Futebol feio, racismo gaúcho e baladas

Jornal GGN – O ex-jogador Paulo Cézar Caju concedeu uma entrevista ao jornal Zero Hora e criticou o futebol gaúcho e o rodízio dos técnicos do Rio Grande do Sul na seleção brasileira. “Por que só Felipão, Mano Menezes, Dunga, Felipão de novo na Seleção? O estilo gaúcho está matando o nosso futebol. Por que não retomar o jogo cadenciado, bonito e objetivo?”. Na publicação, Caju falou de sua história no Grêmio e na seleção e comentou os últimos casos de racismo no futebol.

Enviado por JNS

Estilo gaúcho mata o futebol brasileiro, critica Paulo Cézar Caju

Jones Lopes da Silva

Do Zero Hora

Aos 65 anos, o ex-jogador Paulo Cézar Caju ainda gosta de uma polêmica. Salvo quando sorri, faz humor e destila cacos de ironia e críticas apimentadas numa voz de locutor de rádio. Fala com eloquência e agora também escreve, por trabalho e gosto pelo debate. 

Mantém um blog no jornal O Globo e continua o inquieto e rebelde de quando sagrou-se tricampeão com Pelé, Gerson e Tostão na Copa de 70 e seguiu no Botafogo de Jairzinho, Olympique de Marselha, no Fluminense de Rivelino e no Grêmio de Iura e Ancheta. 

Sua grande irritação do momento é com o rodízio dos técnicos gaúchos que, segundo ele, se apropriam da Seleção e do futebol brasileiro e engessam um estilo único no país, o da força, do carrinho e do antijogo.

— Sou contra a falta de alternativa. Por que só Felipão, Mano Menezes, Dunga, Felipão de novo na Seleção? O estilo gaúcho está matando o nosso futebol. Por que não retomar o jogo cadenciado, bonito e objetivo? — disse, envergando a bandeira pela volta do drible em velocidade, do passe inteligente, do lançamento milimétrico.

Na conversa que você confere a seguir, Caju revela mágoa com o Grêmio por deixá-lo de fora das homenagens à equipe campeã do mundo de 1983, relembra suas passagens pela Seleção Brasileira na década de 70 e comenta os últimos casos de racismo no país. Confira trechos:

“Querem se separar do país?”

Que lembranças você guarda do Grêmio? 

Me carregaram no colo quando cheguei ao aeroporto em 1979, o Paulo Sant’Ana me levou direto ao programa Sala de Redação (da Rádio Gaúcha), havia um ambiente gostoso no vestiário, não perdi Gre-Nal (1×1 e 2×1) e ganhei o campeonato gaúcho. 

Mas queriam me quebrar no Interior. Eu não tinha medo, nunca tive lesão. No acesso ao gramado do campo do Bagé, jogaram um tijolo, podia me matar. O que é isso? Em Pelotas, quebraram o alambrado e invadiram o gramado. Em São Borja, 12 horas de ônibus, os caras de bombacha e facão na cintura encararam a gente. Outra: em Passo Fundo, a gente passou em meio a um corredor polonês formado pela torcida local e jogaram um copo de cerveja no meu rosto. O que é isso? E se o cara tem uma arma? Era contra mim. 

Leia também:  Fora de Pauta

De onde vinha essa aversão a você?

Porque eu era o negro que rebatia as besteiras que ouvia, que se vestia bem e tinha vindo do Rio. E quando eu vinha com a Seleção, eu não era um “sim senhor” e levava vaia. Por que isso? Prova de que vocês são bairristas e separatistas aconteceu no amistoso da Seleção Brasileira contra o seleção Gaúcha, em 1972, um dos maiores jogos da minha vida.

Vocês estavam mordidos porque que o Zagallo não havia convocado o Everaldo e 100 pessoas no Beira-Rio vaiaram o Brasil. Não tocaram o Hino Nacional! Só o Gaúcho. Vocês tinham Schneider; Espinosa, Figueroa, Ancheta e Everaldo: Carbone, Tovar e Torino; Valdomiro, Claudiomiro e Oberti. Lembro de tudo. Foi 3 a 3, fiz um gol, arrebentei naquele jogaço, sem nenhum pontapé. O presidente era o general Garrastazu Médici, gaúcho, e a gente pensava, vão nos matar aqui. Vocês já queriam se separar, não é? Se querem se separar, que façam. 

