Hamas rebate Flávio Bolsonaro e avisa que relacionamento com mundo árabe está comprometido

"Jerusalém é um território ocupado, de acordo com o direito internacional, e ninguém, incluindo Jair Bolsonaro, tem o direito de legitimar a ocupação israelense", diz nota de Basem Naim, chefe de relações internacionais do Hamas

Jornal GGN – O chefe de relações internacionais do Hamas, Basem Naim, usou as redes sociais para responder, nesta sexta (5), a Flávio Bolsonaro – que escreveu no Twitter que o Hamas deveria se explodir e, depois, recuou e apagou a mensagem.

“O filho do presidente extremista do Brasil Flávio Bolsonaro está atacando o Hamas porque rejeitou o apoio ilimitado à ocupação israelense do novo governo brasileiro, em contradição ao apoio histórico do Brasil aos direitos palestinos”, escreveu Naim.

Naim ainda salientou que “Jerusalém é um território ocupado, de acordo com o direito internacional, e ninguém, incluindo Jair Bolsonaro, tem o direito de legitimar a ocupação israelense.”

O ex-ministro da Saúde do Hamas também avisou que a decisão de abrir um escritório comercial em Jerusalém prejudica “as relações históricas do Brasil com palestinos, árabes e muçulmanos.”

O Hamas – grupo que controla a faixa de Gaza e é considerado uma organização terrorista por Israel, pelos EUA e União Europeia – já havia emitido uma nota criticando o governo Bolsonaro por sua aproximação com Israel.

Nesta sexta, Bolsonaro tentou jogar panos quentes na situação dizendo que não quer “problemas com a Palestina”. Segundo a Folha, o presidente brasileiro preparará viagens a países da região ainda neste semestre.

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4 comentários

  1. Só faltava uma família ideologicamente imbecilizada pela escuridão de sua miopia antolhizada conseguir o feito de inserir o Brasil na lista de países a sofrer atos terroristas (te cuida milicianozinho rachadeiro).
    Felizmente o povo palestino, árabe e muçulmano (assim como os judeus) podem perceber sem muita dificuldade que este é um fenômeno passageiro de (no máximo) um mandato, uma aberração de governo, não uma política de estado.

  2. Para de viajar, senhor. Suas viagens tem dado trabalho e horror a quem o recebe, ao Brasil, a sua família. Num mundo cada vez mais combativo e competitivo, deve-se cativar e cuidar do que tem. O senhor só nos tem trazido, vergonha, horror, prejuízo e gasto de tempo.

  3. Esse Hamas já deu o que tinha que dar. Onde se viu um grupo extremista divulgar notinha no twiter? Saudades do tempo em que um sujeito desses que dissesse que o Hamas se explodisse não experimentaria uma “bombinha” na zoreia.

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