Governo federal anuncia socorro de R$ 60 bi aos estados, mas pede apoio para congelar salário de servidores

Durante reunião, Bolsonaro pediu aos governadores o apoio sobre a "manutenção de um veto muito importante” que “atinge parte dos servidores públicos" até o final de 2021

Jornal GGN – Após semanas em embate com os governadores brasileiros, o governo federal anunciou nesta quinta-feira, 21 de maio, que irá sancionar o projeto de socorro financeiro de R$ 60 bilhões aos estados e municípios em consequência da pandemia do novo coronavírus. Entretanto, Jair Bolsonaro (sem partido) deve vetar alguns pontos do projeto. 

A informação foi dada durante encontro virtual de cerca de uma hora, entre Bolsonaro e governadores. Apesar de já ter declarado ‘guerra’ contra o governador de São Paulo e criticar chefes do executivo de outros estados por causa das medidas de contenção adotadas sobre a crise da Covid-19, o encontro teve clima de trégua entre os líderes. 

“O motivo dessa pauta é falar para os senhores, porque temos que trabalhar em conjunto, a sanção de um projeto que é uma continuidade e de outras leis há pouco aprovadas, de um auxílio, um socorro, aos senhores governadores de aproximadamente R$ 60 bilhões também extensivo a prefeitos”, disse Bolsonaro. 

Entretanto, com o socorro anunciado, Bolsonaro pediu aos governadores o apoio sobre a  “manutenção de um veto muito importante” que “atinge parte dos servidores públicos” até o final de 2021.

“A cota de sacrifício dos servidores é não ter reajuste até 31 de dezembro do ano que vem. Foi conversado o que o servidor poderia colaborar nesse momento difícil. Tiveram proposta de redução de 25%. Em comum acordo com os poderes, concluímos que congelando o salário esse peso seria menor”, disse. 

Vale lembrar, que mesmo com a ação, o mandatário continua na contramão dos governadores e prefeitos em meio a crise sanitária, uma vez que seu objetivo é flexibilizar as ordens de isolamento social no controle da transmissão do novo coronavírus, enquanto a maioria dos chefes de estado são contra. 

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3 comentários

  1. Nas horas de desespero, o cidadão, logo um ser da polis, da cidade ou município a ela vinculado, em primeiro sufoca os vereadores e principalmente prefeitos; para só então, e a partir deles ou mediante eles chegarem aos governadores e ao presidente, que, podem levar a culpa; mas não sente na própria pele nem um quinto do sente um prefeito de uma cidadezinha de até 20 mil habitantes, por exemplo.
    Estão certísimos, politica e sanitariamente, prefeitos e governadores.

  2. Acreditar que no momento os governos estaduais ou municipais tem condições de algum reajuste ao funcionalismo é crer no impossível….
    Só me causa espanto a facilidade com que governo e congresso arrocham e sufocam quem vive de salário….
    Ora, o exemplo deve vir de cima, se não há tanto dinheiro, que o congresso também de exemplo cortando gastos, assessores, veículos, verbas de gabinete, EMENDAS (esse absurdo de transformar legislador em gestor de obras) afinal, esse congresso, inimigo do trabalhador, é o mais caro do mundo, custando 10 no ao ano, tendo muita gordura para cortar…..

  3. Qual o interesse escondido pelo chamado governo em congelar o salário dos funcionários públicos.
    Aparentemente não há inflação,também não há excesso de arrecadação que permita que isso ocorra.
    Tem algo escondido nessa manga suja. Para mim,deve ser um tarifaço logo após a pandemia para repor as miséria concedidas aos pobres,sempre eles.

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