Mãe e esposa de miliciano são investigadas com Flávio e Queiroz pelo MP

As duas ex-assessoras ganhavam salário de R$ 6.492. Queiroz disse ao MP, por escrito, que a indicação de ambas se deu por solidariedade à família do suposto miliciano, que passava por situação financeira difícil

Jornal GGN – O Ministério Público do Rio de Janeiro incluiu a mãe e a mulher de Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de ser miliciano e chefiar um dos maiores grupos de extermínio do Estado, nas investigações sobre movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Estado.

Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa agora aparecem na lista de investigados, ao lado de Flávio e Queiroz, informa o Estadão deste sábado (6). Para isso, a 3.ª Promotoria de Tutela Coletiva “aditou uma portaria ao inquérito civil que apura, no antigo gabinete de Flávio no Legislativo estadual, suspeitas de atos de improbidade administrativa – que podem ter provocado prejuízos ao patrimônio público ou enriquecimento ilícito de agente público.”

O MP-RJ suspeita da prática de “rachadinha”, com Queiroz recebendo de volta parte do salário dos assessores de Flávio. Não se sabe se o dinheiro beneficiava o filho do presidente Jair Bolsonaro diretamente. O ex-assessor alega que distribuía os valores entre outros assessores para aumentar a rede de colaboradores do gabinete. Ainda assim a prática seria irregular.

Há ainda um agravante para a defesa: como Queiroz costumava sacar o dinheiro em espécie poucas horas ou dias depois de receber os depósitos dos assessores, as autoridades dizem que é difícil saber qual era o real destino dos recursos.

Ainda segundo o Estadão, a esposa do suposto miliciano e a mãe ganhavam salário de R$ 6.492. Queiroz disse ao MP, por escrito, que a indicação das duas se deu por solidariedade à família, que passava por situação financeira difícil. Segundo o ex-assessor, Flávio não sabia das escolhas para seu próprio gabinete.

Leia também:  Polícia Federal vasculha gabinete de deputado em operação contra propina

De acordo com o Coaf, sozinho, Queiroz movimento R$ 7 milhões em 3 anos. Somente entre 2016 e 2017, foram R$ 1,2 milhão sem ter renda nem patrimônio compatíveis com a movimentação. Além disso, ele repassou R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro.

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4 comentários

  1. rachadinha porra nenhuma…
    isso aí, por tudo que já foi confessado e divulgado, aponta para o corpo e a alma de uma corrupção miliciana das mais aviltantes para todo o sistema de justiça brasileiro

  2. Em breve serão cinco meses. Nem o Queiroz nem o restante dos assessores prestaram depoimentos ( só se a impressa está muda).

  3. O Laranjal foi adubado durante muitos anos. A família”real” que está no poder, aproveitou-se do quase anonimato para usar os recursos públicos ao seu bel prazer. Agora que virou vidraça, não tem mais como se livrar das pedras.

  4. Ainda não entendi de onde saiu uma moradia horrível atribuída a Queiroz por alguns blogueiros progressistas, como Kiko Nogueira, e outros. Por muitos dias a foto dessa moradia de Queiróz apareceu, até descobrirem que o cara é mesmo um sabichão, cheio da grana, e de poder entre os Bolsonaros. Talvez por isso ele tenha dançado no final do ano dentro de um hospital. Devia estar se rindo da cara dos que acreditaram naquela casa velha.

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