Imigrantes nos EUA têm útero retirado sem consentimento, diz enfermeira

O centro de imigrantes é dirigido pela empresa privada LaSalle Corrections, que refuta "fortemente estas acusações e quaisquer implicações de má conduta”

Dawn Wooten, left, a nurse at Irwin County Detention Center in Ocilla, Georgia, listens to a speaker at a Tuesday, Sept. 15, 2020 news conference in Atlanta protesting conditions at the immigration jail. Wooten says authorities denied COVID-19 tests to immigrants, performed questionable hysterectomies and shredded records in a complaint filed to the inspector general of the U.S. Department of Homeland Security. (AP Photo/Jeff Amy)

Jornal GGN – As autoridades de imigração dos Estados Unidos anunciaram na terça (15) uma investigação federal para apurar as denúncias feitas pela enfermeira Dawn Wooten, que trabalhava no Centro de Detenção do Condado de Irwin. Segundo a profissional, imigrantes presas nesse centro na Geórgia foram submetidas à retirada do útero e outros procedimentos ginecológicos sem consentimento.

“Wooten disse à Reuters na segunda-feira que as mulheres que reclamavam de períodos menstruais mais pesados ou pediam por métodos de controle de natalidade eram enviadas a ginecologistas externos e às vezes recebiam histerectomias – mas que muitas não entendiam completamente quais procedimentos médicos estavam sendo ordenados.”

De acordo com a agência, a denúncia foi apresentada ao Departamento de Segurança Nacional por dois grupos de defesa de direitos civis, o Project South e o Government Accountability Project.

A Reuters entrevistou a enfermeira mas não conseguiu confirmar de forma independente as acusações de histerectomias impróprias. A ICE (Agência de Imigração e Alfândega, na sigla em inglês) negou as acusações e afirmou que “um procedimento médico como uma histerectomia nunca seria realizado contra a vontade de uma detenta”.

Segundo a diretora médica do ICE, Ada Rivera, desde 2018, apenas duas mulheres no centro Irwin foram encaminhadas para histerectomias com base em recomendações de especialistas que “foram revisadas pela autoridade clínica das instalações e aprovadas”.

O centro de imigrantes é dirigido pela empresa privada LaSalle Corrections, que refuta “fortemente estas acusações e quaisquer implicações de má conduta”.

Já os advogados que representam as imigrantes disseram que as mulheres reclamara do tratamento feito por prestadores externos.

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