Governo deve assinar contratos emergenciais para a Cinemateca nesta sexta-feira

Desde o final de 2019, instituição e encontra no limpo do descaso do governo Bolsonaro com a cultura brasileira

Cinemateca Brasileira. | Foto: reprodução

Jornal GGN  – O Ministério do Turismo deve assinar nesta sexta-feira, 7 de agosto, três contratos emergenciais para a Cinemateca, que se encontra no limpo do descaso do governo Bolsonaro com a cultura brasileira. 

De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, os contratos só devem ser firmados após Associação de Comunicação Educava Roquete Pinto (Acerp​), organização social que gerencia a instituição, entregar as chaves da Cinemateca ao governo federal.

Os três acordos visam serviços da área de vigilância e segurança física e patrimonial desarmada, de prevenção e combate a incêndio e de manutenção preventiva dos sistemas de refrigeração e climatização. Outros contratos emergenciais de preservação e manutenção do acervo da instituição devem ser elaborados nos próximos dias.

Os tristes episódios envolvendo a manutenção da Cinemateca começou no final de 2019, quando chegou ao fim o contrato da Acerp para a administração da instituição. 

O Ministério Público Federal chegou a pedir, em caráter de urgência, a renovação do vínculo com a Acerp até o fim deste ano, mas a Justiça negou o pedido, afirmando que a entidade deve ser gerida pela União.

Quem detém o orçamento para o funcionamento da Cinemateca e faz os repasses é a Secretaria Especial da Cultura. Mas, como a verba é transferida via Acerp e a secretaria não tem contrato próprio com a associação, a verba não foi represada

Até abril, a manutenção da instituição foi mantida por um caixa da associação dedicado ao órgão, que acabou. Além disso, funcionários da Cinemateca estão sem receber seus salários. 

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1 comentário

  1. Só lembrando que estamos sob regime fascista onde nada é o que parece ser, o discurso e as promessas de hoje, amanhã não serão as mesmas, depois de amanhã muda de novo, nada é transparente, tudo é feito para enganar, para iludir, enquanto a “real” dos bastidores permanece no obscurantismo.

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