Governo do Rio pode ser surpreendido com nova delação enviada ao Supremo

Empresário acusa agentes públicos de supostos envolvimentos em esquemas de corrupção na administração do estado

Palácio Guanabara, Sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro. | © Tomaz Silva/Agência Brasil

Jornal GGN – O governo do Rio de Janeiro, encabeçado por Wilson Witzel (PSC), deve ser alvo de novas frentes de investigações de corrupção, em consequência do acordo de delação premiada entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o empresário Marcus Vinícius Azevedo da Silva, ex-assessor do vice-governador Cláudio Castro (PSC). 

Segundo informações do O Globo, Marcus Vinícius teria entregado provas de esquemas de desvios de recursos em contratos firmados pela administração estadual e também delatado deputados federais da bancada fluminense. Para provar sua versão, o empresário entregou registros de conversas, referências em cadernos de anotações e documentos de diversos tipos.

A Fundação Leão XIII é o centro da delação de Marcus Vinícius. O vice-governador do Rio, Cláudio Castro – do qual o empresário foi assessor durante seu mandato na Câmara Municipal do Rio – é o responsável, desde o início do governo Witzel, pela gestão da entidade.

De acordo com Marcus Vinícius, a Fundação seria o foco das supostas fraudes, protagonizadas por empresários na corrida por licitações já com cartas marcadas. A reportagem, destaca que “para garantir contratos milionários com o estado, eles [empresários], de acordo com a denúncia, pagaram propina, muitas vezes em dinheiro vivo, a agentes públicos”.

O procurador-geral da República Augusto Aras enviou esta semana o acordo de delação de Marcus Vinícius para homologação no Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que as denúncias envolvem deputados federais. No entanto, o conteúdo do acordo é mantido sob sigilo.

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