Na ONU, Bolsonaro é denunciado por ataques contra mulheres jornalistas

A jornalista Bianca Santana apresenta, pelo menos, 54 casos brasileiros de ofensas contra profissionais da imprensa no Conselho de Direitos Humanos

FOTO: MARCOS CORRÊA/PR

Jornal GGN – Os ataques de Jair Bolsonaro contra mulheres jornalistas é denunciado nesta terça-feira, 7 de junho, no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). Não é a primeira vez que o governo do mandatário é alvo de críticas no diretório. As informações são do colunista Jamil Chade, no Uol.

“A denúncia ocorre depois que a violência contra mulheres jornalistas foi apresentada nesta semana na entidade como tema da relatora especial das Nações Unidas sobre a Violência contra a Mulher, suas Causas e Consequência, Dubravka Simonovic”, explicou Chade. 

A jornalista Bianca Santana é quem apresenta o caso brasileiro nesta terça-feira. Em maio, ela foi vítima de ataques de Bolsonaro, acusada de escrever ‘fake news’, depois que publicou um artigo sobre a relação entre familiares e amigos de Bolsonaro com os acusados de assassinar a vereadora Marielle Franco.

Em Genebra, serão denunciados pelo menos 54 casos de ofensivas do governo contra as profissionais. “O Estado brasileiro tem a obrigação de garantir um ambiente seguro para as mulheres jornalistas”, disse Bianca Santana à coluna. 

A jornalista fala em nome de diversas entidades, entre elas Agência de Notícias Alma Preta, Artigo 19, Casa Neon Cunha, Coalizão Negra por Direitos, Cojira-SP – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo, Federação Nacional dos Jornalistas, Instituto Marielle Franco, Geledés – Instituto da Mulher Negra, Gênero e Número, Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos, Instituto Vladimir Herzog, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e Marcha das Mulheres Negras de São Paulo.

Também apoiam a denúncia a Rede Nacional de Proteção a Comunicadores, Repórteres Sem Fronteiras, Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Sempreviva Organização Feminista, Terra de Direitos e Uneafro Brasil.

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