“Lava Jato da Educação” busca pretexto para condenar e prender Fernando Haddad, diz Reinaldo Azevedo

Jornalista critica o uso da Polícia Federal para iniciar uma investigação sem a existência de qualquer indício de crime no MEC. "Nas democracias, não se abre uma investigação em massa para ver se existe um problema. Isso é prática de tiranias. Porque, ainda que não exista, cria-se. Nas democracias, a investigação é aberta quando há indício de irregularidade", disparou Azevedo

Jornal GGN – O bloco da “gente obcecada em meter na cadeia seus adversários” já está nas ruas, avalia Reinaldo Azevedo. Em artigo publicado neste sábado (9), no UOL, o jornalista diz expressamente que é Fernando Haddad, o ex-presidenciável do PT, o alvo do governo Bolsonaro com essa história de “Lava Jato da Educação”.

“Os porões do governo já definiram um alvo: querem pegar Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e petista que disputou o segundo turno das eleições presidenciais com Bolsonaro. Nas palavras de um extremista, ‘é preciso pôr Haddad na cadeia’. Mas por quê?”

Para Azevedo, o governo deveria, no mínimo, dizer qual é a “sacanagem” que está perseguindo. “Nas democracias, não se abre uma investigação em massa para ver se existe um problema. Isso é prática de tiranias. Porque, ainda que não exista, cria-se. Nas democracias, a investigação é aberta quando há indício de irregularidade.”

E, no caso da passagem de Fernando Haddad pelo Ministério da Educação, não há nenhum indício de irregularidades que justifiquem a operação.

“(…) os que defendem operações de investigação antes mesmo que existam os indícios de crime — e, que se saiba, não existem — certamente não têm pudor de criar as circunstâncias que justifiquem investigações, prisões, condenações.”

Para Azevedo, nas “catacumbas” do governo Bolsonaro há disposição para fazer a operação policial atingir as universidades públicas e, ainda que indiretamente, as privadas, ao ameaçar a execução de programas como o Prouni, que hoje oferece 243 mil bolsas de estudos.

“É a polícia com viés ideológico. Vai ver o suicídio de Luiz Carlos Cancellier, em 2017, então reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, não ensinou nada a essa gente”, lembrou Azevedo. Ele ainda frisou que ter convidado Erika Marena, responsável pela operação desastrosa que provocou a morte do reitor, para assumir cargo de peso no Ministério da Justiça, só mostra que Sergio Moro não dá a mínima para “cadáveres laterais” em sua missão de “salvar a humanidade”.

Leia a íntegra aqui.

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