Monitor da pandemia aponta desaceleração inédita no Brasil

Segundo o jornal, o pico da pandemia até aqui se deu em julho, quando o Brasil registrava mais de 46 mil novos casos diários. Agora, são 26,5 mil novos casos por dia

(Andre Coelho/Bloomberg/Getty Images)

Jornal GGN – Folha de S. Paulo desenvolveu em parceria com matemáticos da USP um modelo de monitor da pandemia de coronavírus que capta a situação de forma um pouco mais lenta porque não usa a média móvel semanal, mas uma média móvel tirada mês a mês. De acordo com este monitor, a pandemia, pela primeira vez, entrou em desaceleração em quase todo o País. Mas este quadro pode não ser estável, dada a flexibilização crescente da quarentena.

Segundo o jornal, o pico da pandemia até aqui se deu em julho, quando o Brasil registrava mais de 46 mil novos casos diários. Agora, são 26,5 mil novos casos por dia.

Além do uso de máscaras e da hipótese de que a população mais vulnerável já foi exposta e contaminada pela doença, outro fator puxa a desaceleração da pandemia em nível nacional: a situação teria melhorado em São Paulo, líder nacional de casos de Covid-19 e mortes.

“Os paulistas chegaram a registrar 12,5 mil novos casos diários, em agosto, montante que caiu para 4,8 mil agora. O estado estava estável desde 25 de agosto”, apontou. Hoje, todas as áreas de saúde de São Paulo estão na fase amarela da pandemia. Nesta quarta (30), a taxa de ocupação de UTIs no Estado era de 44%.

Goiás, por outro lado, é o único estado brasileiro em aceleração. O Amazonas, onde já se fala em segunda onda, ainda não saiu da fase de estabilidade de casos, que estão em alta.

O Brasil é o terceiro país no mundo com mais casos de Covid-19 (4,8 milhões), atrás apenas de Estados Unidos (7 milhões) e Índia (6 milhões). Cerca de 144 mil pessoas foram vitimadas pela doença.

O GGN faz um acompanhamento diário da Covid-19. Ontem, noticiamos que continua caindo a média diária semanal de novos casos e novos óbitos, mas lentamente e ainda em patamares muito elevados.

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