Militares que dispararam 80 tiros contra músico devem ser liberados, opina Ministério Público

Ministério Público Militar se manifestou favorável a concessão de um habeas corpus para que os responsáveis pela morte do músico Evaldo Pereira e do catador Luciano Macedo aguardem a conclusão do inquérito em liberdade

Jornal GGN – O Ministério Público Militar recomendou que os 9 militares presos pelo assassinato de Evaldo Rosa, músico que teve o carro da família alvejado com 80 tiros, no Rio de Janeiro, aguardem a conclusão das investigações em liberdade.

Eles estão presos desde a abertura do inquérito para averiguar as circunstância em que se deu da operação militar que culminou na morte de dois civis. Além de Evaldo, um jovem catador chamado Luciano Macedo, que tentou ajudar as vítimas no meio dos disparos, também foi baleado, levado para o hospital, mas não resistiu.

Evaldo levava no carro a esposa, duas crianças e o sogro, rumo a um chá de bebê, quando supostamente foi “confundido” com criminosos.

Segundo informações do UOL, a recomendação do subprocurador Carlos Frederico de Oliveira Pereira ao Superior Tribunal de Justiça considerou que os militares “não descumpriram as regras de conduta”, porque “tentavam salvar um civil da prática de um crime de roubo”.

Quando o assassinato veio à tona, o Comando Militar do Leste, responsável pelos agentes que estavam em campo, informou que os disparos ocorreram porque a equipe acreditava que o carro de Evaldo fosse roubado. Depois que testemunhas desmentiram a versão, 10 militares envolvidos foram presos, e a Polícia Civil passou a falar em “engano” na ação.

O subprocurador se manifestou a pedido da juíza da causa, que recebeu uma demanda (habeas corpus) da defesa dos militares para que eles respondam em liberdade provisória.

“Agora aguardamos o ministro (Lucio Mário de Barros Góes, relator do recurso no STM ) se manifestar em relação à liminar ou colocar o habeas corpus em sessão para que a defesa faça sustentação oral. Mas a defesa está muito confiante de que eles respondam em liberdade provisória”, afirmou o advogado Paulo Henrique Pinto de Mello, que defende os militares.

8 comentários

  1. “salvar um civil da prática de um crime de roubo”

    Vem aí um novo relatório do Rio Centro. Como se sabe, “o exército não mata ninguém”, a impunidade já foi decretada por um conhecido sedicioso impune.
    O exército, ironizava o general Figueiredo, não fica nos quartéis ensaiando balett.

  2. O crime de roubo agora, será punido com pena de morte! Roubar um pão, deve condenar às galés, porque durante o “roubo” deve ter empurrado alguém o que caracterizaria a violência. Teria sorte de não ser morto pelos bravos homens do procurador militar. Que tempos!

  3. Querem apostar que esses militares que assassinaram o músico e o gari com 80 tiros estavam fazendo papel de meganha para algum militar que teve o carro roubado?! Só isso explica a sanha assassina desses imbecis! O Rio de Janeiro não tem mais imprensa, só vassalos da classe média alta; não fosse assim, algum repórter já teria investigado isso. Bastava perguntar qual era o carro roubado que esses milicianos fardados estavam procurando e quem é seu dono. O crime ocorreu na Vila Militar da Zona Norte, precisa dizer mais?

  4. Esse Evaldo só dá problema.
    Em vez de morrer quietinho como deve morrer todo preto alvejado pela polícia, fica prejudicando elementos respeitáveis da corporação.
    E para o catador, os tiros foram um “ato de bondade”.
    Daqui a 20 anos a família recebe uma pensão de um salário mínimo por mês como indenização pelo engano.

  5. Nassif: concordo em liberar imediatamente esses recrutas. Estavam sob ordens. O comando é dado por aqueles de estrelas nos ombros, que se acham donos do universo. Veja que daBala, alem da Milícia do Tanque, quer agora as Milícias do Campo. Armas já têm, dos marines norteamericanos (aqueles usados pelos milicos dos 80 tiros). A IV Armada deve estar descarregando montões deles, para abastecer a caserna e adjacências. Se a oposição tiver de enfrenta-los num cenário destes, no campo ou na cidade, tem que buscar outra fonte. O Povo tem que se convencer que os VerdeSauvas aplicam na Nação a filosofia de Perón, que aos inimigos não se deve conceder nem a Justiça. Já tá em tempo de dar resposta à altura. Chumbo trocado não doi…

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