Você só vê violência no nosso futebol?

O problema hoje é maior: o estilo gaúcho dos carrinhos e da paulada tomou conta do futebol brasileiro. Olhem dos últimos técnicos da Seleção, tem o Celso Roth, Paulo Roberto Falcão, Tite, Carpegiani. Por que não resgatam a pose de bola. É, claro, tem de saber jogar. 

Falo isso porque é o meu lado crítico. Gosto do drible, que morreu. Gosto do balãozinho, não da cotovelada, do choque de cabeça. Quero ver o futebol que o Falcão fez na Roma, o que eu fiz no Olympique de Marselha, o Luiz Pereira no Atlético de Madrid. Quem é ídolo lá do Sul? Um argentino (D’Alessandro). 

“Apaguei o Grêmio de 83”

O que aconteceu com você e o Grêmio no Mundial 1983?

Não falo. É um assunto morto. Não significa nada 1983 (à época, Caju foi contratado apenas para o jogo da final do Mundial de Tóquio e se sagrou campeão contra o Hamburgo). É tão chato isso. Quando surgem os eventos e não me convidam, eu fico puto. Não quero nem que me liguem mais, apaguei o Grêmio de 83.

É só mágoa pelo esquecimento?

Não falo no assunto. Minha história com o Grêmio é a de 1979, o resto não existe mais para mim. Vencemos o Gauchão sobre o timaço do Inter de Falcão, e o ambiente era maravilhoso no Olímpico, com Manga, Ancheta, André, Éder… 

A Seleção de 70 é a melhor da história? 

Leia também:  Na ONU, Brasil é o único país do planeta a apoiar EUA contra OMS

Um time mágico, de três canhotos: Gerson, Rivelino e Tostão. Cinco números 10: Jairzinho no Botafogo, Rivelino no Corinthians; Pelé no Santos, Tostão no Cruzeiro e Gerson no São Paulo. Um centromédio: Clodoaldo, que não era pitbull, carregador de piano, gladiador, guerreiro, apenas centromédio. Quer que eu narre o lance do quarto gol do Brasil contra a Itália? Carlos Alberto era maior do que Djalma Santos, que vi jogar. Havia o Brito, Piazza, excelentes, e o Marco Antônio, que era muito mais jogador que o Everaldo. 

Como o grupo era forte e solidário e também pensava o time, a gente pediu ao para que o Everaldo jogasse. Era mais equilibrado, o garoto Marco Antônio estava deslumbrado. Copa se ganha assim, com gente que opina. Quem jogou bola, é claro, não esses caras aí que não sabem m. nenhuma. 

O que aconteceu na Copa de 74 e por que você não foi em 78?

Me sonegaram a terceira Copa, em 1978, porque eu bati de frente com o presidente da CBD, da época, Heleno Nunes. Eu era titular absoluto, como o Falcão, Luiz Pereira, Marinho Chagas, mas levaram Chicão e Batista. Nunca ganhariam da Argentina. Eu era contestador, não gostava de sacanagem, defendia roupeiro, massagista. 

A história de 1974 contra a Holanda é que a chance de fazer o gol, não fiz. Eles foram lá e marcaram. Ganharam e acabou. Não é nada dessa superioridade que falam. Mas o ambiente já era dividido entre gaúcho, carioca, paulista e mineiro. A imprensa de cada Estado dava pau nos outros. Gaúcho não joga, põe fogo ali; paulista fora, põe fogo logo adiante. Vai minando o grupo. 

“Cansei de racismo no Brasil”

O que dizer sobre os atos de racismo no país?

Olha, encheu o saco. Não é só o caso recente do goleiro Aranha com o Grêmio, que tem de ser punido. É problema de todo o futebol, da sociedade brasileira. Então, não pode ter pena, as pessoas têm de ser responsabilizadas, não pode ficar assim. Aqui no Brasil, falam, falam, mas continua tudo como antes, é uma hipocrisia só. São sempre os mesmos políticos, mesmos dirigentes, mesmos técnicos de futebol… Cansei de falar disso. 

