O assassinato de Lula e o último ato do golpe de 2016

Os golpes não são, vão sendo. Mudando a cada dia, a cada fato novo, a cada movimento esperado ou inesperado, até que se esgotam, se cansam, são superados, seja por outro golpe, seja pela re-normalização da situação.

O golpe de 2016 se esgotou, precisa ser superado. A aliança golpista se esfacelou, os dois grandes grupos estão se preparando para se enfrentarem e decidirem quem dominará a democracia formal mas fortemente tutelada que surgirá. E, para que isso aconteça, a Constituição de 1988 precisa ser enterrada.

Mas não há clima para a aliança golpista convocar uma Constituinte. Não há garantia que vá conseguir a maioria necessária, nem que a Assembleia vá aprovar o que os dois grupos querem. A Constituição precisa ser enterrada em uma emergência, para garantir uma Assembleia Constituinte confiável e submissa, que tope o prato feito que virá, seja da Tutela Judiciária, seja da Tutela Militar.

E esta emergência, que naturalmente vai retirar a esquerda insubmissa do jogo político formal porque assim são as democracias tuteladas, só vira com… isso mesmo… uma situação de emergência. Tipo Lula “morrendo” nas dependências do Estado gerando uma perda de controle dos “radicais”.

Por isso Lula vai ser assassinado, seja pela Justiça (vide o trabalho da juíza de garantir esta morte), seja por algum outro órgão do Estado. Por isso volta e meia os fascistas, que sempre são convenientes para fazer o trabalho sujo, atiram contra o acampamento Lula Livre. Porque a aliança golpista, como seu último ato, precisa matar Lula, para poder ser superada pela tutela de algum grupo não-eleito.

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O trabalho zero de todo democrata, no Brasil de 2018, é manter Lula vivo. Vivo e solto. Se isto não acontecer, a democracia de 1988 morre junto e será trocada por algo, no máximo, pseudo-democrático.

 

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