IPCA-15 fica em 0,22% em fevereiro

Prévia para inflação oficial tem menor resultado para o mês desde o início do Plano Real, em 1994

Jornal GGN – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) atingiu um total de 0,22% em fevereiro, resultado 0,49 ponto percentual abaixo do visto em janeiro (0,71%) e o menor patamar para o índice desde o início do Plano Real, em 1994. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2019, a taxa para fevereiro havia sido de 0,34%. Com a variação de fevereiro, o índice acumula no ano alta de 0,93% e, nos últimos 12 meses, um avanço de 4,21%.

Três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, três apresentaram deflação em fevereiro. Vestuário (-0,83%), Saúde e cuidados pessoais (-0,29%) e Alimentação e bebidas (-0,10%). A queda nos preços das carnes (-5,04%), após quatro meses de altas (acumulado de 27,95%), teve grande impacto na prévia da inflação de fevereiro. Roupas, perfumes e itens de higiene pessoal também pesaram menos no bolso do consumidor.

Por outro lado, o grupo Educação teve alta de 3,61%, refletindo os reajustes praticados no início do ano letivo, em especial dos cursos regulares (4,36%). Além disso, os Transportes tiveram variação positiva de 0,20%, puxada por reajustes de tarifas de ônibus urbanos, trem e metrô em diversas localidades. Já o preço das passagens aéreas (-6,68%) caiu pelo segundo mês consecutivo (em janeiro, a variação foi de -6,45%).

Os preços da gasolina (0,21%), do etanol (2,69%) e do óleo diesel (0,04%) subiram menos que no mês anterior (2,64%, 4,98% e 1,47%, respectivamente). O gás encanado subiu 0,28%, influenciado pela alta de 0,94% no Rio de Janeiro, onde houve aumento (2,45%) nas tarifas no dia 1º de janeiro e redução (1,20%) a partir de 1º de fevereiro.

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Já a conta de energia elétrica diminuiu 0,12% com a mudança de bandeira tarifária. Em janeiro, estava em vigor a bandeira amarela, que adiciona R$ 1,343 a cada 100 quilowatts-hora consumidos; já em fevereiro, passou a vigorar a bandeira verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz.

Nos índices regionais, duas das onze regiões pesquisadas apresentaram deflação em fevereiro: as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Curitiba (-0,03%). O maior índice foi registrado na região metropolitana de Fortaleza (0,48%).

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1 comentário

  1. Só meu ver, pude até ser que houveram deflação em algum alguns itens, porém, quanto à redução do preço da carne e alimentação, pelo menos, no Noroeste Paulista, essa redução ainda não foi sentido.

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