Itaipu termina de pagar empréstimo tomado para construir uma das maiores usinas do mundo

Eletrobras e BNDES estariam entre os principais credores de Itaipu. Paraguai vive expectativa de redução da tarifa de energia

A Itaipu Binacional oficializou nesta terça-feira (28) o fim do pagamento da dívida contraída a partir de 1973, para financiar a construção da hidrelétrica do Rio Paraná, uma das maiores do mundo. O evento aconteceu no Edifício da Produção, localizado no ponto central da barragem, na presença de autoridades brasileiras e paraguaias.

De acordo com Itaipu, a parcela final será de 115 milhões de dólares (R$ 586,5 milhões), sendo 107 milhões de dólares para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 8 milhões de dólares para a Eletrobras, informou o portal H2Foz.

O jornal ABC Color informa que de 1973 até hoje, Itaipu pagou a seus credores um total de 65 bilhões de dólares. Ainda segundo o ABC Color, do Paraguai, o cancelamento da dívida gera expectativa de redução nos preços da tarifa de energia. Autoridades locais estão estudando uma maneira de fazer um corte gradual nos custos.

Além disso, a mídia paraguaia está ansiosa pela renegociação do Anexo C do Tratado de Itaipu, que define as bases financeiras para o funcionamento da hidrelétrica. O debate, contudo, deve ficar para o próximo governo, pois há eleições presidenciais em abril no Paraguai. O próximo presidente tomará posse em agosto.

ITAIPUGATE

Em 2019, o governo de Jair Bolsonaro foi arrastado para o epicentro de um escândalo envolvendo revisão de acordo com Itaipu que teria prejudicado o Paraguai. Parte da trama era a empresa Leros, que tomaria lugar da estatal paraguaia de energia na distribuição do excedente produzido por Itaipu. A Leros foi apresentada às autoridades do país vizinho como “empresa ligada à família Bolsonaro”. Leia mais abaixo:

 

Redação

1 Comentário

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  1. Prezado Nassif, sugiro que faça um levantamento dos custos para construção desta usina, corrigidos até hoje. Pois acho que já está mais que na hora de privatiza-la pela metade do que custou com 100% emprestados pelo BNDES a juros subsidiados de apenas 3% ao ano.
    Diriam os PRIVATEIROS Tucanos e Gudianos. Para deleite do inventor da patranha chamada PPP. Onde o público constrói a duras penas e entrega para a parceira PRIVADA gozar os polpudos lucros.

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