Nanofolhas produzem degradação rápida de poluentes

Jornal GGN – Resíduos de fábricas têxteis e de tintas muitas vezes contêm corantes orgânicos, como o azul de metileno (usado como poluente modelo) e outros poluentes. A fotocatálise é um meio eficiente de reduzir essa poluição, e o trióxido de molibdênio (MoO3) acelera essa degradação.

Pesquisadores de Bangalore, na Índia, liderados pelo professor Chintamani Nagesa Ramachandra Rao, relataram haver pelo menos quatro métodos para produzir nanofolhas a partir de poucas camadas de MoO3. Segundo os ecientistas, esse material é mais eficiente como fotocatalisador do que uma porção de MoO3, afirmaram em artigo para a Química, revista científica asiática.

O semicondutor trióxido de molibdênio tipo-n é muito usado em catálise heterogênea. A equipe indiana preparou nanofolhas de MoO3 por oxidação de nanofolhas de MoS2, usando o óxido de grafeno como um modelo e por meio de intercalação com LiBr (brometo de lítio) no material a granel ou de seu ultrassom.

Quando usaram um fotocatalisador na degradação do azul de metileno, um corante aromático heterocíclico, os investigadores encontraram poucas camadas de MoO3, conseguindo obter a degradação quase completa do corante em menos de dez minutos, enquanto que apenas cerca de um terço do corante foi degradada, durante esse período, com o composto em grandes quantidades.

“Como o MoO3 tem um grande potencial em aplicações que vão desde a detecção de gás ao armazenamento de energia, nosso estudo provavelmente vai estimular mais pesquisas sobre algumas camadas MoO3″, expica Rao. De fato, resultados posteriores revelados no estudo sugerem que um composto desse material com um borocarbonitride pode vir a ser usado como um material de eletrodos para supercapacitores.
 

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