Gestão Covas corta VT e VR de profissionais em plantões hospitalares com déficit de equipes médicas

Para presidente do Sindsep corte busca ampliar a precarização dos serviços, para justificar a entrega de hospitais municipais para a gestão de Organizações Sociais de Saúde (OSS)

Foto: Leon Rodrigues/SECOM Prefeitura de S.Paulo

Jornal GGN – A prefeitura de São Paulo, comandada por Bruno Covas (PSDB), cortou o Vale-Transporte (VT) e o Vale-Refeição (VR) dos profissionais da saúde que realizam plantões extras nos 11 hospitais municipais administrados pela Autarquia Hospitalar Municipal (AHM), que enfrenta déficit de servidores desde o ano passado. As informações são de Rodrigo Gomes, para Rede Brasil Atual. 

Os plantões têm objetivo de prestar assistência à população, já que AHM está com cerca de metade do seu quadro profissional desocupado. De acordo com o Tribunal de Contas do Município (TCM), nos hospitais municipais faltam 2.225 médicos de todas as especialidades e 2.800 enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

“Com certeza essa medida vai prejudicar a população. Há dez anos os plantões extras compreendem o pagamento de VT e VR, porque são dias de trabalho além da carga horária do mês. Sem isso, é como os trabalhadores pagarem para trabalhar. Isso desestimula a adesão aos plantões extras, que já não são obrigatórios”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), Sérgio Antiqueira, à RBA. 

A condição de trabalho dos profissionais que exercem os plantões extras também não está em dia. Antiqueira revelou que os valores pagos estão desatualizados, sem reajuste desde 2015.

Atualmente, um médico recebe R$ 624 por plantão extra na periferia, um enfermeiro R$ 300, profissionais técnicos e auxiliares R$ 109. Desses valores, são descontados imposto de renda e previdência. Agora, profissionais terão que arcar com a alimentação e transporte. 

Para Antiqueira, o corte adotado pelo gestão de Covas busca “ampliar a precarização dos serviços”, para justificar a entrega dos 11 hospitais para a gestão de Organizações Sociais de Saúde (OSS).

“Eles não têm feito concursos. Reduzindo a atuação dos servidores. A gente está entendendo que o objetivo é fechar a autarquia, provavelmente criar algum outro tipo de terceirização ou ampliar as terceirizações para as OSS”, disse.

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3 comentários

  1. E a desumanização vai tomando conta das ações de muitos governantes públicos. Fiquem atentos a este índice, pois quanto mais aumenta isto (e a paulatino, mas consistente), não haverá mais caminho de volta. Assim como os acontecimentos naturais vão piorando gradativa, mas consistentemente – estes dois fatores, em muito pouco tempo nos trará um mundo agressivo, assombroso, sem esperança e logicamente, desumano. Mas não creiam que tenha sido por escolhas divinas ou por obra do acaso. Estamos assistindo presentemente.

  2. Ele é candidato a reeleição para prefeito de São paulo este ano.
    Não se esqueçam dele na hora de votar.
    Alem disso faz tratamento de câncer em hospital particular.
    Imagina se esse hospital enfrentasse os mesmos problemas de falta de profissionais com a rede públicas?
    Nem nessas horas esses tucanos se sensibilizam.

  3. Logo, logo na prefeitura o último terá que apagar a luz………….
    O déficit do funcionalismo municipal é escandaloso……

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