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Gebran volta atrás e permite que OAB atue com defesa de Lula em ação contra Moro

Foto: TRF4
 
 
 
Jornal GGN - O desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região João Pedro Gebran Neto voltou atrás em sua decisão de proibir que o Conselho Federal da OAB e a seccional de São Paulo sejam partes de um processo movido pelo escritório que defende Lula contra o juiz Sergio Moro. No mérito, a ação questiona decisão do juiz de Curitiba, que não quer destruir imediatamente uma série de gravações feitas "ilegalmente" no escritório onde atua Cristiano Zanin.
 
No último dia 5, Gebran respondeu a um recurso (agravos regimentais) da OAB contra o impedimento de fazer parte da ação. "Com a ressalva de meu posicionamento pessoal, considerando que a matéria será apreciada pelo mesmo Colegiado e a fim de evitar incidentes desnecessários no trâmite deste processo, reconsidero, por ora, a decisão do evento 13 e admito no presente feito, como terceiros interessados, o Conselho Federal da OAB e a Seccional da OAB de São Paulo, reservando, contudo, a apreciação final da legitimidade destes em preliminar no julgamento do presente mandado de segurança", disse.
 
"Dê-se vista ao MPF [Ministério Público Federal] com urgência, para que se manifeste acerca do ingresso das entidades", determinou.
 
No recurso, a OAB de São Paulo e o Conselho Federal alegaram "ser caso de reforma da decisão agravada, considerando a legitimidade da OAB para atuar como assistente em processos em que advogados sejam parte, bem como para defender violações de prerrogativas profissionais da advocacia. Reiteram os pedidos de admissão no feito."
 
As instituições apontaram que as gravações foram autorizadas por Moro de modo dissimulado, pois os procuradores de Curitiba informaram, erroneamente, que o número do escritório de advocacia pertencia ao Instituto Lula. Mesmo tendo sido avisados pela operadora de telefonia, mantiveram o grampo e, depois, alegaram que não prestaram atenção nas informações corretas.
 
Moro ainda havia prometido ao ministro Teori Zavascki que não faria uso do grampo irregular mas, na prática, autorizou que o material fosse disponibilizado para consulta e, quando questionado pela defesa de Lula, negou destruir o conteúdo das gravações imediatamente.
 
Gebran já negou liminar a pedido da defesa de Lula. O assunto agora será apreciado pelo colegiado no TRF4.
 
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QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA! QUE A MENTIRA SEJA DESMASCARADA!

Aos poucos, A VERDADE VAI APARECENDO e os bandidos que deram o GOLPE DE ESTADO vão ter suas ações cada vez mais expostas. E quanto mais radicais sejam seus atos, tanto mais o ilegal se tornará público. E como não dá para a Rede dos bobos e Jornal dos Desinformados (estadinho) encobrirem e esconderem e enganarem a todos (visto que o Facebook veio para ajudar a disseminar fatos "não oficiais") só é desifnormado hoje em dia quem quer. Só repete feio papagaio informações falsas quem quer. Os atos desses juizes estão escancarados e as organizações legais, se ficarem caladas, estarão sendo coniventes. Por isso, mais uma vez, PARABÉNS a essa ala da OAB, que não se deixou seduzir pela "canto fácil da sereia golpista" e das luzes das televisões. QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA!   QUE A MENTIRA SEJA DESMASCARADA!   QUE OS BANDIDOS QUE DERAM O GOLPE DE ESTADO SEJAM JULGADOS.

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Roxane

''os procuradores de Curitiba

''os procuradores de Curitiba informaram, erroneamente, que o número do escritório de advocacia pertencia ao Instituto Lula. Mesmo tendo sido avisados pela operadora de telefonia, mantiveram o grampo e, depois, alegaram que não prestaram atenção nas informações corretas.''

 

Como confiar em''procuradores'' que não ''prestaram atenção''?

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Gebran é cúmplice de Moro

Esse "embargador da Justiça" João Pedro Gebran Neto é cúmplice de Moro.

Quando Moro for a julgamento pelos crimes judiciais cometidos (detalhados pelo procurador Marcio Sotello) não se pode esquecer de que Gebran faz parte do bando com valores fascistas.

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Esse caso e o caso da

Esse caso e o caso da divulgação das gravações das conversas da presidenta Dilma são dois casos simbolicos das arbitrariedades, do não estado de Direito, que regula a Lava Jato. E o Supremo? Não reagiu como deveria. E a OAB e todos os advogados do Brasil reagiram timidamente. Dai para o que estamos vivendo foi questão apenas de um passo.

