Ideologia x pragmatismo: todos os líderes escolhidos por Bolsonaro estão em apuros

Presidente brasileiro escolheu se aproximar de líderes que ele considera de direita, em vez de se aliar aos países em si, independente do espectro político de seus governantes

Jornal GGN – É destaque na coluna de Guga Chacra em O Globo desta quinta (29) as consequência de Jair Bolsonaro adotar uma política externa ideológica no lugar de pragmática. Até agora, o presidente brasileiro escolheu se aproximar de líderes que ele considera de direita, em vez de se aliar aos países em si, independente do espectro político de seus governantes. O resultado pode ser desastroso no médio prazo.

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Na Itália, por exemplo, Matteo Salvini fez movimentos arriscados para chegar ao poder, e acabou derrotado. O ministro do Interior, escolhido pelo “charlatão” Steve Bannon para representar seu movimento de extrema-direita naquele pedaço de Europa, queria ser premier, mas assistiu à esquerda formar uma coalização que o deixou para trás.

Em Israel, o destino de Benjamin Netanyahu não é certo: não conseguiu formar governo e, agora, deverá enfrentar nova eleição na qual poderá ser derrotado de vez. Ou, ainda, corre o risco de ir para a prisão sob acusações de corrupção.

Na Argentina, Bolsonaro decidiu ser cabo eleitoral de Maurício Macri e atacou o principal candidato nas pesquisas, Alberto Fernández, que tem Cristina Kirchner como vice-presidente em sua chapa. O brasileiro chegou a dizer que os hermanos voltarão a ser governados por “bandidos” de esquerda. Se Macri for mesmo derrotado, como Bolsonaro pretende conversas com Fernández?

Nos Estados Unidos não é diferente. Bolsonaro não é pragmático nas relações comerciais com o país. Comporta-se mais como um fã, admirador de Donald Trump. Como será se o republicano vier a ser derrotado por um democrata em 2020?

Bolsonaro faz o que acusa os governos anteriores de fazer: escolhas por ideologia, afinidade política, não por pragmatismo.

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