Não podemos deixar que os morros se transformem em guetos e o exército brasileiro se transforme numa Schutzstaffel (SS).

Não podemos deixar que os morros se transformem em guetos e o exército brasileiro se transforme numa Schutzstaffel (SS).

 

Muitas vezes em diversos filmes sobre a segunda guerra mundial nos deparamos com o que estão chamando mandados coletivos de busca e apreensão que eram executados pelas SS nazistas em guetos de judeus na Europa, e é claramente isto que temos que evitar.

 

Não se trata de uma mero argumentum ad Hitlerum, reductio ad Nazium (num latim macarrônico, como sinceramente a Wikipédia relembra) como é feito por vários textos reducionistas de uma esquerda que repetem ad nauseam quando querem desqualificar qualquer movimento de direita. Acho estes textos reducionistas só servem para reduzir o impacto, quando na realidade pode ocorrer por completo ações de força do mesmo tipo que as SS executavam tanto em territórios ocupados ou em guetos judeus.

 

Os generais brasileiros, dentro da lógica militar, sabem perfeitamente que uma tropa de soldados, treinados e armado para a GUERRA, se entrarem numa favela sem ânimo belicoso e sem postura de considerar como esta um território inimigo, quem vai morrer são eles mesmo.

 

O general Villas Bôas, numa declaração aberta e sincera num depoimento público disse do absurdo de uma tropa militar ocupando militarmente um território dentro de seu próprio país (ele se referia a intervenção na favela da Maré), por outro lado o General Heleno quer direito de agir como numa guerra dentro de uma favela, ou seja, não serem questionados quando matarem uma pessoa sem que haja uma culpa formada contra esta pessoa. Dentro da lógica militar o general Heleno tem razão, mas dentro da lógica humana e patriótica, somente a afirmação do general Vilas Bôas tem sentido.

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Os oficiais tanto da Wehrmacht, o exército convencional alemão, como da SS não eram na sua maioria sádicos assassinos, porém o comando civil da época, representado pelo Führer Adolf Hitler, que todos esquecem era um civil, ordenava que as tropas alemãs tratassem os que eles chamavam de sub-humanos com a maior intensidade de violência possível, a Wehrmacht tinha inúmeros comandantes e comandados imbuídos do espírito nazista que realizavam ações genocidas com todo o prazer, porém isso não era a regra geral, por outro lado a SS necessariamente deveria ser Nazista e neste corpo os elementos que tinham o maior prazer em executar as ordens foram incorporados nos Einsatzgruppen, esquadrões da morte, esquadrões estes especializados em matar judeus, soldados Russos capturados e principalmente os comissário do povo nas tropas Soviéticas.

 

Para dar cobertura a ações em cidades eram executadas as famosas ações de busca e apreensão em coletivos humanos exatamente como solicitou o descerebrado ministro da defesa Raul Jugman, onde o exército estabelecia uma barreira na entrada e na saída de uma rua, e após isto armados entravam casa por casa para verificar se haviam não arianos nas residências.

 

O que está se pediu, tanto pelo ministro como por oficiais de alta patente é que o procedimento execrável que é motivo de nojo por aqueles que assistem filmes sob atos bárbaros das tropas nazistas na segunda grande guerra é EXATAMENTE o que se pede nos dias de hoje, a licença para revistar toda uma rua e a IMUNIDADE PELAS MORTES OCORRIDAS nestas operações, ou seja, em resumo é transformar o exército brasileiro numa tropa de ocupação como a Wehrmacht ou para aqueles mais animados numa SS ou mesmo num Einsatzgruppen.

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Só para adiantar, na segunda guerra mundial, no dia 26 de abril de 1945, morria na cidade de Alessandria na Itália o piloto do primeiro grupo de caça LUIZ LOPES DORNELLES, na sua 89º Missão de combate, combatendo tropas regulares alemãs e combatendo o nazi fascismo. Este verdadeiro herói brasileiro, que era meu tio, tem a sua foto num lugar de honra na minha casa, e me retorce o estômago, vendo que seus sucessores das forças armadas brasileiras, solicitam a autorização de agirem como as deploráveis forças da SS que certamente ele deploraria.

 

Em nome do Tenente Aviador Luiz Lopes Dornelles, espero que o bom senso volte as forças armadas brasileiras, e não cometam um duplo crime que poderá manchar para sempre o seu nome, se comportar como tropas SS nazistas e pior de tudo, fazer isto contra o seu próprio povo.

 

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2 comentários

  1. Se é absurdo…

    Se considera absurdo que o exército brasileiro se comporte como tropa de ocupação em seu próprio território, por que não considera absurdo que quadrilhas de bandidos façam o mesmo, com armas militares, táticas militares e até chamando seus asseclas de soldados?

    Se o exército entrar nas favelas com disposição de combater, é claro que vai haver mortos para todos os lados. Os bandidos possuem armas de combate em guerra, até já derrubaram helicóptero. Daí o receio. Mas assumir que as tropas brasileiras se comportarão como SS é pura viagem, obsessão de quem se acostumou a dar uma leitura de luta de classes ao fenômeno da criminalidade.

    Em tempo: se o elemento abordado não se entrega, resiste à prisão e porta armas, é perfeitamente lícito matá-lo. Se matar não estivesse entre as funções normais de policiais e soldados, eles não usariam armas.

    • Primeiro, ninguém derrubou o helicóptero.

      Caro Pedro.

      A má informação é que leva as pessoas terem más conclusões, o exemplo é exatamente o que escreveste, a lenda urbana criada pela queda do Helicóptero da PM do Rio de Janeiro.

      Primeiro: Se procurares com cuidado verás que a AERONÁUTICA num laudo preliminar (acidentes do tipo o laudo definitivo demora mesas) não achou TIROS NA CARENA DA AERONAVE.

      Segundo: Pela altura em que voava o helicóptero armas convencionais (mesmo fusis) não chegam com força suficiente para perfurar a carena e danificar uma aeronave.

      Terceiro: O episódio foi utilizado pelos mesmos de sempre (BOLSONARO) para fazer proselitismo político.

      Quarto: O importante e não dado ênfase era que o período de revisão do aparelho já havia ultrapassado.

      Quanto ao uso das tropas do exército é pura manipulação com outros objetivos, o exército não tem armas, treinamento e demais equipamentos adequados para intervenção em tumultos internos. Em outros países civilizados JAMAIS OS EXÉRCITOS SÃO UTILIZADOS PARA ISTO. O tiro de um fuzil a curta distância alem de aleijar (no mínimo) qualquer alvo, ainda tem força para cruzar a janela de um barraco e matar uma criança (que bonito seria isto para as Forças Armadas).

      Quanto a mandatos coletivos de busca e apreensão são exatamente o que os NAZISTAS faziam nos guetos judeus durante a segunda guerra, se o senhor fica confortável com isto, digo que o senhor é um canalha (e garanto que meu tio, aonde tiver diria até coisas piores).

       

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