GGN Covid: explodem casos no país, enquanto Pazuello se perde na Saúde

A curva de crescimento brasileiro é explosiva. Repare que nos Estados Unidos houve um refluxo na curva, mas que voltou a subir com a flexibilização do isolamento.

Os últimos dados globais, divulgados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, mostram uma explosão das novas ocorrências no Brasil, enquanto o general Pazuello se perde na Saúde e lideranças brasileiras – como Fernando Henrique Cardoso – se perdem nas conveniências políticas.

Cada dia a mais de Bolsonaro são centenas de mortes a mais. E a responsabilidade direta são dos que, por conveniência política, adiam o fim dessa tragédia política.

Uma das manobras estatisticas do Ministério da Saúde era a alegação de que o Brasil teria mais casos e óbitos por ter maior população. O quadro abaixo compara cinco grandes países de acordo com a proporção per capita – número de casos por 100.000 habitantes.

A curva de crescimento brasileiro é explosiva. Repare que nos Estados Unidos houve um refluxo na curva, mas que voltou a subir com a flexibilização do isolamento.

Curiosamente, a curva de óbitos, por 100.000 habitantes, é bem menor, comparando aos mesmos países. O que pode indicar uma enorme subnotificação.

Comparando os óbitos per capita com as ocorrências per capita, percebe-se que a proporção dos países europeus – Espanha e Itália – é bem maior do que nos países americanos. O que pode indicar uma proporção bem maior de exames e de notificações.

Aqui a curva brasileira de novos casos. A linha laranja mede os movimentos de curto prazo – média diária semana. Repare que continua puxando a curva para cima, indicando que as demais linhas irão atrás.

Aqui, um resumo dos dados recem-divulgados.

E os maiores crescimentos percentuais no dia mostram o Brasil em 3o lugar, mesmo sentado em cima de uma enorme base.

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4 comentários

  1. Olá, Nassif. Por que as curvas de “óbitos por 100.000 habitantes” e “óbitos x casos na média semanal” só vão até 28 de abril? Seria mais interessante e instrutivo a comparação com a evolução dos casos até o momento atual.
    Um abraço!
    Raul.

  2. A própria flexibilização fora de época, vai provocar ondas de explosão nestes números. Não apenas por provocar aglomerações de pessoas, com a pandemia fora do controle, mas até pelo seu “lado bom”, já que muitas empresas ou áreas estão tendo de proceder examinação em seus funcionários. Devem ter recorrido vários casos, como recentemente reportei nestes comentários, um exemplo de São Carlos, aqui no interior de SP onde, neste mês apenas uma obra da MRV, ao retornar foi examinar os 115 funcionários e 43 deles foram positivados (37%). Considerando que parcela considerável dos trabalhadores envolvidos estejam na classe mais numerosa da população e de menor renda e talvez com menos condições de cuidados na pandemia. Também considerando que esta maioria seja justamente daqueles que terão de ir retornando às atividades fora de casa, devemos esperar mesmo um aumento nos números de casos e consequentemente no número de óbitos e despesas financeiras. No país do nacionalismo-sanfoneiro infelizmente, devido inclusive a esta falta de plano e de comando técnico no MS, possivelmente teremos uma epidemia-sanfona, com a recorrente e desgastante (principalmente quando falta controle) afrouxa-retrai da economia, aumentando os medos, inquietações, queixas e desgastes. Penoso para o país e seu povo e grave para o governo se manter em crises diárias, fora as que já são numerosas.

  3. Centro Europeu de Prevenção etc? Nunca ouvi falar,ele deve estar certo nas estatísticas q nem nós brasileiros temos precisamente,é de se desconfiar a intromissão de estrangeiros aqui,vão pra rua e vejam a realidade, não dá pra ficar comendo nas mãos de quem distorce,parem de inocência nem tudo é o q dizem(propaganda)q é,simples,vão pra rua,hospitais(Anhembi com 216 pacientes e capacidade de 1.800,fonte Uol)
    Obs:Virá uma segunda, terceira, quarta onda,fique em casa, não vai dar pra sair durante muito tempo, esqueçam empregos e empresas !!

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