Como foi o caso de discriminação em Bagé? 

Leia também:  Fora de Pauta

Foi em 1967. O Botafogo fez um amistoso em Bagé e, depois do jogo, tivemos uma recepção num clube do centro da cidade. Lá estava escrito um cartaz: “Proibida a entrada de negros”. Eu tinha 18 anos, aquilo foi uma pancadona em mim, e fomos todos de volta para o hotel. Eu não tinha noção ainda do que representava o racismo, brabo assim.

Quando atleta, você não fumava, não bebia. Depois do futebol, houve um período de cocaína e álcool? 

A droga começou em 1986 e foi até 2002, uma vida. Nunca tinha sido alcoólatra, nunca tinha fumado. Condenava quem fumava e jogava. Depois da bola, acabei caindo na cocaína e na bebida destilada. Por sorte é que nunca fumei cigarro. Quem cheira e bebe, em geral fuma. Como eu fui atleta limpo durante 20 anos, foi o que me salvou. 

Meu pai foi alcoólatra, a irmã morreu disso, mas eu vivia sem nada quando atleta. Tinha dinheiro, sustentava o meu vício, no Rio ou na França. Só que você não percebe, vai cheirando tudo. Na França, uma grama custava 100 euros, eu não cheirava uma, eram 30, 40 gramas. E sempre havia uma mulherzinha acompanhando, e a coisa ia longe. 

Como você saiu dessa?

Voltei para o Brasil, pedi ajuda de solidariedade ao Cláudio Adão (ex-atacante), pediu. Ele comprou a briga. O Daniel Hechter também fez muito por mim. Só que em Paris eu não conseguia me controlar, solteiro, com dinheiro. Mas no Rio fiquei um ano morando no apartamento do Cláudio Adão. Ele cuidou de mim, a gente ia junto à praia, caminhava, controlava remédio, andava comigo. 

Um dia, não aguentava mais, queria sair. Ele disse, não. Se sair vamos te abandonar. Eu saí. Enchi a cara com batida de maracujá, comprei 50 gramas de cocaína. A partir daí, eu disse: não quero nunca mais. Fiz alcóolicos anônimos, a minha mulher, Ana, dizia: não quero um viciado na minha casa. E fui embora para São Paulo. Consegui vencer a droga. 

Estou há 14 anos sem nada. Vou para a Europa todo ano, França, Itália, meus amigos no Rio bebem ao redor, não há problema algum, não tenho desiquilíbrio nenhum. 

Relembre alguns momentos da carreira de Caju:

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

25 comentários

  1. Esse Cajú nem parece o PC das

    Esse Cajú nem parece o PC das baladas noturnícas em Jurerê Internacional rodeado de loiras….hehe

    • O Caju gostava de louras?

      O Caju gostava de louras? Ora, pelo que eu sei ele gostava mesmo era de mulheres bonitas. A  cor? Pouco importava.

    • O PC fala essas coisas quando

      O PC fala essas coisas quando está sobrio, de birita é o maior amigão da Casa Grande…hehehe

  2. Já jogou muita bola, hoje só

    Já jogou muita bola, hoje só quer aparecer. Ademais, se tivéssemos jogado à gaúcha contra a Alemanha, não tomaríamos 7 no lombo.

  3. Eu sou defensor da teoria que

    Eu sou defensor da teoria que o Brasil precisa de mais Bad Boys  e menos  Atletats de Deus. Isso eh uma prga que estah descaracterizando a alegria de jogar do brasileiro somado aos anos de eupeizacao que soh fazem mal a essencia do brasileiro.

    O fato de termos uma Era e tecnicos gauchos tambem ajudou pq eles pregam disciplina demais ao inves de partir pra cima. A gente nao liga se o Brasil perder, isso faz parte, soh nao jogue feio.

  4. Aranha sem perna não ouve

     

    O próximo passo é culpar o goleiro Aranha por não admitir ser um macaco?

    Desde que decidiu, depois de um jogo contra o Grêmio, denunciar os torcedores que o xingaram de “macaco”, Aranha virou, na mesma medida, heroi e — pasme — vilão.

