Maia não abre impeachment sem votos necessários, por Matheus Leone

Em thread no Twitter, cientista político diz que não existe cenário para impedimento de Bolsonaro por não ter perspectiva de alta na rejeição ao presidente

Jornal GGN – O cientista político Matheus Leone, coordenador do movimento Eu Sou Livres em Brasília, publicou uma thread no Twitter onde explica que, por mais que a oposição cobre a abertura de um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não deve abrir o processo. Confira abaixo:

 

 

Vamos falar de política como adultos? Pois bem. É muito fácil para a oposição com seus 131 votos cobrar que Maia abra o impeachment. É legítimo e faz parte do papel dela. Mas se hoje o Maia decidisse abrir o processo, haveria os 341 votos necessários? Respondo: não.

Maia não é menino e não é bobo. É um ótimo contador de votos e sabe que esses votos não existem hoje. Por óbvio tem que dizer que não vê crime porque se dissesse o contrário teria que abrir o processo sem os votos e todos sabem que impeachment derrotado fortalece o presidente.

Não há impeachment sem movimentação do vice, sem povo na rua e sem alta rejeição ao presidente (coisa que as pesquisas mostram que não temos). Impeachment não é brincadeira. Ou faz pra ganhar ou é melhor nem abrir o processo. Então é bom pensar a estratégia para chegar aos 341.

Para finalizar: não vejo impeachment no radar porque não vejo perspectiva de aumento tão grande na rejeição ao presidente. A estratégia das oposições tem que mudar. Se ficarem apenas cobrando impeachment sem voto o bonde vai passar e chegarão em 2022 mais fracos que hoje.

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3 comentários

  1. Nem tanto ao sim, nem tanto ao não…
    enquanto o resultado depender do grau de vilania e baixeza de quem vota, seguiremos na estagnação do processo

    com a palavra os que melhor entendem de política

  2. Essa tese é mais furada que queijo suíço, a tese do “impeachment por rejeição”.

    A derrubada de Bolsonaro depende de um único fator: da luta política travada através da mobilização de massas. Só vão derrubar Bolsonaro se ele provocar uma reação que possa colocar em risco o regime político como um todo. Não tem nada a ver essas teses que se baseiam em “pesquisas de opinião”.

    Esses cientistas políticos são acadêmicos, não políticos. Às vezes, só falam besteira. São leitores de manual, e não praticantes. Se dá peso demais às vezes a esse tipo de análise.

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