IPCA atinge 0,24%, maior resultado para o mês desde 2016

Gasolina e alimentos puxaram inflação oficial no período, segundo dados do IBGE; variação acumulada ao longo do ano chega a 0,70%

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 0,24% em agosto, o maior resultado para o mês desde 2016, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar do avanço, o índice perdeu força ante o visto em julho (0,36%). No ano, o indicador acumula alta de 0,70% e, em 12 meses, de 2,44%.

O indicador foi afetado diretamente pela gasolina, que subiu pelo terceiro mês seguido, e os alimentos, que chegaram a registrar certa estabilidade de preços em julho, mas voltaram a subir em agosto.

“O item de maior peso (4,67% do total) no IPCA é a gasolina (3,22%), que fez com que os Transportes (alta de 0,82%) apresentassem o maior impacto positivo no índice de agosto. E a segunda maior contribuição veio do grupo Alimentação e bebidas (0,78%)”, disse Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IBGE.

Os alimentos para consumo no domicílio subiram 1,15% em agosto, com destaque para o tomate (12,98%), o óleo de soja (9,48%), o leite longa vida (4,84%), as frutas (3,37%) e as carnes (3,33%). O arroz (3,08% em agosto) acumula alta de 19,25% no ano e o feijão já tem inflação acima dos 30%. Por outro lado, a alimentação fora do domicílio (-0,11%) segue em queda, embora menos intensa que a do mês anterior (-0,29%).

As peças de Vestuário (-0,78%) apresentaram deflação ainda mais intensa que a registrada em julho (-0,52%), afetado pelas quedas nos preços das roupas masculinas (-0,74%), femininas (-1,23%) e infantis (-1,46%), além dos calçados e acessórios (-0,55%).

Por outro lado o que mais segurou a inflação de agosto pelo IPCA foi a Educação (-3,47%): os preços dos cursos regulares recuaram 4,38%, sendo que maior queda foi observada na pré-escola (-7,71%), seguida pelos cursos de pós-graduação (-5,84%), pela educação de jovens e adultos (-4,80%) e pelas creches (-4,76%).

Nas despesas de casa (Habitação) houve alta de 0,36%. Os maiores impactos vieram do aluguel residencial (0,32%) e da energia elétrica (0,27%), além do aumento nos preços de alguns materiais de construção, como o tijolo (9,32%) e o cimento (5,42%), que já haviam subido em julho (4,13% e 4,04%, respectivamente).

Cinco das 16 regiões pesquisadas apresentaram deflação em agosto. O menor índice ficou com o município de Aracaju (-0,30%), especialmente por conta da queda no custo dos cursos regulares (-7,27%). Na outra ponta, o maior resultado positivo foi observado no município de Campo Grande(1,04%), particularmente em função da alta de alguns itens alimentícios, como as carnes (6,28%) e as frutas (9,54%).

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou alta de 0,36% em agosto, sendo o maior resultado para o mês desde 2012 (0,45%). No ano, o INPC acumula alta de 1,16% e, nos últimos doze meses, de 2,94%.

 

 

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