Lula é indiciado por delegado que criminaliza doação oficial ao Instituto

Jornal GGN – Após a rodada de buscas e apreensões contra Lulinha e seus sócios, a Lava Jato surge agora com um novo indiciamento, mas contra o ex-presidente Lula. O delegado Dante Pegoraro Lemos, que há 4 anos reúne informações sobre o petista, decidiu criminalizar a doação oficial de R$ 4 milhões da Odebrecht para o Instituto Lula.

Segundo informações do site Gazeta Gaúcha, o relatório de Dante questiona as doações feitas entre 2013 e 2014 pela empreiteira, que também costumava fazer doações para outros institutos, como o iFHC, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Na visão do delegado da Lava Jato, a doação ao IL, apesar de ser oficial e, portanto, legal, supostamente saiu da conta virtual de propinas que a Odebrecht afirmou às autoridades que mantinha para fazer pagamentos não contabilizados.

A reportagem Gazeta Gaúcha diz que Dante encontrou “indícios robustos” para criar essa narrativa, mas não informa que elementos de prova são esses.

“As evidências mostraram que os recursos transferidos pela Odebrecht sob a rubrica de ‘doações’ foram abatidos de uma espécie de conta-corrente informal de propinas mantida junto à construtora, da mesma forma ocorrida com aqueles destinados à aquisição do imóvel para o Instituto Lula”, diz o delegado no relatório.

“Surgem, então, robustos indícios da origem ilícita dos recursos e, via de consequência, da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, considerando o pagamento de vantagem indevida a agente público em razão do cargo por ele anteriormente ocupado.”

Além de Lula, foram indiciados Paulo Okamotto, presidente do instituto, Antonio Palocci e Marcelo Odebrecht, delatores da Lava Jato.

Lula é condenado, em Curitiba, pelos casos triplex e Atibaia. Em uma terceira ação penal que tramita em Curitiba, Lula é acusado de receber vantagem indevida da Odebrecht, que teria comprado um terreno para o Instituto Lula. O local jamais foi utilizado pelo ex-presidente.

OUTRO LADO

Em nota ao jornal O Globo, o advogado de Lula, Cristiano Zanin, afirmou que “as doações ao Instituto Lula foram formais, de origem identificada e sem qualquer contrapartida. À época das doações Lula sequer era agente público e o beneficiário foi o Instituto Lula, instituição que tem por objetivo a preservação de objetos que integram o patrimônio cultural brasileiro e que não se confunde com a pessoa física do ex-presidente.”

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora