Novo protocolo da cloroquina dificulta processos de pesquisas sobre a droga

Bolsonaro ampliou o uso da droga mesmo afirmando que não existem comprovações científicas sobre a eficácia do remédio

Foto: Chris Wattie/Reuters

Jornal GGN – A decisão de Jair Bolsonaro (sem partido) anunciada nesta quarta-feira, 20 de maio, sobre novo protocolo para uso da cloroquina no tratamento da Covid-19, dificulta estudos brasileiros sobre o medicamento. A informação é de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo.

Bolsonaro impôs ao Ministério da Saúde que o medicamento fosse indicado para casos leves do novo coronavírus. Até então, o medicamento era usado em casos graves da doença.

Segundo médicos e cientistas ouvidos pela coluna de Bergamo, agora o maior problema “será selecionar os pacientes ambulatoriais, que têm sintomas leves, para o grupo dos que não vão tomar o remédio”.

Bolsonaro ampliou o uso da droga mesmo afirmando que não existem comprovações científicas sobre a eficácia do remédio.

“Ainda não existe comprovação científica, mas sendo monitorada e usada no Brasil e no mundo”, disse o mandatário em seu perfil no Twitter. 

Com a insistência de Bolsonaro sobre o uso da Cloroquina para lidar com o novo vírus, a produção da droga cresceu 30% em apenas um mês.

Mas, a decisão de ampliar o uso da droga foi criticada pela oposição. Para o governador do Maranhão, Flávio Dino, o novo protocolo é uma “falsa polêmica” para Bolsonaro fugir de outras obrigações sobre a crise sanitária.

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