reuniu dezenas de capas fantasiosas que a revista poderia utilizar como última tentativa de influenciar o voto do eleitor. Nas redes sociais, a hashtag #desesperodaveja se tornou a mais comentada do Brasil.

    O desespero da revista pode ser explicado a partir da divulgação das últimas pesquisas Ibope e Datafolhapara a Presidência da República, que colocaram, respectivamente, Dilma Rousseff 8 e 6 pontos à frente de Aécio Neves. A tentativa de golpe, contudo, durou menos de 24 horas (saiba mais aqui).

    Não é a primeira vez que Veja tenta mudar os rumos do processo eleitoral a poucos dias da eleição. Foi assim em 2006 e em 2010, com capas divulgadas antecipadamente, mas com conteúdo especulativo e inconsistente.

    A perda de credibilidade da revista, com declínio de vendas ano a ano, é reflexo de um jornalismo especulativo, descompromissado com a verdade e que agora [na contemporaneidade] precisa lidar com o contraponto de veículos de comunicação ascendentes oriundos da mídia alternativa.

    O desenvolvimento da consciência crítica do eleitor serve de impulso para que ele busque novas fontes de informação e, colocando-as em conflito, forme a sua opinião.

    Confira abaixo mais algumas capas sobre Veja que viraram piada na internet:

     

  15. Inspiração brizolista

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=mjthRokW-3o%5D

    Que a presidenta Dilma continue com a inspiração do velho Briza. Quando há exatos 32 anos Leonel Brizola desancou O Globo neste vídeo, ele sabia do que falava. Hoje, a Dilma também. Brizola vive! Vamos continuar cobrando o “papelzinho” na urna eletrônica, a escola em tempo integral planejada pelo mestre Darcy Ribeiro e implementada pelo Brizola e o enfrentamento com a Globo. Ela é a cabeça da serpente.

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