Menor importação de máquinas afeta investimentos em novembro

Dados do Ipea apontam segundo mês consecutivo de queda na formação bruta de capital fixo

Jornal GGN – A menor importação de máquinas e equipamentos levou o índice de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) a recuar 1% em novembro na comparação com outubro, em seu segundo mês consecutivo de queda. Os dados foram divulgados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O índice havia desacelerado 2% em outubro ante setembro. Em relação a novembro de 2018, a retração do volume de investimentos foi de 1,8%. Os dados anuais (janeiro/novembro de 2019) apontam alta de 2,5%, e a variação em 12 meses fechados em novembro subiu 2,1%, perdendo força em relação ao aumento de 2,6% visto no período até outubro.

O índice de formação bruta de capital fixo considera os investimentos em aumento da capacidade produtiva da economia, e na reposição da depreciação do estoque de capital fixo.

O indicador é composto por três segmentos: máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos. Os dados do Ipea mostram que, em novembro, houve retração de 4% nos investimentos de máquinas e equipamentos. Com esse resultado, o resultado trimestre móvel passou de -0,4% em outubro para -2,5% em novembro.

De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 0,4%, a importação retraiu 5,1% no mesmo período, voltando a ser o destaque negativo no período.

O avanço de 0,5% no indicador de construção civil sucedeu queda de 1% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel avançou 0,4% ante o período imediatamente anterior. Em doze meses, o setor registrou alta de 0,4% em novembro, o primeiro resultado positivo desde julho de 2014 nessa base de comparação.

Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou alta de 0,4% na passagem de outubro para novembro, encerrando o trimestre móvel com queda de 0,5%.

2 comentários

  1. A queda da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) é um índice mais calamitoso que outros que estão sendo divulgados, por dois motivos, isto indica que num futuro bem próximo teremos uma queda na produção bem mais importante, outro problema é que a produtividade das empresas cairão junto com este índice e por mais que o capital procure baixar os salários para recuperar a sua lucratividade isto não ocorrerá pois em vista do mercado internacional, os produtos brasileiros ficarão totalmente sem condições de competir.
    Como o nosso ministro da economia acredita (ou pelo menos diz que acredita) que o mercado possa resolver tudo e que devemos trabalhar sem restrições as importações, provavelmente cairemos em muito breve numa situação de desequilíbrio da balança comercial que levará nossas reservas e ainda levará a falência os setores industriais que ainda conseguem resistir no país.
    Dentro de uma perceptiva capitalista, podemos dizer que se estava ruim ainda vai ficar pior. Somente a leve recuperação de fabricações de máquinas e ferramentas no Brasil, pode equilibrar um pouco o quadro, porém se o câmbio valorizar o real perde-se esta condição, logo temos que rezar por um real desvalorizado, que por outro lado poderá aumentar a inflação. Ou seja, se fica o bicho pega, se corre o bicho come.

  2. Quando se fala em privatizar as empresas de prospecção e gerenciamento dos dados das pessoas, sem que as pessoas não estejam atentas aos imensos riscos disto, é surpreendente que no final do ano passado o historiador e filósofo Yuval Noah Harari tenha proferido palestra para a nata dos políticos do legislativo atual. Vejam a platéia e ouçam seus ditos.

    https://www.youtube.com/watch?v=I7npploMZc0

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