    Dezenas, centenas de pessoas enxergaram na atitude do goleiro do Santos oportunismo, hipocrisia, malandragem e, suprassumo dos argumentos, racismo ao contrário.

    Indignados de todos os cantos tiraram do bolso do paletó a história de que “macaco” é um jeito tradicional, milenar, ancestral dos gremistas se referirem aos rivais do Inter. Não vem ao caso o fato de Aranha ser santista.

    Para outros tantos, a celeuma se deve ao “politicamente correto”, que ainda destruirá o futebol.

    Não vamos esquecer a perseguição que sofrem os “brancos azedos”. Danilo Gentili perpetrou o seguinte raciocínio: “Por minha pele ser muito branca, todas as noites meus colegas de programa me chamam de Palmito. Nunca saiu uma nota sequer em jornal algum. Mas se minha pele fosse negra e me chamassem de Carvão (…), como a maioria de vocês reagiria?”

    Aranha prestou um serviço enorme ao se insurgir contra os que o agrediram. Enorme. Suscitou um debate que está longe de acabar.

    Deu uma declaração sobre a torcedora Patrícia Moreira. “Do mesmo jeito que ela pediu perdão, estou desculpando, perdoando. Infelizmente, vai ter que pagar”, disse. “Por mim, como pessoa, perdoo, sim. Mas, quando você erra, tem as leis.”

    Mas não topou participar de uma reportagem do “Fantástico” em que se encontraria com ela em frente às câmeras para transformar o episódio num show da vida. Pronto.

    Aranha, em resumo, não se pôs em seu devido lugar.

    No programa “Extra Ordinários”, o escritor gremista e gaúcho — não necessariamente nessa ordem — Eduardo Peninha Bueno achou que Aranha merecia um corretivo:

    “O Aranha se comportou como um escroto, não estou falando no momento da denúncia, calma, estou falando antes”, afirmou. “O maior negro que existiu, Nelson Mandela, ficou preso e conseguiu perdoar. […] Ela pediu perdão e ele não deu. Pra mim é um merda que nunca ganhou nada”.

    Para gente como Peninha, provavelmente, Aranha e seus colegas devem não apenas ouvir calados qualquer tipo de ofensa, mas compreender que isso faz parte. (O pobre Mandela não merecia ser citado de uma maneira tão abstrusa.)

    No domingo passado, Igor Lemos Cajuhy, goleiro do Operário (MT), foi à delegacia lavrar um BO por injúria racial. Igor relatava ter sido chamado por um torcedor do Tombense (MG) de “macaco” e — essa é nova — “Aranha”.

    O Brasil dos peninhas conseguiu transformar um jogador negro que cansou de ser destratado por racistas nas arquibancadas num canalha.

    Palmas para eles, que eles merecem.

    Fonte: 08 set 2014

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-proximo-passo-e-culpar-o-goleiro-aranha-por-nao-admitir-ser-um-macaco/ 

  5. O Paulo Cesar que arrebentava

    O Paulo Cesar que arrebentava no meu Glorioso Botafogo, no tempo de jogador de futebol sempre foi marrento.

    Porém, hoje mudou muito, é para melhor.

    Assisitr algumas de suas entrevista e gostei muito.

  6. São os gaúchos mesmo.Lembra
    São os gaúchos mesmo.
    Lembra do papinha do Felipao preocupado com a estatura do time?

    Futebol gaúcho é isso. Gente grande e força. Nunca foram felizes no Brasil. Só perderam e mesmo assim prevaleceram ajudados pela síndrome de auto estima dos bbrasileiros difundida por aquela emissora que pinta os gringos como deuses superiores.
    A Europa é assim tb, são gaúchos e sempre perderam.

    Itália, Alemanha, Argentina.
    Tudo time ruim. São uns bostas.
    Bom é o futebol brasileiro.

    Eu disse brasileiro, gaúcho não.

    • Corinthinas ganhou tudo com

      Corinthinas ganhou tudo com Tite.

      Carpeggiani deu ao Flamengo os seus maiores títulos.

      Felipão ganhou tudo e mais um pouco do seu jeito.

