Haddad, o candidato dos coxinhas.

A primeira pesquisa sobre as eleições de 2018 traz boas notícias para o PT.

Não nos enganemos, as pesquisas apresentadas pela Folha de São Paulo nos dias 02 e 03 de novembro de 2015, ainda que refiram-se à aprovação e à sucessão do prefeito Haddad, visam avaliar o potencial do PT para 2018. 2016 é o primeiro turno de 2018.

Analisando-se os resultados disponibilizados pelo jornal, as informações não são ruins para o prefeito, ou seja, não são ruins para o PT.

Ainda é cedo, mas Haddad está em primeiro.

Claro está que ainda é muito cedo para qualquer pesquisa séria sobre intenção de voto. E o que deixa isso patente é que 78% dos entrevistados não têm opinião formada sobre o assunto. O gráfico sobre a intenção de voto espontânea e única deixa isso claro. 50% dos entrevistados não sabem em quem votar, 24% não votariam em nenhum dos candidatos ou votariam em branco ou nulo. E há ainda 4% que deram respostas que não puderam ser computadas.

E aqui está uma importante informação da pesquisa, sem nenhum destaque, entre os que já formaram opinião, Haddad é o primeiro, na mente dos paulistanos com 7%. Quem sabe ler pesquisa é capaz de avaliar o quanto isso é valioso.

Haddad o candidato dos coxinhas.

Quando o entrevistado é apresentado a uma lista de candidatos, Celso Russomano é o atual favorito. Já vimos esse filme em 2012. Com a campanha ainda distante e com Celso na televisão e na IURD – a igreja de Edir Macedo, estranho é Datena não ser o segundo.

O interessante é quando se analisa a intenção de votos de Haddad por faixa salarial. A partir de dois salários mínimos, ele empata tecnicamente com Marta e Datena e começa uma ascensão. É o segundo na faixa de 5 a 10 salários mínimos e o primeiro, à frente até de Russomano, na faixa acima de 10 salários mínimos.

Haddad é o candidato dos coxinhas.

Onde está José Serra?

Má notícia para Marta Suplicy. Perde para Russomano na faixa mais baixa de renda, até 2 salários mínimos, e descende consistentemente, daí para frente. Marta não tem os pobres e é rejeitada pela classe-média que tanto cortejou.

Péssima notícia para o PSDB, ou chamam José Serra, ou não participam das eleições municipais. Seus candidatos estão abaixo de Marco Feliciano.

Já Haddad conseguiu o voto da classe média. Na cidade mais resistente ao PT, a classe média está com Haddad, apesar do bombardeio midiático que sua administração tem sofrido.

A modernidade de Haddad e o copo meio cheio e meio vazio.

A pesquisa de aprovação precisa ser lida com cuidado. Nela Haddad divide o eleitorado ao meio. 49% de ruim e péssimo contra 49% de regular e bom e ótimo. Não se estranhe somar o regular à aprovação. Haddad é candidato à reeleição e, nesses casos, a experiência mostra que quem não é contra é a favor.

A Folha questionou sobre algumas medidas da administração Haddad, ciclovia, redução da velocidade e fechamento da Avenida Paulista aos domingos. Espertamente não questionou as faixas de ônibus, já incorporadas à cidade e dando bons resultados.

Essas medidas estiveram sob forte bombardeio midiático. Era de se esperar um massacre. Mas não foi o que ocorreu. Novamente a cidade dividida. Isso é boa notícia para Haddad.

Não é dado o devido destaque, mas 74% veem eficiência na redução da velocidade na cidade e 31% consideram isso muito eficiente.

Mas reparemos em um dado importante sobre o fechamento da Paulista, essa medida só é reprovada a partir da faixa etária de 45 anos ou mais.

Lembram-se dos anti-petistas de passeata caracterizados pela própria Folha? Ei-los:

“A maior parte dos manifestantes que foi à Avenida Paulista neste domingo (16) é homem (61%), tem 51 anos ou mais (40%)…”.

Haddad, a imagem da modernidade, aprovado pela classe média e pelos mais jovens.

Haddad é o candidato dos coxinhas.

O que restou aos petralhas?

Votar em Russomano.

 

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