Em alerta ao agro, Kátia Abreu declara voto em Lula e diz que Bolsonaro é um risco para os negócios

Cintia Alves
Cintia Alves é graduada em jornalismo (2012) e pós-graduada em Gestão de Mídias Digitais (2018). Certificada em treinamento executivo para jornalistas (2023) pela Craig Newmark Graduate School of Journalism, da CUNY (The City University of New York). É editora e atua no Jornal GGN desde 2014.
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"Votar no Lula não é ameaça às nossas fazendas e negócios", diz Kátia Abreu aos produtores rurais

Senadora, presidente da Comissão de Relações Exteriores, ex-ministra da Agricultura, produtora rural e representante do agronegócio há 27 anos, Kátia Abreu (MDB-TO) declarou voto em Lula (PT) no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL) e alertou que a reeleição do atual presidente seria o “verdadeiro risco Brasil” para os negócios.

No vídeo destinado aos “produtores rurais de todo Brasil”, a senadora diz que “votar no Lula não é ameaça às nossas fazendas e aos nossos negócios.” Por outro lado, reeleger Bolsonaro seria abraçar o “verdadeiro risco Brasil”, porque o País corre o risco de ver a exportação de carne e soja para a União Europeia cair drasticamente, em virtude de políticas ambientais adotadas pelo extremista de direita.

“Neste momento, só ele [Lula] pode conseguir reverter essa situação caótica junto à União Europeia. Não é mais uma questão ideológica, e sim pragmatismo. Sou produtora rural, cidadã brasileira e voto em Lula”, disse Kátia Abreu.

Para convencer os produtores rurais, Abreu sustentou que, com Bolsonaro, o Brasil perdeu credibilidade no exterior e, graças ao negacionismo em relação às mudanças climáticas e aumento deliberado das queimadas na Amazônia, Bolsonaro reeleito representaria a queda das exportações de carne e soja a partir de 2024.

O “alerta grave” está relacionado à aprovação, no parlamento europeu, de uma nova lei ambiental que entrará em vigor em 2024, proibindo importações de produtos oriundos de áreas desmatadas. “Os principais alvos são a soja e carne bovina, nossos dois principais produtos de exportação”, explica Abreu.

“Essa iniciativa da União Europeia, que é o segundo maior comprador dos nossos produtos agropecuários, foi motivada pelo desmatamento de 13 mil quilômetros da Amazônia legal desde 2019”, quando Bolsonaro assumiu o poder.

“A diplomacia brasileira está apreensiva, pois a opinião geral é de que a imagem no Brasil na área ambiental se deteriorou progressivamente no exterior. Nossa perda de credibilidade na comunidade internacional chegou ao limite. Somos considerados um país irresponsáveis no que diz respeito às mudanças climáticas”, comenta a senadora.

“Hoje, esse é o verdadeiro risco Brasil, pois em se confirmando esse quadro, teremos redução drástica das nossas importações, afetando diretamente o emprego, os preços e a balança comercial. Todos os brasileiros pagarão a conta”, avisou.

Assista ao vídeo clicando aqui.

4 Comentários

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  1. Tomara que ouçam; mas eu duvido. Os desastres dos plantations, hoje renomeados para agronegócio ao longo da história só foram mitigados com intervenção do governo, Em 1929, como faltou governo e sobrou liberalismo, bastou balançar nos Estados Unidos, desabou aqui. O que somando com o resto do mundo mais alimentou e retroalimentou a crise americana, quebrando o mundo todo. Na época, o café foi a vítima direta.

  2. Passei na banquinha de café com bolo da Socorro. Ela é evangélica e o marido dela, mesmo tendo apenas uma branquinha, acha que é o Jeff Bezzos e vota no Bolsonaro. Passando na banquinha, eu perguntei em quem ela iria votar, ela disse que não sabia nem se ia votar em “alguma dessas duas coisas”. Aí eu disse: “Vota no Bolsonaro para a carne continuar barata, para ele continuar gerando empregos e aumentando os salários”. Ela me respondeu: “Tu tá é doido? As coisas eram baratas, tinha empregos e os salários eram altos no tempo do Lula”.
    Criei mais uma dúvida para uma eventual eleitora do Bolsonaro.
    It’s the economy, $tupid!

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