Indícios de que Brasil-EUA se preparam para intervir na Venezuela, por Gonzaga Alves

Portanto, ao que parece, a força de invasão já está sendo organizada e a intenção é desestabilizar o país

Por Gonzaga Alves

Olha está notícia. 

É do dia 11 de fevereiro, segunda feira. Enquanto todo o Brasil se concentrava na briga Carluxo Bolsonaro e Bebiano, o Comandante do Comando do Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), Almirante Craig Stephen Faller, estava muito ativo no Brasil. No caso, ele visita o Centro de comando de operações aeroespaciais da FAB. Este comando controla o Sivam, ou seja todas as áreas de fronteiras da Amazônia, inclusive da Venezuela. Os radares terrestres, aviões radares e satélites integrados pelo Comando Aeroespacial dão ao Brasil capacidade de controle de boa parte do espaço aéreo da Venezuela. Isto é essencial para uma operação militar, principalmente no estilo dos EUA, que começam com bombardeios massivos, para destruir a capacidade de defesa aérea, a infra estrutura de comando e controle e afetar a moral do país alvo: choque e pavor.

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Comandante do SouthCom visita Brigada de Infantaria Paraquedista

Temo que as coisas possam estar mais adiantadas do que se vê na mídia tradicional. Este site é especializado na cobertura das forças armadas.

Segundo a matéria, no último dia 12 de fevereiro, o Almirante chefe do Comando Sul veio ao Brasil visitar uma tropa de elite do Exército Brasileiro, uma brigada de paraquedistas.

Se ocorrer uma ação militar na Venezuela, tanto os EUA, quanto os prováveis aliados (Colômbia e Chile – a Argentina está sucateada militarmente) utilizarão tropas deste tipo.

A ideia não é ocupar o país, pois para isso seria necessário um contingente muito maior – para a invasão do Iraque, em 1991, Bush pai deslocou 500 mil tropas da Europa, levando inclusive todas as divisões blindadas disponíveis na região, que ficou desguarnecida.

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Eram tempos do default da União Soviética e de Boris Ieltsin. O exército vermelho não era mais uma ameaça.

Agora, com o renascimento russo, sob Putin, o cenário não é mais o mesmo. Não é possível deslocar tropas da Europa, uma região muito mais sensível aos interesses de Washington, do que a América Latina. Um exercito de 500 mil militares corresponde à maioria das tropas de terra dos EUA, estimadas em 800 mil combatentes – no total, considerando todas as forças, marinha, aeronáutica e mariners, o poder estadunidense está calculado em um milhão de militares.

Portanto, ao que parece, a força de invasão já está sendo organizada e a intenção é desestabilizar o país.

Uma curiosidade, que dá o que pensar, é que a delegação militar dos EUA foi acompanhada pela ex-embaixadora do país no Brasil, Liliana Ayalde, apontada pelo Wikileaks como agente da CIA e figura que esteve presente em vários episódios de desestabilização na América Latina.

No dia seguinte, 12 de fevereiro, o almirante estadunidense foi visitar uma tropa de operações especiais, uma brigada de paraquedistas de elite.

Desde Reagan, que invadiu a pequena ilha de Granada, todos os presidentes dos Estados Unidos tiveram uma guerra para chamar de sua.
Inclusive Obama. Foi ele quem enviou essas mesmas tropas especiais para a Síria.

19 comentários

  1. Tudo indica que estamos perto de uma ação militar,mas na minha opinião e o que Maduro quer.
    Pode surpreender,com uma ação aérea atacando a infraestrutura Brasileira.A Russia no mínimo instalou em Dezembro os modernos radares de plasma,que podem controlar toda a região da Amazonia chegando ate Anapoles/GO.O menor movimento pode ser o catalizador.Não vamos esquecer que a Colombia não esta unida
    Acho que no final a Venezuela tera conseguido ,Rondônia e parte da Venezuela.

  2. O que EUA e Brasil estão se preparando para intervir na Venezuela, isso parece claro desde o início do ano. “Sinais, fortes sinais…”

    A minha dúvida é se as tropas de desestabilização serão suficientes para virar um jogo em que, além de enfrentar um Exército, as tropas invasoras enfrentarão milícias se preparando para uma guerra irregular que, potencialmente, desestabilizará todo o Norte da América do Sul e o Sul da América Central e do Caribe.

