Joaquim Barbosa e a face tenebrosa da maldade

Jornal GGN – Em 2013, os mandos e desmandos do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) deram mesmo muito o que falar. O artigo “Joaquim Barbosa e a face tenebrosa da maldade”, de Luis Nassif, sobre o prazer sádico de Joaquim Barbosa ao exercer o poder que lhe foi conferido, causou polêmica e rendeu 298 opinões pró e contra, ficando em sexto lugar entre os mais comentados do ano passado.

 

Joaquim Barbosa e a face tenebrosa da maldade – Luis Nassif

A disputa política permite toda sorte de retórica. Populistas, insensíveis, reacionários, porra-loucas, o vocabulário é abrangente, da linguagem culta à chula.

Em todos esses anos acompanhando e participando de polêmicas, jamais vi definição mais sintética e arrasadora do que a do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello sobre Joaquim Barbosa: “É uma pessoa má”.

Não se trata se julgamento moral ou político. Tem a ver com distúrbios psicológicos que acometem algumas pessoas, matando qualquer sentimento de compaixão ou humanidade ou de identificação com o próximo. É o estado de espírito que mais aproxima o homem dos animais.

O julgamento da bondade ou maldade não se dá no campo ideológico. Celso Antônio Bandeira de Mello é uma pessoa generosa, assim como Cláudio Lembo, cada qual com sua linha de pensamento. Conheci radicais de lado a lado que, no plano pessoal, são pessoas extremamente doces. Roberto Campos era um doce de pessoa, assim como Celso Furtado.

A maldade também não é característica moral. O advogado Saulo Ramos, o homem que me processou enquanto Ministro de Sarney, que conseguiu meu pescoço na Folha em 1987, que participou das maiores estripulias que já testemunhei de um advogado, nos anos 70 bancou o financiamento habitacional de um juiz cassado pelos militares. E fez aprovar uma lei equiparando direitos de filhos adotados com biológicos, em homenagem ao seu filho.

A maldade é um aleijão tão virulento, que existe pudor em expô-la às claras. Muitas vezes pessoas são levadas a atos de maldade, mas tratam de esconde-los atrás de subterfúgios variados, com o mesmo pudor que acomete o pai de família que sai à caça depois do expediente; ou os que buscam prazeres proibidos.

Joaquim Barbosa é um caso de maldade explícita.  Longe de mim me aventurar a ensaios psicológicos sobre o que leva uma pessoa a esse estado de absoluta falta de compaixão. Mas a  natureza da sua maldade é a mesma do agente penitenciário que se compraz em torturar prisioneiros; ou dos militares que participavam de sessões de tortura — para me limitar aos operadores do poder de Estado. Apenas as circunstâncias diferem.

A natureza o dotou de uma garra e inteligência privilegiadas. Por mérito próprio, teve acesso ao que de mais elevado o pensamento jurídico internacional produziu, a ciência das leis, da cidadania, da consagração dos direitos.

Nada foi capaz de civilizar a brutalidade abrigada em seu peito, o prazer sádico de infligir o dano a terceiros, o sadismo de deixar incompleta uma ordem de prisão para saborear as consequências dos seus erros sobre um prisioneiro correndo risco de morte.

Involuntariamente, Genoíno deu a derradeira contribuição aos hábitos políticos nacionais: revelou, em toda sua extensão, a face tenebrosa da maldade.

Espera-se que nenhum político seja louco a ponto de abrir espaço para este senhor.

 

300 comentários

  1. Tem muita gente escrevendo

    Tem muita gente escrevendo aqui que tem CERTEZA ABSOLUTA que o julgamento da AP-470 foi a coisa mais correta e sem erros da história do judiciário brasileiro.

    Só vou dizer uma coisa … vai tomar um        www.ocafezinho.com

  2. O que me choca, é ver se

    O que me choca, é ver se perder tempo no país, com esses julgamentos. Parece que merecemos o título de “república das Bananas”. A suposta “injustiça”, só é vista quando os apaniguados do poder se sentem lesados. Paulo Maluf foi preso, por mais de 40 dias, erroneamente, e não vi defesas intransigentes dessa prisão erronea por parte da imprensa. Parece que direitos iguais, e justiça cega no país, repito, apenas aos apaniguados do poder.

    Vamos “perder tempo” em buscar melhorar nossa educação, cada vez mais na latrina?

  3. Comando do PIG – Vamos matar

    Comando do PIG – Vamos matar o Genoino pois ele nao ficou rico com a politica. A dignidade dele quebra qualquer governo, onde ja se viu?? nao roubar e muito pro nosso patrao sonegador 

  4. Alguém ainda tá pensando na

    Alguém ainda tá pensando na saúde do Genuino?? Vão se foder os defensores dos novos detentos, pra cada 1 real que se rouba de um lado, cai o mais fraco na outra ponta da corda, e cai morto sem ajuda no meio da rua ou de um hospital. Quero mais é q esses corruptos morram da maneira mais sofrível possível. Dignidade e cidadania é algo que nao se aprende preso, então pra eles nao tem solução. Qto ao Joaquim, sem optar por nenhum dos lados, alguém tem que representar esse papel, se não até agora esses lixos sociais estariam soltos..
    Que morra o primeiro de tanto banho frio..

  5. Os “pombinhos” defensores do

    Os “pombinhos” defensores do JB esqueceram que ele destituiu o juiz da vara de execuções penais de Brasilia, contra todas as  regras do Judiciário, somente para colocar outro que comungue com as suas ideias de “justiça”. Todas as entidades de classe da magistratura protestaram contra essa atitude ilegal e desrespeitosa do Presidente do Supremo, para com o Juiz titular da vara. Se isso não for maldade e manobra para  torturar psicologicamente os presos, então é o que??? Qualquer jurista mequetrefe e tacanha, desses que opinam na Globo News, não  conseguem defender as atitudes recentes do minstros JB, as quais eles cinicamente chamam de “anômalias”. Parte da velha midia impressa, também não consegue esconder o desconforto  com um  Presidente do STF,  que parece um trem descarrilhado.  O Nassif só teve a coragem da dar nome ao  problema.  Um homem que durante o julgamento agrediu de maneira grosseira e desnecessaria o colega Lewandovisk, tratando-o como se fosse moleque. Se esse homem não é mal, então é o que??  Voces conhecem a historia da revolução francesa de 1789? Sabem o que acenteceu com o Robespierre, que era tido como o mais puro dos puros???

     

  6. Vergonha!

    Com certeza nunca li algo tão infeliz, tão infantil até. Quem tem a mais vaga noção de realidade entende que o que está escrito é de alguém que não tem compromisso nenhum com a verdade o que vital para sua profissão, e o que é pior não tem compromisso com o seu papel social. O povo brasileiro sim, é a  única e maior vítima dos verdadeiros ‘ loucos por dinheiro ‘. Deve tá pegando muito dinheiro pra se prestar a um papel desses. com certeza você envergonha e enoja seus colegas de profissão, os de verdade, diga- se de passagem.

    • Com certeza nunca li algo tão infeliz, tão infantil até. Quem tem a mais vaga noção de realidade entende que o que está escrito é de alguém que não tem compromisso nenhum com a verdade

      Acredito ter muita noção da realidade, então pergunto… Onde no texto existem mentiras? Note, se eu digo que o JB é uma pessoa má pela forma como observo sua conduta, isso não prova que ele o seja. Mas por outro lado, sendo uma observação pessoal e subjetiva, nunca poderá dizer que estou mentindo. O sentimento do Nassif a respeito do JB é perfeitamente lícito.

      O povo brasileiro sim, é a  única e maior vítima dos verdadeiros ‘ loucos por dinheiro ‘. Deve tá pegando muito dinheiro pra se prestar a um papel desses.

      Muito interessante, você critica os outros de não terem “compromisso com a verdade” e em seguida faz um comentário visivelmente sem esse compromisso. Mas claro, Freud explica.

  7. Maldade

    Ao ler está matéria deixou-me constrangido, pois, hoje no Brasil, em seu sistema penitenciário há milhares de pessoas encarceradas que encontram-se doentes em razão da propria insanidade do local, infestações de sarna, piolho e ect., outros também que de uma forma ou outra que foram castigados pelo Estado Juiz por suas condutas ilicitas já cumpriram suas penas, contudo, por serem pobres e não terem condições de constituirem grandes Advogados encontram-se esquecidos no carcere.

    A lei é bonita no papel, principalmente a LEP (lei de execuções penais) mas, a realidade é outra e, nenhuma pessoa de renome sai em suas defesas.

    Agora, quando pela primeira vez, quando manda-se para a prisão os verdadeiros culpados pelo Estado brasileiro assim se encontrar dizem ser maldades

     

     

    fiori

  8. A quem intererssa

    Crime de colarinho branco sempre foi “perdoado” pelas instituições monárquicas absolutistas. A história brasileira sempre nos mostrou que há duas justiças, uma para os que são socialmente aceitos, outra para os excluídos. Ainda vivemos nos conceitos de Francis Galton, de “sangue bom” e “sangue ruim”, e não é à toa que tal “teoria” se fez nas mentalidades da época e na Justiça brasileira.

    Se vermos as prisões brasileiras é notório o aglomerado de negros, os que não têm prestígios sociais e coalisõe políticas. Sim, o Brasil ainda vive, em pleno século XXI a máxima absolutista. Fic estarrecido ao ouvir “não deixaremos que manchem nossas honras e nossos direitos humanos”. Ora, todos têm direitos humanos e suas garantias fundamentais (artigo 5°, da CF/1988), assim como os direitos sociais (artigo 6°, da CF/1988), mas a realidade do Brasil é bem diferente dos preceitos constitucionais.

    Fico chocado quando vejo acusações aos militares (1964 a 1985) pelas atrocidades de forma que os olhos do povo não enxerguem as atrocidades cometidas atualmente. Os militares enfiaram facas, penduraram pessoas, torturaram sob condição imperiosa da época, a Guerra Fria. Ou o Brasil era pró-URSS ou era pró-EUA ( lembressem dos fatos ocorridos em 1962, a crise dos míssies cubanos). Não podemos esquecer também que a Guerra Fria desencadeou a Operação Condor na América Latina. Fatos históricos, que não podem ser omitidos, mas sem justificativas aos fatos cometidos pelos brasileiros militares da época. E agora? O que justifica tamanha crueldade ao povo (nõ agentes públicos políticos)? A maioria do povo vive com menos de R$ 200,00 (duzentos reais) por mês graças ao Bolsa Família, os serviços públicos, de saúde, de transporte e de educação são como instituições pós-guerras cujas efetividades e eficiências já ferem a dignidade humano e os direitos humanos do povo.

    O Brasil é um dos maiores produtores de grãos do mundo, mas como explicar que há concidadãos que sobrevivem com Bolsa Família? Como explicar também que ainda há subnutridos diante das otencialidades brasileiras no setor agropecuário? O Brasil tem enormes áreas ecúmenas, mas como explicar que concidadãos vivam em áres de risco ou moram nas ruas? E o que dizer dos idosos que precisam de tratamento, assim como os doentes, mas são vitimados pelo SUS numa verdadeira caracterização de vilipêndio à vida humana?

    Até nas cadeias se veem sectarismos. Os vendedores de troxinhas de maconha são presos em cubículos, sem higiene, enquanto os magnatas narcotraficantes vivem com dignidade em presídios dignos de direitos humanos.

    Diante de tudo isto vemos quão desigual é o Brasil, assim como a mentalidade pertubadora da normose. Crime de colarinho branco ainda é um bom negócio, pois há substancialmente leis, mesmo que ferem a mortalidade administrativa, que protegem os detentores de direitos humanos. Aos crimes que não fazem parte dos clorinhos branco há a certea de que seus direitos humanos cessam por que não são vassalos do sistema monárquico absolutista.

    O problema está em nossa cultura da normose. Cito exemplo da Lei Seca. É legal não apresentar provas contra si mesmo, o fazer o que a lei não proíba, mas podemos dizer que é moral (digno, empático) o condutor que bebera invocar lei que o proteja mesmo sabendo que está errado? Não é à toa que o CONTRAN editou resolução para colher o estado de embriagues. Cehgamos ao ápice deste texto: não é tudo que é legal, que é moral.

     

    Por último temos que pensar empaticamente e não defender minorias, como ainda é comum, no caso de partidos, coalisões, administração patrimonialista. Permitir que um crime, mesmo que não seja ilegal, mas que possa substancialmente provocar mortes, como no caso citada da Lei Seca, o futuro brasileiro será tenebroso mais ainda, pois os valores de civilidade, que são a base da Democracia, se acharão pleno de repúdio pelas justificativas de legalidades, todavia repletas de imoralidades.

    A sociedade muda, assim como as leis, o que era normal – Código Civil de 1916 – ao homem, de poder matar a mulher infiel, e a sociedade achar a mulher mera repositóra de direitos do homem, atualmente é condenável na CF/1988 e no CC, de 2002.

  9. JB ,vai abraçar o capeta!

    Quero que esse Joaquim vá pros quintos dos infernos, que ele receba em dobro todo o mal que causou. Capitão do Mato, capacho da Casa Grande. O tombo vai ser feio Joaquim, muito feio. Isso é so o começo…

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