Nível de CO2 aumenta toxinas na mandioca

Quanto maior o nível de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, maior o nível de toxidade da mandioca. A conclusão é do pesquisador australiano Ros Glesdow, da Universidade Monash, de Melbourne.

O estudo foi realizado com duas espécies de plantas que produzem o veneno cianeto nas folhas – a mandioca e o sorgo. Segundo Glesdow, a mandioca – submetida a um ambiente com o dobro da concentração atual de CO2 no ar (380 parte por milhão) – apresentou nível maior de tóxicos nas folhas e desenvolvimento inferior.

Assim como milho, batata e trigo, a mandioca é uma das culturas mais consumidas no mundo. O aumento de CO2 na atmosfera, somado a intensificação das secas, poderá colocar em risco a segurança alimentar de milhões de pessoas.

No Brasil, a farinha de folha de mandioca (FFM) é um dos componentes usados na multimistura, suplemento alimentar desenvolvido pela Pastoral da Criança para combater a desnutrição. Um esUm estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFL) concluiu que a porcentagem da substância, usada no suplemente, não causa riscos ou danos à saúde.

Entretanto, a pesquisa realizada na Austrália, relacionando o aumento da poluição atmosférica ao aumento do nível de toxidade e má formação da planta, reforça a necessidade do cumprimento das metas estabelecidas no Protocolo de Quioto.

O desenvolvimento precário da mandioca também poderá abortar projetos na área energética. Desde 2003, pesquisadores do Centro de Raízes e Amidos Tropicais (Cerat), da Universidade Federal Paulista (Unesp), realizam estudos para a produção de biocombustíveis a partir da raiz. Em entrevista à Agência Brasil, o diretor do Cerat, Cláudio Cabello, declarou que dentre as qualidades da mandioca está o fato de ser cultivável em diferentes regiões do país.

Com informações da Reuters

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