  3. É exagero pensar que os Isteites irão iniciar uma intervenção na Venezuela por um bombardeio massivo sobre Caracas e outras cidades. Não existe o fator religião envolvido, igual nos países do Oriente Médio, O mais provável é um bloqueio naval pela marinha americana e uma concentração de tropas brasileira e colombianas nas fronteiras. Com esses posicionamentos realizados deverá ser proposto uma conversação. Se Maduro ceder, forças de ocupação entrarão na Venezuela para garantir o governo paralelo. Caso Maduro resista, elementos infiltrados deverão tentar eliminá-lo e, para isso. basta a localização do Presidente. O resto é com os drones.

  4. A Venezuela não é o Iraque. Estou convicto de que os EUA e seus aliados vão bloquear primeiro (mar e terra) a Venezuela, depois financiar movimentos anti Maduro.
    Uma guerra frontal pode e vai levar a Venezuela a pedir ajuda da China e da Rússia.

  5. Aos Estados Unidos não interessa ocupar o país. A Venezuela é muito grande e seria muito caro. A ideia, como na Síria é desestabilizar e lançar mercenários disfarçados como insurgentes, para tumultuar o país. Com isso as forças estadunidenses e aliados, em pequeno número, podem ocupar um pequeno pedaço do território, que é o que interessa a eles: a região petrolífera da Baía de Maracaibo. Fica na costa norte do país, no Mar do Caribé, sendo de fácil acesso ao poderio estadunidense. Enquanto isso, eles criam condições para uma guerra civil de faixada, para manter a Venezuela desorganizada.
    As forças armadas do país mostram sinais de fissuras internas e foram distribuídas armas à população, porém o treinamento das milícias populares somente começou agora, porque o exército temia militarizar os civis.
    Quanto à capacidade de defesa assegurada pelas armas russas, radares e aeronaves, é bastante questionável. A força aérea apesar de contar com os excelentes SuKhoy, é pequena, comparada com a dos EUA. O país teria dificuldade em se defender do massacre previsto para o primeiro dia de choque e terror, conforme determina a doutrina estadunidense. A Venezuela seria atacada por um colossal poder aéreo e mísseis de cruzeiro, os quais estariam visando exatamente as instalações de defesa venezuelanas. Os primeiros alvos seriam as esquadrilhas de caças russos, os radares, comunicações, e as estruturas de comando e controle.
    O ataque iria visar a infraestrutura militar, preservando a população, por questões políticas – o estado de espírito das populações latino-americanas, que se ressentiriam ao ver cidades do continente bombardeadas.
    O apoio aéreo do Brasil, Colômbia e Chile viria no que a doutrina estadunidense define como o terceiro dia de batalha. Nessa etapa, formações aéreas mais leves – aviões ou helicópteros de ataque – se concentraram em pontos remanescentes de defesa.
    A partir desse ponto seria possível colocar “coturnos no solo”. No caso, forças “oficiais” de tropas especiais de elite dos EUA e aliados, assaltariam as defesas da região de Maracaibo, enquanto mercenários disfarçados seriam lançados em algum ponto da imensa fronteira terrestre da Venezuela.
    Esse cenário, que não por acaso lembra a Síria, pressupõe um intenso esforço dos serviços de espionagem dos Estados Unidos, para obter a adesão de algumas unidades das forças armadas venezuelanas – isso já está ocorrendo, inclusive com o anúncio de deserção de alguns altos oficiais.
    Daí para a frente é a Síria sem os russos, que estão longe demais para intervir. A Síria, como sabemos, está a um pulo das fronteiras russas ou dos seus aliados no Cáucaso. A Venezuela está a quase meio mundo de distância.
    Porém será uma Síria maior e coberta em boa parte de selva amazônica e cordilheiras. Se dá para saber como uma guerra começa, nunca dá para saber quando e como ela vai acabar. Os EUA podem se deparar com um Vietnã no seu quintal, que pode incendiar toda a América Latina.
    Finalmente, todo presidente dos Estados Unidos, desde Reagan teve uma guerra para chamar de sua. Como os imperadores romanos, eles parecem precisar de feitos militares, para consolidar o seu poder. E Trump precisa de uma ação espetacular, uma guerra, para fugir dos ataques que ele sofre, em função do fracasso do seu governo. Sem isso, ele perde as eleições presidenciais que se aproximam.

  6. Concordo com o Guimarães, não seria bom pra política externa um bom bombardeio de grandes proporções.
    Acredito em duas frentes.
    Bloqueio naval pelos Estados unidos e bloqueio terrestre pelo Brasil, acompanhado de incursões furtivas pra garantir a integridade operacional dos oleodutos e gasodutos.

