Militares brasileiros são acusados de estupro, pedofilia e abandono de crianças na Missão de Paz no Haiti

Uma haitiana é citada descrevendo “uma série de mulheres de 12 e 13 anos” que foram engravidadas e deixadas “na miséria com bebês nas mãos”

Por Kiko Nogueira

No Diário do Centro do Mundo

A matéria saiu no Washington Post de quinta, dia 19.

Um novo relatório revela que os membros das forças de manutenção da paz no Haiti tiveram filhos com meninas antes de abandoná-las.

Os pesquisadores ouviram 2 500 haitianos sobre a atuação da Missão de Estabilização — Minustah —, que durou 13 anos.

Desse grupo, cerca de 265 pessoas contaram histórias sobre crianças vítimas de abuso, coerção, estupro.

Garotas de 11 anos tiveram de criar seus próprios filhos em condições de extrema pobreza.

As ocorrências mais frequentes eram de um “padrão comum” em que pequenas quantidades de dinheiro ou comida eram trocadas por sexo.

Os entrevistados levantaram essas questões por conta própria, segundo os pesquisadores.

Uma haitiana é citada descrevendo “uma série de mulheres de 12 e 13 anos” que foram engravidadas e deixadas “na miséria com bebês nas mãos”.

A denúncia envolve homens de 13 países, a maioria do Brasil e do Uruguai.

“Nossa abordagem coloca os direitos e a dignidade das vítimas na vanguarda de seus esforços para prevenir e responder à exploração e abuso sexual”, respondeu a ONU.

A missão começou em 2004, após a derrubada do presidente Jean-Bertrand Aristide.

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2 comentários

  1. Missão no Haiti.
    Mais uma ideia idiota dos governantes da época.
    No afã de se mostrarem servís ao império, aceitaram participar dessa barbaridade. Muitos ali provaram o gosto do poder e ficaram dependentes.
    Mais um tiro pela culatra do “grande timoneiro”

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