Hungria: Partidos se unem em torno de 1 candidato contra a extrema-direita

O partido do primeiro-ministro Viktor Orbán foi derrubado em Budapeste, que agora será governado pelo sociólogo ecologista Gergely Karácsony

Foto: AFP

Jornal GGN – Depois de 9 anos no poder, o partido de Viktor Orbán, o primeiro-ministro de ultra-direita da Hungria, sentiu o sabor de uma primeira derrota eleitoral mais expressiva. Os partidos de oposição se uniram em torno de candidaturas únicas e conseguiram, com esta estratégia, eleger um sociólogo ecologista para governar a capital Budapeste.

O atual prefeito István Tarlós, de 71 anos, membro do partido Fidesz, foi derrubado com a vitória de Gergely Karácsony, de 44 anos.

Karacsony é professor na Universidade Corvinus. Ele participou da formação do partido LMP (Lehet Más a Politika, ou Política pode ser diferente – membro do Partido Verde Europeu) em 2009. Em 2010, foi eleito deputado. Em janeiro de 2013, o congresso do LMP recusou fazer alianças com outros partidos da oposição e Karacsony, ao lado de outros dirigentes, abandonou a legenda. Ele então passou a integrar o “Diálogo para a Hungria” (também filiado no Partido Verde Europeu).

À exceção do partido de extrema-direita Jobbik – que não apoiou o sociólogo, mas também não apresentou candidatura concorrente – todas as demais legendas superaram as desavenças e apoiaram Karacsony contra o prefeito da extrema-direita.

Segundo o El País, Budapeste concentra quase 20% da população de toda a Hungria. E, neste ano, milhares foram às ruas protestar contra a reforma trabalhista de Orbán, que está no poder (eleito) desde 2010.

Ao longo dos anos, Orbán foi concentrado poder, a medida em que trabalhava para enfraquecer as instituições do País, passando por ataques à mídia e ao sistema público de educação – uma inspiração para o bolsonarismo.

“A perda do controle da capital, o centro político e econômico do país, significa um avanço considerável para uma oposição que, depois de anos dividida e debilitada, decidiu se unir em torno de candidatos únicos nas grandes cidades.”

3 comentários

  1. A direita se derretendo mundo a fora, temos que fazer o mesmo por aqui nas elições para as prefeituras das capitais e principais cidades do país.
    Frente Ampla contra a direita e extrema direita, se ela a extrema direita, tiver condições reais de vencer, como aqui em São Paulo com o Candidato de Dòria e o Datena de Bolsonaro.
    Que o candidato melhor colocado encabece a frente.

  2. Karacsony na Hungria, Cristina Kirchner na Argentina, Antonio Costa em Portugal…
    Se for colocado como prioridade o “interesse do povo”, a solução emerge como um foquete.
    Mas para isso é necessário afastar os mesquinhos interesses partidários.
    O que derrota os fascistas é a união dos democratas numa frente política ampla.

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