      Espinosa conseguiu ser campeão até com o Botafogo.

      Enio Andrade ganhou título até com o Coxa.

      Não vou nem citar o João Saldanha e no Oswaldo Brandão.

       

      Esse gaúchos são muito incompetentes realmente…

       

       

      • Estamos falando de futebol

        Estamos falando de futebol gaucho.

         

        Tirando o internacional de 79 que dominou o futebol brasileiro pelo incrível tempo de 1 ano, não conseguiram fazer outro time relevante. Um time que dominasse o cenário nacional.

         

        Quer dizer que o espinosa chegando no Rio estava fazendo futebol gaúcho?

         

        E não é só o Caju quem fala isso. O Rivelino fala EXATAMENTE a mesma coisa, são os gaúchos!

        • O Rivelino disse isto? Pois

          O Rivelino disse isto? Pois se ele tivesse sido reserva do Ademir em 74, que era mais jogador que ele, a sorte do Brasil poderia ter sido outra. Jogou quem falava mais grosso, quem fazia política de relacionamentos, não quem jogava mais. Os jogadores e a imprensa da Holanda, admirados com o futebol finíssimo e eficiente de Ademir, agradeceram muito por Rivelino ser o titular. Embora tivesse uma técnica esmerada, resvalava para o burocrático, era lento e destemperado emocionalmente, o inverso do Ademir. Pesquise.

        • Há quem chame o futebol

          Há quem chame o futebol gaúcho( se é que existe..) de futebol de fronteira,

          a lá Uruguai e Argentina. Não gosto  de futebol truncadão e pesado mas não

          podemos  esquecer  nem de Falcão e principalmente do Ronaldinho que

          é habilidoso, cheio de ginga , gaúcho , negro!Nem entro nessa de onde é etc..

          fo..isso tudo, só acho bem rídiculo essa coisa de tocar o hino do estado, seja

          qual for, vai ser “jeca” assim na casa do C…

    • Justo o Paulo Cézar

      Justo o Paulo Cézar estimulando este tipo de baixarias, justo o Paulo, que sabe como é a cabecinha da peble raivosa e ignara, justo ele que sabe como moços de fino trato se revelam no futebol, quer jogando, quer torcendo, quer comentando, sabe que o futebol tem o dom de despir as pessoas do verniz de bem educados.

      Antes uma pergunta a ele: porque os times do RJ não jogam o tal futebol arte? Porque os times treinados por treinadores cariocas, como o Inter hoje, támbém não?

      Porque este problema começou lá trás, do ponto de vista conceitual, Parreira e Zagalo X Telê. Porque avançou com o sucesso de Nelsinho e Luxemburgo no Paulista com o futebol de resultado, ou como diria o mestre Tostão, futebol de estocadas. Porque paralelo a isto, mudou a forma de se formar os jogadores, assunto por demais abordado pelo mesmo Tostão. Teria mais coisas para uma discussão mais ampla, mas o caminho não é o que o Paulo aponta.

      Não aprendemos nada com a derrota da Copa?

       

  7. O problema é que os jogadores

    O problema é que os jogadores brasileiros não acertam mais o passe, principal fundamento do futebol. É impressionante, jjogos com 40, 50 passes errados por time. A molecada desde muito cedo só quer saber de embaixadfinha e pedalada…. São incapazes de trocar três passes que não sejam de lado ou pra trâs. Os times não têm movimentação. Uma tabela rápida é coisa rara. Os gols saem quase que exclusivamente de contra- ataque e bola parada.

    Outra coisa é essa mania ridícula de cavar falta. Basta encostar que o cara cai gritando como se tivesse sido atropelado. Desculpem o politicamente incorretíssimo: coisa de mariquinha! E os demais jogadores do time e a torcida ainda ficam botando pressão no juiz…

    Ou seja, jogos cada vez mais chatos; irritantes, até. Gerações e gerações vão sendo apresentadas ao esporte assim.

  8. Futebol

    Essa “coisa” chamada por aqui de futebol já parei de assitir faz tempo. Uma parcela da culpa também vai para a mídia que endeusa qualquer pé-de-foice se jogar um pouquinho melhor em duas ou três partidas. Já vira craque.

