Índia não vai permitir exportação de vacina para o Brasil até que sua população vulnerável esteja imunizada

"O governo indiano só quer garantir que as pessoas mais vulneráveis ​​do país recebam primeiro – eu endosso e apoio totalmente essa decisão", disse Poonawall

Jornal GGN – A Fiocruz solicitou ao governo brasileiro autorização para importar, com ajuda do Itamaraty, 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzida por uma fabricante indiana, mas o governo da Índia não vai permitir que vacinas sejam exportadas a outros países até que sua população mais vulnerável tenha sido imunizada. É o que informa o G1, na tarde desta segunda (4), com base em informações da agência internacional Associated Press.

De acordo com a AP, as exportações serão barradas até que a população prioritária (idosos, profissionais de saúde e grupos de risco) seja imunizada na Índia. A confirmação veio do presidente do Instituto Serum, Adar Poonawalla. A medida vale também para empresas privadas. A associação de clínicas particulares de vacinação no Brasil tem interesse em adquirir a Covaxin, produzida por outro laboratório indiano – sem relação com a vacina da Astrazeneca.

A Índia assinou contrato para garantir 100 milhões de doses da vacina de Oxford para a população local. Somente após atender essa demanda – que pode ser concluída em até 2 meses – é que o Instituto Serum teria autorização para negociar com outros países.

“O governo indiano só quer garantir que as pessoas mais vulneráveis ​​do país recebam primeiro – eu endosso e apoio totalmente essa decisão”, disse Poonawalla.

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