“Não tem lógica pensar que a Anvisa é contra a vacina”, diz diretora da agência

Lidera área de aprovação de vacinas. Diz que registro depende de pedido

A diretora da Anvisa e farmacêutica Meiruze Sousa Freitas. | Foto: Agência Senado/Divulgação

do Poder 360

A diretora da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Meiruze Sousa Freitas declarou que não há empecilhos por parte da agência para uma vacina contra a covid-19 ser aprovada no Brasil.

Não tem lógica pensar que a Anvisa é contra a vacina“, disse Freitas, que é servidora e farmacêutica. Ela assumiu em outubro de 2o20 o posto de diretora da agência e em dezembro passou a comandar a área de Medicamentos, Produtos Biológicos e Alimentos. O setor é responsável pela concessão de registro de vacinas.

Ela diz que “falta as empresas trazerem os dados para a avaliação da Anvisa” para que a vacina seja aprovada. “Em termos de atuação regulatória, a gente tem atuado como o resto do mundo, com flexibilizações, possibilidade de receber dados parciais e o uso emergencial“, declarou.

Sei que neste momento está todo mundo acelerado e às vezes há dificuldade de interpretação“, disse a diretora sobre a declaração da Pfizer, em 28 de dezembro de 2020, quando a farmacêutica afirmou que não iria pedir uso emergencial do seu imunizante no Brasil.

Sobre a previsão do Ministério da Saúde para começar a vacinação em fevereiro, Freitas disse que isso depende de quando será feito o pedido para uso de imunizantes no país. “Vamos pensar no melhor cenário. Se chegar um pedido [de uso emergencial] em 3 de janeiro, esperamos ter em 13 de janeiro uma decisão“.

A Anvisa tem até 10 dias para dar uma resposta a pedidos de uso emergencial. Segundo a diretora, isso “pode ser feito até em prazo menor“. Para pedidos de registros definitivos, o prazo máximo de análise é de 60 dias. Mas de acordo com Freitas, isso “era em contexto sem avaliação de dados preliminares”, o que a agência tem realizado.

A diretora também afirma que o campo técnico da Anvisa tenta se afastar de discussões políticas sobre a vacina para que isso não os “contamine“. “Vamos conversar, dentro da ciência regulatória“, declarou.

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