Giro Econômico GGN: confira um panorama da economia global

Indústria brasileira avança, mas ainda não recuperou perdas; desemprego nos Estados Unidos chega a 7,9% e, na Europa, bolsas fecham semana em leve alta

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A economia global repercutiu o diagnóstico positivo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da primeira-dama Melania Trump para covid-19, enquanto o mercado brasileiro segue ao sabor do quadro político.

No Brasil, um dos destaques do dia foi a divulgação dos dados de produção industrial pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): o setor subiu 3,2% no mês de agosto ante o visto em julho e, apesar do resultado, o segmento ainda não se recuperou das fortes perdas de março e abril, quando a queda acumulada chegou a 27% por conta da pandemia da covid-19. No ano, a produção mostra um recuo de 8,6%, enquanto o confronto contra agosto de 2019 indica que a indústria caiu 2,7% – o 10º resultado negativo seguido nessa comparação. Nos últimos 12 meses, a queda é de 5,7%.

Além disso, informações da Bloomberg indicam que o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, teria dito a profissionais do mercado que o governo tentará fazer o Renda Cidadã dentro do Teto de Gastos, mas se não for possível, a regra poderá ser furada.

Nos Estados Unidos, o diagnóstico de Trump foi um dos destaques em meio à reta final da corrida pela presidência do país, muito por conta da volatilidade gerada nos mercados.

Segundo o Market Watch, os principais índices de ações dos EUA caíram na sexta-feira – o Dow Jones Industrial Average caiu 0,5%, enquanto o S&P 500 caiu 1%.

A divulgação dos resultados também aumentou a pressão em torno de um novo pacote de alívio no combate à pandemia, embora as perspectivas tenham ficado nebulosas ao longo desta sexta-feira. Embora a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, esteja negociando com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, eles seguem distante nos detalhes, embora mostrem interesse em fechar um acordo. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego nos Estados Unidos chegou a 7,9% e, embora ela esteja abaixo do recorde histórico no auge da pandemia, um dado é especialmente preocupante: quase 700 mil pessoas pararam de procurar empregos e saíram da força de trabalho em setembro. E esses números não são contabilizados na taxa de desemprego.

No mercado de commodities, os negócios com metais como prata e cobre se recuperara – com o cobre chegando ao seu maior patamar em mais de dois anos, em um sinal de que o pior da pandemia para a economia pode ter passado.

Na Europa, as ações fecharam em leve alta mesmo após o diagnóstico de Trump. Segundo a agência Reuters, o índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,3%, em uma semana marcada pela volatilidade. Mesmo após as notícias dos Estados Unidos, os mercados da região se estabilizaram em torno das expectativas de mais estímulos uma vez que os dados de emprego ficaram abaixo das expectativas.

Os mercados da Ásia também acompanharam as notícias em torno do presidente dos Estados Unidos. Segundo o Nikkei Asia Review, o índice da Bolsa do Japão caiu 233 pontos durante o dia, assim como aconteceu em outros índices regionais – o Índice Straits Times de Cingapura e o índice SET da Tailândia caíram cerca de 1%. O impacto na região só não foi maior por conta do feriado em países como Índia, China e Coréia do Sul.

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