  7. Infelizmente, Trump precisa de ações espetaculares. Ele precisa de imagens emocionantes, para colocar na TV e estimular seu público.
    Somente um bloqueio não provoca este efeito.
    Ele não precisa de bombardeios sobre centros urbanos. Bastam ataques pontuais contra objetivos militares.
    E, se a ocupação de todo o país é praticamente impossível, o mesmo não ocorre com um pedaço relativamente pequeno e exposto da Venezuela, a Baía de Maracaibo. Ali está 90% do petróleo venezuelano.

  8. O OURO NEGRO E A GANANCIA SEM FIM . SE PERDE VÁRIAS VIDAS NUMA GUERRA SEM FIM . A HUMANIDADE VEIO A ESTE MUNDO PARA VIVER ME PAZ . SÓ A VOLTA DE JESUS CRISTO PARA TRAZER DE VOLTA O AMOR , A PAZ , A FELICIDADE QUE ESTE MUNDO PRECISA .

  9. A Embaixadora Liliane Alavyde é o numero 3 na hierarquia do SOUTHCOM, o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, com o titulo de Subcomandante Civil do Comando Sul.

  10. É um absurdo o Brasil se envolver em mais um golpismo norteamericano na A. Latina. Muitos brasileiros morrerão em nome da rapina norteamericana.
    Não fomos sequer consultados se concordamos com mais esta matança promovida por outro desequilibrado, Trump. O mundo vai mal.

  11. Uma coisa parece clara, China e Rússia tem enormes investimentos e interesses estratégicos na Venezuela, não vão ficar parados vendo os Americanos tomarem seus investimentos. Vamos ter guerra, o Exército e as milícias vão enfrentar quem tentar invadir e vão usar as técnicas de guerrilha que os Vietcongs contra os Americanos e o Hezbollah contra Israel no Líbano(2006) utilizaram, em ambos os momentos os guerrilheiros venceram e ainda terão apoio e armamento Chino/Russo. O Brasil vai sofrer pois será uma Guerra na Floresta Amazônica sem fronteiras definidas que pode durar pelo menos uma dezena de anos. O Bolsonaro cai.

  12. Espero que o governo brasileiro tenha algum juízo e não entre nessa furada, afim de satisfazer os interesses da indústria do petróleo americana. Vai haver guerra pra valer!! Muitos milhares de morto, que nem foi no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, e agora na Síria. Vão ter culhoes pra aguentar!? Vai ser servida sopa de carne com sangue de sulamericanos. Os EUA vão tentar poupar os soldados norte americanos.

  13. Esse texto não passa de teoria da conspiração, só achismos. Vamos as incoerências: o que seria 500 mil tropas? “Fulano visitou uma brigada de paraquedista”, e dai? eu visitar a casa de um policial, não quer dizer que vou invadir a casa do vizinho do outro dia, junto com a polícia. E outra, não se usa brigada paraquedista para invadir um pais, desde a segunda guerra mundial, não é mais uma estratégia viável. Temos o texto “desestabilização de vários países na america latina” quais? os que vemos falar com problemas, são exatamente os comunistas ou socialistas e com ditadores, ai colocam a conta para os EUA? (não que eu morra de amores pelos EUA, mas estou falando em fatos), bota mulher poderosa essa, somente ela, consegue se infiltrar e desestabilizar diversos países. claro que sabemos que todos países comunistas/socialistas quebram, mas sempre a culpa é dos outros. Dos comentários, o que achei mais interessante, “Invadir a Venezuela…… exigências dos EUA para eleger o bozo”, eu jurava que ele tinha ganhado com a maioria dos votos, jurava que a esquerda estava no poder, se ouvesse manipulação das urnas, teria sido feito por quem estava no poder.

  14. Os brasileiros acham que o Putin e a China deixarão isso acontecer? Putin colocou os Tupolev o bombardeiro mais rápido do mundo na Venezuela e pasmem se houver uma guerra a Venezuela irá usar bombas nucleares, pois o Tupolev tem capacidade para bombas nucleares. Precisa ser burro para atacar a Venzuela ou ter a força dos EUA, mas o Brasil não tem capacidade nenhuma para invadir. Vai sonhando.Só se o comando militar emprestar armas para o Brasil como aconteceu na Segunda Guerra Mundial!

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