“Não é razoável” que militares participem de comissões ligadas à Ditadura, diz Deborah Duprat

"Mesmo que novas gerações de militares não tenham participado daquele processo [ditadura], e que alguns sema até críticos daquele processo, eles estão sujeitos a regras que dificultam a apuração e superação de situações", disse

Jornal GGN – Procuradora Federal dos Direitos dos Cidadãos e vice-presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Deborah Duprat disse nesta quarta (10), durante audiência na Câmara dos Deputados, que é “preocupante” e nada “razoável” a presença de militares nas comissões ligadas à Justiça de Transição da Ditadura.

Desde que assumiu o Ministério dos Direitos Humanos, a pastora Damares Alves, que é a favor do fim da Comissão de Anistia e, consequentemente, da continuidade das reparações às vítimas do regime militar, promoveu uma série de mudanças nos órgãos ligados ao tema, para dar postos de comando aos militares .

“Não é razoável que militares participem de Comissão de Anistia, da Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos ou a Comissão da Verdade. Mesmo que novas gerações de militares não tenham participado daquele processo [ditadura], e que alguns sema até críticos daquele
processo, eles estão sujeitos a regras que dificultam a apuração e superação de situações.”

Segundo Duprat, a característica principal dessas comissões “é que elas vão tentar fazer o luto de processos dolorosos em que houve violência de Estado contra cidadãos. Ela precisa ser composta
por pessoas muito ligadas aos direitos humanos, memória e verdade e sem ligação forte com o regime ou com o Estado que está pedindo perdão.”

 

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