Nazismo e corrupção no governo e na família Bolsonaro: Moro evita críticas ao chefe

Mesmo diante de episódios em que Bolsonaro claramente cerceou jornalistas e veículos, Moro defende que o presidente respeita a "liberdade de imprensa"

Jornal GGN – O ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro passou boa parte do segundo bloco do programa Roda Viva, nesta segunda (20), tangenciando perguntas sobre as polêmicas envolvendo o governo Bolsonaro.

Questionado sobre o silêncio que manteve no episódio sobre o vídeo nazista do ex-secretário de Cultura Roberto Alvim, Moro disparou: “Não cabe ao ministro da Justiça ser um comentarista sobre tudo, comentarista politico, ou atuar como se tivesse responsabilidade sobre tudo.”

Pressionado para se posicionar diante de um vídeo que, na prática, faz apologia ao nazismo – o que é crime – Moro apenas afirmou que “no caso do secretário da Cultura, ao meu ver, foi um episódio bizarro” e “insustentável”, mas que Bolsonaro reagiu da forma certa e rapidamente. “Não achei necessário falar para fora porque o presidente agiu pelo Executivo.”

Depois da saia justa, Moro foi questionado sobre o por que de não se manifestar nunca a respeito de temas polêmicos. Por exemplo, a notícia de que Bolsonaro, sozinho, é responsável por mais da metade dos ataques a jornalistas em 2019.

Tentando sair pela tangente, Moro respondeu ao entrevistador: “O senhor fala publicamente do seu chefe?”

Na visão de Moro, o PT ameaçava a imprensa com a ideia de regulamentar a mídia. Já Bolsonaro só reage quando é “agredido”. “O presidente está dando ampla liberdade à imprensa para fazer seu trabalho. Não tem qualquer iniciativa do presidente para cercear a imprensa. Não vim aqui para falar sobre o presidente”, pontuou.

Sobre os escândalos de corrupção no PSL envolvendo o titular do ministério do Turismo, e a investigação contra Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, Moro igualmente evitou disparar contra o presidente.

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Segundo o ministro, o fato de existiram notícias sobre familiares e ministros de Bolsonaro apenas mostram que a Polícia Federal e outras instituições estão funcionando com “autonomia”.

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5 comentários

  1. Ter paciência de assistir o roda morta entrevistando serjumoro, só mesmo se fosse por motivos profissionais. O público em geral já sabia o que ele iria dizer, como iria tergiversar sobre assuntos polêmicos. O cara é totalmente previsível, como se tivesse sido programado para isso. E em se tratando de um programa feito pra passar o pano, as polêmicas não iriam mesmo arranhar as relações com o herói da imprensa nacional. Deve ter sido um grande teatro.

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  2. Concordo plenamente, agora a “roda-morta” aderiu ao grande teatro da mídia tendenciosa nacional.
    Segundo alguns grandes juristas o “acobertamento” é o maio crime praticado em qualquer profissão, ou seja, acobertar um crime escondendo o problema usando muitas vezes sua assinatura profissional, seria agravar o crime praticado.
    Sérgio Moro depois de praticar pessoalmente todos os crimes na vaza-jato, agora acoberta todos os crimes praticados pelo governo e a família Bolsonaro.

  3. MORO, O VERDADEIRO.
    “Não vim aqui para falar sobre o presidente”
    Vaidoso como é, alguém acha mesmo que alguma pessoa seria mais interessante para moro do que ele mesmo?

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  4. O Sérgio Moro é CRIMINOSO IMPETUOSO, TAL COMO SADDAN HUSSAIN, SLOBODAN MILOSEVIC E ETC, que usou O PODER QUE O CARGO DE JUIZ LHE CONFERIA, PARA PERSEGUIR ADVERSARIOS POLITICOS DA DIREITA DA QUAL É SIMPATIZANTE. Por isso “”””””””TEM QUE SER JULGADO EM CORTÊS INTERNACIONAIS DE JUSTIÇA”””; por “””””DESRESPEITO A DIREITOS HUMANOS””””; e submetendo as penas nelas previstas como “””””””PRISÃO PERPÉTUA””””. O Moro, um juiz de comarca do interior de um estado interiorano que ainda conserva hábitos provincianos; CONFIOU DEMAIS NA IMPUNIDADE TRADICIONAL DO JUDICIÁRIO e NA IGNORÂNCIA DE 60% DA POPULAÇÃO QUE ACATA TUDO QUE A GLOBO IMPÕE; e fez delas a sua fortaleza para SE FAZER PODEROSO. Porém cometeu um ERRO, o DE SE ACHAR MAIS PODEROSO QUE O STF, pois é justamente essa declaração de Guerra só STF QUE VAI LHE DESTRUIR.

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