Morre cinegrafista baleado em operação na Favela de Antares

Fonte: odia
O resultado da mídia tradicional ter transformado jornalistas em policiais.

Rio  – O cinegrafista Gelson Domingos, da Rede Bandeirantes, morreu após ser baleado durante um tiroteio entre policiais e traficantes na Favela de Antares, na Zona Oeste do Rio, neste domingo. Ele, que estava fazendo a cobertura da ação, chegou a ser levado para a UPA do Cesarão, em Santa Cruz, em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos.

Foto: Arquivo pesoal
Foto: Arquivo pesoal

A Secretaria de Estado de Saúde informou que Gelson chegou à unidade às 7h40  já morto, por perfuração de bala na região do tórax. Ainda assim foram feitas tentativas de reanimação, sem sucesso. O secretário de Estado de Saúde, Sérgio Côrtes, foi à unidade de saúde para prestar todo apoio à família. E o corpo já foi transferido ao IML.

Agentes da Divisão de Homicidios chegaram à Unidade de Pronto-Atendimento para pegar depoimentos dos cinegrafistas que estavam próximos à vítima.

Operação na Zona Oeste
Cerca de 100 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Choque, com apoio da Companhia de cães, estão no local para uma operação desde às 6h30, mas ainda não se sabe o objetivo da ação. Houve um intenso tiroteio por cerca de uma hora. Os tiros cessaram, mas o clima continua tenso no local.

Policiais fazem uma blitz na Avenida Antares em busca de criminosos. Até o momento, quatro pessoas foram mortas e seis presas.

A Band divulgou uma nota oficial, em que o diretor de jornalismo da emissora lamenta a morte do funcionário, que deixa três filhos, dois netos e esposa. Leia o comunicado:

O Grupo Bandeirantes lamenta a morte do seu funcionário Gelson Domingos, de 46 anos, na manhã deste domingo. O repórter cinematográfico foi atingido no peito em pleno exercício da sua profissão na cobertura de uma operação da polícia na favela de Antares, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. Ele chegou a ser socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento da região, mas não resistiu.

O funcionário estava de colete à prova de balas – modelo permitido pelas Forças Armadas, sempre usados por profissionais da Band em situações como esta. Ele foi atingido por um tiro de fuzil, provavelmente disparado por um traficante.”

Reportagem de Maria Inez Magalhães e Marcello Victor

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