Itamaraty apoia EUA e se diz “pronto” para atuar contra “escalada de conflitos”

Jornal GGN – Na noite de sexta (3), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil decidiu emitir uma nota a respeito do ataque dos Estados Unidos ao Irã, que resultou no assassinato do general Quassem Soleimani. O Itamaraty declarou ao mundo que apoia a ação e que o Brasil está “pronto” para ajudar a evitar uma “escalada de conflitos” entre os países.

“O Governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”, diz a nota.

“O Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento.”

O Itamaraty ainda informou que “acompanha com atenção os desdobramentos da ação no Iraque, inclusive seu impacto sobre os preços do petróleo.”

Sem citar o assassinato do general, o órgão do governo Bolsonaro repreendeu apenas os “ataques à Embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias”, apelando pela “integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele país”.

Leia, abaixo, a nota completa:

Acontecimentos no Iraque e luta contra o terrorismo

Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o Governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo.

O Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento.

O terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul.

Diante dessa realidade, em 2019 o Brasil passou a participar em capacidade plena, e não mais apenas como observador, da Conferência Ministerial Hemisférica de Luta contra o Terrorismo, que terá nova sessão em 20 de janeiro em Bogotá.

O Brasil acompanha com atenção os desdobramentos da ação no Iraque, inclusive seu impacto sobre os preços do petróleo, e apela uma vez mais para a unidade de todas as nações contra o terrorismo em todas as suas formas.

O Brasil condena igualmente os ataques à Embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias, e apela ao respeito da Convenção de Viena e à integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele país.

 

 

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5 comentários

  1. O vagabundo Jair Bolsonaro e o seu chãoceler Ernesto Araujo são dois coitados com problemas cognitivos. Eles não perceberam que assim que o preço da gasolina disparar (por causa da guerra iniciada criminosamente por Donald Trump) o bolsonarismo estará com os dias contados.

  2. A sim….chega me missão de paz, manda os botocudos para o Irão…..junto com todos os bolsominions bombados e valentões…..quem sabe com a escumalha distante esse país comece a caminhar….

  3. O mundo ocidental tava ficando muito civilizado e os capitalistas não gostam de civilidade, de nenhum tipo de regra, tinham que dar um jeito de reinstalar a barbárie.

  4. Os militares brasileiros não tem disposição nem pra defender a soberania do Brasil. Vão dar apoio a quê ?
    Bolsonaro é um legítimo modelo da formação dos militares brasileiros e seu comprometimento com a Pátria.

  5. Mais uma vez o Brasil se mostra subserviente ao declarar seu apoio aos EUA e insultar o Irã ao dizer que o país é contra o terrorismo. Será que os persas vão aceitar mais esse insulto depois da negativa do Brasil de abastecer com combustível da Petrobrás um graneleiro iraniano carregado de milho? As relações comerciais entre o Brasil e o Irã tem um superávit a nosso favor de 6 bi de dólares, não é pouco e haja vista que o produto mais exportado é proteína animal, principalmente frango. A perda desse mercado representaria o desemprego para milhares de pessoas que trabalham no setor além de levar a falência outros milhares de granjas produtoras de frango. Vale a pena?

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