Mulheres entregam abaixo-assinado ao STF e exigem a anulação do Golpe.

No dia Internacional da Mulher houve manifestações em todas as capitais. Partidos, movimentos e coletivos deixaram seus recados. Igualdade de gênero, racismo, fim da violência, empoderamento do próprio corpo, direito de comandar, inclusão, reconhecimento da dupla jornada entre outros temas. Como vivemos tempos de golpe, invariavelmente os gritos pediam “Fora Temer”, “Lula Presidente”. Nós do Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment (MNAI) participamos dos protestos, evidentemente. Ficamos confortáveis com os nossos gritos exigindo que o STF julgue o Mandado de Segurança, impetrado pela defesa da presidenta junto à corte. E, diante da injustiça cometida, dita não só por nós, mas também por inúmeros juristas, jornalistas e intelectuais, que se anule este golpe vigarista. Por que confortáveis com um tema que, aos olhos de muitos, parece tão fora do contexto atual? Porque entre os vários ataques sofridos por Dilma um se destaca: a misoginia. E, sabemos, o ser misógino sente ódio à mulher, medo da mulher, tem preconceito contra a mulher e menospreza a capacidade da mulher. Como a sociedade é machista os argumentos e piadas sexistas foram rapidamente assimiladas e aceitas pela população. Michel Temer, desfilando sua ignorância, assumiu a presidência afirmando que governo sem marido, quebra, lembram-se? Dilma era divorciada, portanto, não havia um homem a conduzir seus passos. Pecado mor. Faz quase um ano que o MNAI coleta assinaturas para mostrar ao STF que o povo deseja saber o posicionamento dos ministros diante do golpe. Bem, em Brasília, guerreiras protocolaram a entrega do abaixo-assinado. Os deputados federais Maria do Rosário e Paulo Pimenta, ambos do PT, apoiaram o ato. Em São Paulo, o protesto foi em frente ao Fórum Pedro Lessa, Av. Paulista. Fizemos uma “performance” recordando a sessão “Ipi-ipi-hurra” do congresso que derrubou Dilma. E, depois, pessoas usando máscaras, representando os 11 ministros do supremo , entraram no palco dando as costas para a presidenta. Encerramos o evento com um jogral dito por todos os participantes. Em Porto Alegre a manifestação foi em frente à sede do governo. Com discurso emocionante a companheira do MNAI recordou os desmandos, a “sangria”, o golpe e o desprezo para com o povo brasileiro e especialmente com as mulheres. A luta está na rua. E dela não podemos sair. Não vamos deixar que o golpe se naturalize. Vamos nos apoderar da narrativa. Os canalhas não descansam, não podemos descansar.

Leia também:  "Sem dúvidas há uma crise no bolsonarismo moderado", diz Esther Solano ao GGN

https://www.facebook.com/causaMNAI/videos/420545775054730/

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome