MPF pode retomar ação bilionária contra Samarco pelo desastre de Mariana

Mineradora não teria cumprido acordo de apoio às vítimas do maior crime ambiental brasileiro classificado como “violação de direitos humanos”

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – Mais de quatro anos depois do rompimento da barragem de Fundão, operada pela Samarco no município de Mariana, em Minas Gerais, o Ministério Público Federal volta a ameaçar a retomada de ação contra a mineradora e suas sócias Vale e BHP, no valor de R$ 155 bilhões. O motivo da movimentação é a falta de compromisso da organização em relação a reparação das vítimas do crime ambiental, afirmou à Reuters uma fonte próxima às negociações.

Segundo as informações, o aviso do MPF foi dado durante uma reunião em dezembro passado, a fim de pressionar as companhias no cumprimento de acordos, entre eles a contratação de assessorias técnicas para implementação de programas socioeconômicos e no acompanhamento e auxílio às vítimas do desastre, por meio de suporte técnico e jurídico. 

Em novembro de 2017, a Samarco e suas sócias Vale e BHP firmaram acordos parciais com autoridades para suspensão da ação bilionária e de outros processos judiciais que buscavam garantir os direitos dos atingidos pelo desastre.

O prazo para a etapa de contratação das assessorias terminou em novembro de 2019, após ter sido postergado. Mas até agora, das 41 cidades que deveriam receber o auxílio, apenas cinco contam com as assessorias técnicas, afirmou a própria BHP à Reuters.

O rompimento da barragem de rejeitos no subdistrito de Bento Rodrigues em novembro de 2015, deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e atingiu o rio Doce, que chega ao mar do Espírito Santo. 

Em dezembro de 2019, o desastre ambiental foi considerado o primeiro crime ambiental brasileiro classificado como “violação de direitos humanos”, pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH).

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2 comentários

  1. MPF pode retomar? Esta mesma Nação aceitou pagar, a toque de caixa, mais de R$ 19.000.000.000,00 (Dezenove bilhões) apenas para acerto com Acionistas Minoritários da Petrobrás. Comecemos a ter vergonha na cara…..

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