Justiça rejeita denúncia do MPF contra Glenn Greenwald

Sem investigação, fundador do site The Intercept Brasil havia sido acusado de envolvimento no hackeamento de autoridades

Glenn Greenwald, jornalista e fundador do site The Intercept Brasil. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A Justiça rejeitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o jornalista e fundador do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, acusado de envolvimento no hackeamento de mensagens de autoridades  como o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol.

De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, a decisão do juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, vale até que se resolva a questão relacionada à decisão provisória do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em agosto de 2019, Gilmar proibiu “as autoridades públicas e seus órgãos de apuração administrativa ou criminal” de “praticar atos que visem à responsabilização” de Glenn “pela recepção, obtenção ou transmissão de informações publicadas em veículos de mídia, ante a proteção do sigilo constitucional da fonte jornalística”.

A decisão tomada por Leite deixa Glenn de uma ação penal, pelo menos em um primeiro momento. Na época, o jornalista declarou que a denúncia do MPF era “uma tentativa óbvia de atacar a imprensa livre em retaliação pelas revelações que relatamos sobre o ministro Moro e o governo Bolsonaro”.

Contudo, os outros denunciados passam à condição de réus e vão responder pelos crimes a eles atribuídos: organização criminosa, associação criminosa, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivo informático alheio e interceptação ilegal.

Segundo a acusação, Walter Delgatti Netto e Thiago Eliezer Martins Santos atuavam como líderes do grupo responsável pelo hackeamento; Danilo Cristiano Marques era o suposto “testa de ferro” de Delgatti; Gustavo Henrique Elias Santos teria desenvolvido técnicas que permitiram a invasão do Telegram; a mulher dele, Suelen Oliveira, é acusada de agir como laranja em fraudes; e Luiz Molição, que teria sido porta-voz do grupo nas conversas mantidas com Greenwald.

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7 comentários

  1. Ou seja, o tal juiz só arrepiou pq existe a decisão do ministro Gilmar. Senão, aceitaria a denúncia? Essa decisão deixa claro qual o pensamento do juiz.
    O ataque à liberdade da imprensa é real.

  2. Fora da pauta, mas urgente:

    Os petroleiros,
    Os servidores do Serpro
    Os servidores da Casa da Moeda,
    ESTÃO EM GREVE, HÁ VARIOS DIAS.
    Você sabia?
    A Globo não mostra,
    a Record não mostra,
    A Band não mostra,
    A Folha não mostra,
    O Estadão não mostra,
    O Globo não mostra.
    Então você pode mostrar, divulgar, compartilhar.

  3. Enquanto isto, o conteúdo da vazajato, que mostra a podridão e degradação do aparato de repressão estatal, tomado por militantes de causas estrangeiras, verdadeiros anti-brasileiros que participam do governo central, segue levando o país para as trevas. Conta a história que Mussolini, na implantação do que se tornou o fascismo, reuniu pessoas que foram combatentes na primeira guerra mundial e muitos deles perturbados psiquicamente, alcoólatras, armados e cheios de ressentimentos, tinham em si o solo perfeito para implantar uma ideologia miliciana, vingativa e paranoica. Em muito se assemelha com o Brasil atual, com a agravante de que o próprio presidente é um paranoico ressentido. Pior, não há cura para este adoecimento.

  4. Vá em frente Glenn! Pode parecer,mas você não está só. O MPF e a quadrilha denominada” Filhos do Januário” liderada por Dallagnol , publicamente defenestrado por Gilmar Mendes, não tem mínima fé pública perante a sociedade brasileira e o mundo para denunciá-lo. Para comecar a recuperar fé pública, eles precisam primeiramente “ convencer ” a sociedade brasileira e ao STF que eles não são os bandidos fartamente identificados na Vazajato! A Sociedade e o STF estão todos aguardando as provas dos filhos de Januário e de Sérgio Moro! Onde estão? Querem que seja esquecido, querem que prescreva, querem que surja um milagre biblico para salvá-los? Até que apresentem provas contrárias convincentes todas as provas do Intercept são incontestãveis e demonstram pedagogicamente sem necessidade de marketing de ” Powerpoint”, que vergonhosamente os bandidos estão no âmbito das instituições às quais pertencem, associados desonestamente para combater crimes, acreditando fielmente que “ os fins justificam os meios”. Os denunciados são eles que, ora sem justificativas para a sociedade é o STF, agridem para se defender. Vá em frente Glenn! Tudo isso é pavor de voçê e do Intercept. Sua coragem e profissionalismo não e de agora nem daqui! Ensine-os os princípios da decência!

  5. Quem erra não é quem pratica ilicitudes mas quem as revela.

    $érgio Moro e os Jatoeiros estão certos. Quem errou foi quem publicou o conluio desses ratos, ou seja, os errados são os Hacers de Araraquara e o The Intercept que os publicaram.

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