Mourão minimiza fala de Bolsonaro sobre uso de ‘pólvora’ contra EUA

Para vice-presidente, presidente utilizou um ‘aforismo antigo’ e pronunciamento não afeta negativamente relacionamento entre os países

Hamilton Mourão, vice-presidente da República. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O vice-presidente Hamilton Mourão tratou de colocar panos quentes após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, quando mencionou o uso de “pólvora” para proteger a Amazônia.

“Acho que ele se referiu a um aforismo antigo que diz que quando acaba a diplomacia entram os canhões, foi isso que ele se referiu”, afirmou na chegada à vice-presidência, segundo o jornal O Estado de São Paulo.

Embora não tenha entrado em detalhes sobre o discurso presidencial, Mourão diz que a fala de Bolsonaro não deve trazer consequências às relações mantidas entre Brasil e Estados Unidos.

Ontem, em evento no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou que “quando acaba a saliva tem que ter pólvora”, referindo-se a possíveis sanções norte-americanas ao Brasil se o desmatamento na Amazônia não for controlado, sem fazer referência direta a Joe Biden.

“Assistimos há pouco um grande candidato à chefia de Estado dizendo que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele vai levantar barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas pela diplomacia não dá”, disse Bolsonaro. O Brasil é um dos poucos países que não se pronunciou sobre a vitória do candidato democrata na disputa das eleições norte-americanas, por aguardar as ações judiciais movidas pelo atual presidente, o republicano Donald Trump.

 

 

Leia Também
Embaixador dos EUA exalta destacamento militar dos EUA, após fala de Bolsonaro
Bolsonaro diz que “tem que ter pólvora” contra EUA sob gestão de Biden
O futuro de Bolsonaro sem Trump, por Oliver Stuenkel

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

9 comentários

  1. Não creio que Mourão tenha sido do exército, apesar do gosto equestre-hípico dos generais. Ele aparenta ter servido nalgum porta aviões, onde levava os dias a passar panos em convés. Não há neste governo vergonhoso, maior passador de panos, nas bobagens vomitadas pelo irresponsável paraquedista.

  2. Dá dó coitado, tendo de explicar, justificar, esclarecer, decodificar, etc. Como se não estivesse claro que tem um bundão na presidência. E como não soubesse.

  3. Vice presidente, general, responsável da Amazônia decidiu ficar no ar condicionado em Brasília. O valentão do condomínio, bozo, que gosta do cheiro de pólvora e quanto mais, que vista a farda mimética….e se esconda na mata.

  4. Segundo mourao:trata-se de um antigo jargão, semelhante a dizer que “… quando acaba a diplomacia entram os canhões,”
    Não existe na frase sentido diferente do que bozo disse general. Ambas chamam pra porrada e agora não dá mais pra correr.

  5. Vão sair desta desmoralizados como o Bolsonaro! Incrível é que a gente não vê general queixo duro. Se o Jair mandar o papa pra PqP alguém do generalato corre pra fazer um baita malabarismo para justificar a falta de educação e de protocolo do presidente … Hierarquia deveria ter um limitem não? É inacreditável! Jair tem a força sim… Ele se lixa pra protocolos militares etc etc. O negócio dele é o gado e os filhos!

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome