Intimidado, Russomanno recorre à justiça para censurar Bancada Feminista do PSOL

Em defesa contra os ataques, a candidatura coletiva de mulheres criou o abaixo-assinado “Russomanno não irá censurar a Bancada Feminista do PSOL!”

Reprodução/Bancada Feminista

Jornal GGN – A Bancada Feminista do PSOL, candidatura coletiva de mulheres para ocupar a Câmara Municipal de São Paulo, sofre ataques da coligação Aliança por São Paulo, dos partidos Republicanos e PTB, representada por Celso Russomanno e Francisco Jardiel da Silva. As siglas entraram com uma representação eleitoral para a concessão de tutela de urgência de suspensão de publicações críticas, impulsionadas nas redes sociais da Bancada, e aplicação de multa.

No entanto, nesta quinta-feira, 5, o juiz eleitoral Emílio Migliano Neto negou a tutela de urgência e decidiu que os requeridos devem apresentar defesa no prazo legal de dois dias para que, após manifestação do Ministério Público, as deliberações sejam concluídas.

Segundo Russomano a Bancada Feminista teria divulgado, com uso de ferramentas de impulsionamento, “diversas propagandas negativas em face do representante”. Ele também contesta a propaganda eleitoral do candidato a prefeito da mesma coligação da Bancada Feminista, Guilherme Boulos. 

Em sua defesa contra os ataques, a Bancada Feminista criou o abaixo-assinado “Russomanno não irá censurar a Bancada Feminista do PSOL!”. Para assinar, clique aqui.  

Em nota, a cocandidata Silvia Ferraro, representada na ação, afirmou que a medida é uma tentativa de silenciar uma candidatura feminista. “Somos uma chapa coletiva composta por cinco mulheres que têm pautado a luta contra o conservadorismo como eixo. São Paulo tem Celso Russomanno como o principal representante dessa pauta e, por isso, quer nos calar. Não abriremos mão de falar da luta das mulheres e do feminismo”. 

Já para a cocandidata Paula Nunes o pedido fere o processo democrático. “Russomanno não aceita o contraditório e a livre manifestação de ideais na eleição. Com pouco espaço de debate, as redes sociais têm sido um dos principais meios para nos posicionarmos. Não vamos abrir mão da liberdade de expressão e de fazer a discussão ampla com a população de São Paulo”, argumentou.

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