Líder do Femen diz que Sara Winter foi expulsa após “sumir com dinheiro”

Para Inna Schevchenko, hoje Sara Winter tem uma "ideologia perigosa" e seu "engajamento político recente é uma vergonha"

Jornal GGN – Inna Schevchenko, líder do Femen na Ucrância, afirmou em entrevista ao G1, por e-mail, que Sara Winter foi expulsa do movimento depois de ter recebido dinheiro para fazer um protesto que nunca aconteceu e, logo em seguida, iniciar uma campanha difamatória contra as feministas.

Ex-integrante do Femen no Brasil, após ter passado por treinamento na Ucrânia, Sara Winter foi presa nesta segunda (15) por liderar atos antidemocráticos em Brasília. Ela também é investigada no inquérito das fake news, do Supremo Tribunal Federal. A hoje bolsonarista defende a organização profissional da militância da extrema-direita, para “ocupar as ruas” e “por medo” em quem contraria ideais “conservadores”.

Segundo Schevchenko, o processo de afastamento de Sara há quase uma década, depois que o Femen soube pela imprensa que “Sara não era seu verdadeiro nome e que anteriormente ela estava envolvida em alguma organização estudantil de direita. Nossa surpresa e indignação foram enormes.”

Confrontada, Sara Winter “chorou e pediu para não ser expulsa do movimento, uma vez que o ativismo feminista era sério para ela e ela também queria corrigir seu erro anterior. Como feministas, que têm que apoiar outras mulheres, nós decidimos confiar na Sara.”

Em 2012, o Femen afirma enviou dinheiro para Sara viajar de São Paulo ao Rio para realizar um protesto que jamais ocorreu. “No dia da ação ela simplesmente desapareceu”, diz a ucraniana, que decidiu expulsá-la.

Após a expulsão, restou à Sara começar a “campanha de desinformação vergonhosa contra o movimento feminista e contra a minha pessoa. Nós, entretanto, decidimos não abaixar ao nível dela e simplesmente ignoramos suas acusações ridículas, lamentando por ela.”

Para Schevchenko, hoje Sara Winter tem uma “ideologia perigosa” e seu “engajamento político recente e as desinformações que ela espalhou sobre o movimento feminista nos últimos anos são uma vergonha.”

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