    Há certamente, muito dinheiro rolando nas negociações com jogadores. Muitos craques de verdade abandonam a carreira por não terem um bom empresário ou por não cederem às exigências dos grandes times.

  9. choro

    É dele a melhor fase sobre o chororo que se abateu na seleção do Felipão durante a última copa  “-No meu tempo de jogador da seleção,quem rezava e chorava eram nossos adversários ” 

  10. Polêmicas à parte, alguém já

    Polêmicas à parte, alguém já prestou atenção na fala do Paulo Cezar Caju? Tem uma fluência verbal que nunca ouvi em nenhum outro esportista brasiileiro. Dá gosto ouvir. Se investisse nisso, seria um ótimo palestrante ou comentarista de futebol. 

  11. Racismo como fenômeno nacional e escolas de treinadores

    “O que dizer sobre os atos de racismo no país?

    Olha, encheu o saco. Não é só o caso recente do goleiro Aranha com o Grêmio, que tem de ser punido. É problema de todo o futebol, da sociedade brasileira. Então, não pode ter pena, as pessoas têm de ser responsabilizadas, não pode ficar assim. Aqui no Brasil, falam, falam, mas continua tudo como antes, é uma hipocrisia só. São sempre os mesmos políticos, mesmos dirigentes, mesmos técnicos de futebol… Cansei de falar disso.”

    Penso que seja necessário esclarecer um ponto da entrevista do PC, grande jogar de futebol que presenteou os gaúchos com sua exuberante qualidade técnica…

    Pelo que li, o PC tratou de criticar o racismo como um fenômeno nacional, e não regional ou gaúcho (ou gremista), muito embora refira experiências em que foi vítima de racismo aqui no sul.

    Sendo assim, não entendi porque no título da postagem consta a expressão “racismo gaúcho”.

    Ora, a associação direta entre o racismo e o gaúcho acaba se transformando em gol contra. Explico: primeiro porque estigmatiza a todos nós gaúchos como racistas, segundo porque enfraquece a nossa luta local contra o racismo, na medida em que transforma os esforços em desfavor dessa espécie de preconceito numa disputa entre culturas regionais.

    Teve um cidadão aí, trabalha para a Globo (prefiro nem falar o nome), que escreveu um livro para concluir um absurdo: no Brasil não há racismo. Pois parece que se está colocando adendo naquela afirmação, acrescentado: “(…), exceto no Rio Grande do Sul”.

    Relativamente aos técnicos de futebol gaúcho, não vou defendê-los. Eles têm suas virtudes e seus defeitos, mas não espelham uma única escola – Tite e Felipão, por exemplo, tem visões diferentes de como uma equipe deve se portar tática e tecnicamente.

    Aliás, afirmar que o futebol brasileiro tem duas escolas, a “gaúcha” e a “brasileira”, sendo que a primeira macula a segunda, é de um reducionismo de pasmar, além de revelar um preconceito contra o Estado do Rio Grande do Sul, que ganhou, pelo menos, onze títulos nacionais, três libertadores e dois mundiais.

     

  12. Sou gaúcha e concordo em

    Sou gaúcha e concordo em parte com PC. O futebol gaúcho não é bonito.Mas é um problema, também, do futebol brasileiro, que está, não só nos jogadores,mas nos seus dirigentes e mídia(globo e cbf) , que  transformam  jogadores em “astros”, não em JOGADORES. O poder das câmaras sobre eles, lhes oferece, às pencas, as marias chuteiras, e o futebol fica em segundo plano. Os times brasileitos se transformaram em timecos. Comemorar uma vitória como se fosse um título, deixa bem evidente a mereca que se transformou o futebol e seus bundões jogadores. Só tem massa muscular, vivem em centros de estética (nada errado nisso), mas só isso, é que os torna tão bobinhos e de poucas jogadas eficientes. O futebol se transformou em casa de massa muscular, corrupção e desmando. Eu adorava ir à campo, não vou mais, porque, se fosse, me sintiria uma tola manipulada e conivente. Enquanto não modificarem esses podres tempos do futebol, meu protesto é não fazer parte disso.

  13. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome