Governo Covas gastou menos da metade do orçamento contra enchentes em 2019

População sofre nesta segunda-feira o impacto da falta de gestão sobre projetos de prevenção de enchentes, em São Paulo

Marginal Pinheiros - 10/02/2020

Jornal GGN – A grande São Paulo amanheceu nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, com as consequências da forte chuva que se estende desde a madrugada. Até às 12h, foram registrados pelos menos 88 pontos de alagamento, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas). O caos pode ser considerado o reflexo da gestão Bruno Covas (PSDB), que utilizou menos da metade dos recursos destinados à contenção de enchentes nos últimos anos. 

Em 2019, a Prefeitura de São Paulo contava com caixa de cerca de R$ 833 milhões para gastos com obras de prevenção a enchentes, manutenção de córregos e galerias pluviais. Menos da metade desse valor, mais ou menos R$ 385 milhões, foi gasto pela prefeitura. As informações são da CBN.

Segundo a reportagem, mais de R$ 180 milhões foram destinados às secretarias municipais de Infraestrutura e Obras e de Desenvolvimento Urbano, além de 13 subprefeituras, para canalização de 13 córregos, manutenção de sistemas de drenagens, ampliação de galerias pluviais e construção de piscinões.

Haviam R$ 400 mil disponíveis para a construção de um piscinão no Córrego da Mooca, na zona leste da cidade. Para ampliação da rede de galerias pluviais em Santo Amaro, na zona sul, foram R$ 200 mil orçados. Além disso, R$ 100 mil estavam programados para as canalizações dos córregos do Cordeiro e Zavuvus, também na zona sul.

Mesmo com verba, nada foi feito. Obras em locais com alarme para alagamentos continuam paradas. A população sente na pele a falta de ação da gestão Covas. 

De acordo com o Plano de Metas da prefeitura para o governo de João Doria (PSDB), agora sob comando de Covas, um dos objetivos é a redução de 12% das áreas inundáveis. Mas, até o primeiro semestre do ano passado, a prefeitura não tinha alcançado nem 2,5% da meta. 

Com informações da CBN.

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2 comentários

  1. Nassif, como até agora não houve nenhuma menção à causa da enchente que paralisa a capital paulistana – a falta do bombeamento das águas dos rios Pinheiros e Tietê para o reservatório Billings, conforme a Constituição paulista determina e várias resoluções conjuntas do Governo estadual disciplinam, quando a previsão meteorológica prevê fortes chuvas na RMSP – só nos resta aguardar o momento em que o governador Dória e o presidente Bolsonaro  presidirão um culto evangélico destinado a resolver a questão, invocando potestades celestiais para sustar as chuvas e castigar essa população responsável pelo desastre, através da geração de lixo doméstico. Pelo jeito, contarão com o apoio solidário do PT, PSOL e demais partidos políticos que até o momento mantêm silêncio sobre a questão, em pleno ano eleitoral de 2020, sob o aplauso irrestrito dessa mídia impressa, radiofônica, televisiva e digital que em instante algum perguntou ao Governo estadual a razão pela qual as Usinas Elevatórias de Traição e Piratininga não foram acionadas para reverter as águas do Tietê e Pinheiros para o reservatório Billings, como vem fazendo desde os anos 40, quando esse modelo foi adotado para viabilizar a produção de energia elétrica na usina Henry Borden, em Cubatão, e, com isso, a industrialização do planalto paulistano e da Baixada Santista.  É ensurdecedor o silêncio da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa sobre a operação desse sistema que mantêm duas barragens que bloqueiam as águas do Tietê em Santana do Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus, assim como da barragem móvel que barra o Tietê à altura do trecho em que recebe o rio Pinheiros, concebida justamente para aumentar o volume de água necessário à geração de 600 megawatts médios na usina de Cubatão. Pretender imputar a enchente ao fato do Instituto Nacional de Meteorologia ter estimado que o temporal que caiu na madrugada desta segunda feira é o maior volume que cai sobre a cidade durante 24 horas nos últimos 37 anos não explica o transbordamento do Pinheiros e do Tietê, uma vez que o sistema de bombeamento do Pinheiros é capaz de bombear o dobro desse volume para a Billings, sendo que a enchente que o mesmo sofreu em 2005 foi decorrente da demora em iniciar a reversão das águas. O fato de apenas 89 dos 749 pontos alagáveis da capital ter sofrido inundação, deixando 66 deles intransitáveis, demonstra que se a reversão do Pinheiros tivesse ocorrido, as marginais não teriam entrado em colapso, desencadeando o caos no sistema viário, inteiramente dependente dessas duas marginais. Com isso, o custo da enchente extrapola em muito o R$ 1.000.000,00 que cada um dos 3.700 pontos alagáveis da RMSP custaria à economia, de acordo com levantamento da USP que estima em R$ 760 milhões anuais o prejuízo desses transbordamentos na capital, sem computar danos à saúde, frota de veículos, bens e edificações urbanas. Como desde 1988 a CF estadual veda o bombeamento diário desses rios para a Billings (solução temporária, uma vez que à época se previa que os  R$ 6 bilhões que estavam sendo gastos para despoluir a cidade e tratar os esgotos em breve permitiriam o retorno da vida os nossos 253 rios e córregos municipais, transformando o bombeamento em medida profilática e necessária em uma metrópole edificada sobre as várzeas desses cursos d’água), as normas legais determinam o   bombeamento em caso de previsão de chuvas mais intensas, justamente para evitar o pior. Trinta e dois anos depois da Constituição estadual, porém, a despoluição que tanto custou não ocorreu e as autoridades de agora preferem responsabilizar a população pelas cheias, alegando que a mesma é quem entope nossas 450 mil bocas-de-lobo e 5.700 poços de visita ou bueiros gradeados com o lixo que joga nas ruas, sem mencionar que a Prefeitura sucateou o serviço de limpeza urbana, demitindo em massa os garis que faziam a varrição viária sob o pretexto de “enxugar” a folha de pagamentos. Com isso, a atual gestão conseguiu “diminuir” em mais de 30% o volume de lixo coletado pelos garis que ainda existem na AMLURB ou agência municipal de limpeza urbana, motivo pelo qual os resíduos que afloram dos nossos 2.850 quilômetros de galerias fluviais merecia ontem candentes protestos da mídia televisiva ao culpar a população pela coloração e conteúdo das enxurradas… Tudo isso, enfim, sob o silêncio da Câmara e Assembléia Legislativa, em ano eleitoral (sem falar  no MP, que mantêm centenas de promotores especializados em urbanismo justamente para evitar essas tragédias), prenuncia talvez a mobilização de pastores e governantes evangélicos para, consoante o Velho Testamento, amaldiçoar os pecadores responsáveis pela situação acima descrita, com suas bitucas e papéis infernais deflagrando esse dilúvio merecedor de dízimos extras para ser resolvido através de templos especializados em imundícies desse porte…

  2. 40 anos de Redemocracia. A Verdade é Libertadora. Covas de Mediocridade Nepotista. Chegamos a pensar que mediocridade possa ser um traço genético. AntiCapitalistas? Socialistas? Política não é Profissão? Alternância de Poder? Despretenciosos, libertos de interesses e ganhos pessoais? Vemos no Feudo da Elite Tucana, o quanto. Nada se move no estado de São Paulo sem passar por Praças de Pedágio, violentamente, agressivamente, ditatorialmente defendidas pelo Poder Público , Judiciário e Policial Estadual. Enxergamos naquilo que foi revelado das Privatarias Criminosas do Paraná. Em São Paulo, sabemos que Sérgio Moro não quer “melindrar’ Parceiros, não é mesmo FHC? Para que construir Industrialização quando temos Praças de Pedágio? Em S/A’s que nada possuem de Patrimônio fora a própria Concessão. Lucros Fabulosos. Quem Nos alcançará em Cidadanias Européias ou NorteAmericanas? E Porto de Santos? Maior Entreposto de Drogas e Armas das Américas. Ninguém sabe. Ninguém viu. Agora com a vigilância do ‘Grande Irmão’, alguma coisa é preciso ser flagrada. E o Pior? Devolvida. E não pode ser apenas a barata maconha. O ‘Ouro Branco’ também. Botemos a culpa no Terrível PCC !!!!!!!!!!!! Alguma coisa se move no Porto de Santos sem autorização e conhecimento de Michel Temer e Família Covas? Diz aí Coronel Nunes?!!! Para que Indústrias Brasileiras, não é mesmo? Pobre país óbvio. Mas de muito fácil bandidoltaria. Mas finjamos que a culpa são os outros.

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