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José Eduardo de Camargo

Depois da bronca...

Será que ele mudou de ideia após a bronca do parlamentar britânico Chris Williamsom contra a perseguição à Lula? A ver!

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Rui Ribeiro

A espada finalmente foi derrotada pela caneta

Vamos ver por quanto tempo.

A Farsa Jato precisa dos grampos ilegais para formar seus dossiês contra aqueles que não são tucanos ou da Casa Grande, tal como faz a Globo, que agora desarquivou e publicou seu dossiê contra o Bostonaro, denunciando, ainda que tardiamente, seu nepotismo.

Com dossiês, fica mais fácil chantagear, achacar e extorquir os desafetos.

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Manobra espúria

Em suma, fez um arranjo, uma gambiarra, uma manobra espúria, casuística, um contorcionismo retórico sem qualquer previsão legal, que consistiu em reconsiderar a sua decisão para admitir a OAB no processo, ("para evitar incidentes desnecessários") ao mesmo tempo em que na mesma decisão promete restabelecer sua objeção no julgamento da preliminar de mérito. Pode isso Arnaldo?

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"Viver significa lutar."

Sêneca

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João de Paiva

Mas pode ter recebido recados...

Há mais de um mês, desde que José Dirceu publicou três artigos em veículos da mídia independente e progressista, tenho a impressão de que os lavajateiros andaram recebendo recados da ala legalista/nacionalista das FFAA.

Esse desembargdor do trf4, que é admirador e duplo do torquemada das arucárias, até que preparou o terreno para que este pudesse surfar na onda, decretando novamente a prisão de JD, após a 8ª turma do tribunal de exceção, rejeitar os embargos apresentados pela defesa de Dirceu. Essa jogada estava combinada para ocorrer imediatamente antes ou logo após o bombástico depoimento de Rodrigo Tacla Durán na CPMI. 

Por alguma razão até agora não apresentada, o torquemada das araucárias não expediudecreto para encarcerar novamente José Dirceu. O PIG/PPV finge que Tacla Durán não existe e que ele não prestou depoimento devastador sobrea Fraudea a jato, paresentando provas periciada das acusaçõe que fez contra os lavajateiros.

Como retaliação, o duplo de sérgio moro no trf4 vazou à mídia golpista que já concluiu o voto dele sobre apelação que protocolou a defesa do Ex-Presidente Lula a essa côrte. Todos os golpistas consideram como favas contadas que o duplo de sérgio moro tenha confirmado a condenação, embora NENHUMA PROVa exista para sustentar tal aberrante decisão. Há poucos dias, de forma arbitrária e em descumprimento à legislação, esse desembargador do trf4 negou à OAB o dirieto líquido e certo de representar os advogados cuja comunicação foi violada de forma ABSOLUTAMENTE ILEGAL pelos procuradores e juiz lavaateiros de Curitiba.

Será que o duplo de sérgio kor recebeu outro recado?

Enquanto isso a PF e o MPF sem nehum controle continua a invadir universidades federais e seqüestrar judicialmente professores e dirigentes dessas instituições, como fizeram na UFS há mais de dois meses, cometendo abusos e crimes contra o reitor, Luiz Carlos Cancellier, levado ao suicídio pelos abusos, humilhações e violência a que foi submetido por autoridades federais e do estado de SC.

A PF parece fechada em copas com as alas reacionárias e entreguistas das FFAA, de que é exemplo clássico o general sérgio etchegoyen, atual chefe do recriado SNI e da ABIN, que são a arapongagem dos golpistas ditadores atuais.

O GGN deveria procurar saber o que anda ocorrendo nas casernas, pois não parce ahaver unanimidade por lá.

 

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Schell

Ora, ora e ora, aí, tem!

Ora, ora e ora, aí, tem!

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roland

astúcia

O objetivo da medida é o declarado: não permitir incidentes desnecessários. Isto é, não atrasar a decisão definitiva, que deve sair sem perda de tempo, como já se viu

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Maria MR

Vc veja que esse juiz federal

Vc veja que esse juiz federal da 13a vara de Curitiba junto com o TRF-4 demonstram claramente ter como foro íntimo uma aversão ao Lula, à Ésquerda. Eles levam para o judiciário visão política ideológica. Estão nem aí para as leis e as provas.

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