Mesmo sem eficácia, governo aumenta em 455% a distribuição de cloroquina na rede pública de saúde

Para se livrar de estoque parado do medicamento, Ministério da Saúde enviou 6,3 milhões doses de 150mg da droga ao SUS

Reprodução/Twitter

Jornal GGN – A cloroquina, droga de apreço de Jair Bolsonaro (sem partido) no combate ao coronavírus, mesmo sem comprovação científica sobre a eficácia, foi distribuída cinco vezes mais pelo Ministério da Saúde nos estados e municípios durante a pandemia. A informação é da Folha de São Paulo.

Bolsonaro impulsionou a produção da droga desde março e, inclusive, aceitou doação de estoque dos Estados Unidos. Logo depois, o medicamento foi excluído dos estudos globais da Organização Mundial da Saúde (OMS), por não apresentar resultados significativos no tratamento de pacientes diagnosticadas com a Covid-19.

Mesmo sem utilidade no tratamento da infecção, o governo continua distribuindo o estoque de remédio na rede pública. Até julho, o Ministério da Saúde enviou cerca de 5 milhões de comprimidos de cloroquina só para uso em pacientes com a doença, agora já são 5,6 milhões.

Ao todo, entre março e julho, foram enviados ao Sistema Único de Saúde (SUS) 6,3 milhões doses da 150mg da droga, de acordo com dados da Lei de Acesso à Informação. Isso significa um aumento de 455% de repasses do medicamento, em comparação ao mesmo período do ano passado, que foi de 1,14 milhão.

“Os envios aceleraram em maio e junho, coincidindo com uma escalada na campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em defesa do medicamento”, destaca reportagem da Folha.

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