O decreto salão de beleza é a desmoralização final dos generais de Bolsonaro

Por tudo isso, o decreto mostra que Braga Neto não representa nem as Forças Armadas, nem a racionalidade, nem a dignidade do cargo. É apenas um convalidador das loucuras de Bolsonaro.

O general Braga Neto foi indicado Ministro-Chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro trazendo como fator de legitimação a promessa de manter o presidente sob controle. Pela Casa Civil passam todos os decretos do Presidente, para análise de legalidade jurídica e oportunidade política. Depois, presumivelmente assumiu o comando do Grupo de Trabalho incumbido de coordenar os esforços do governo na guerra contra o coronavirus.

Por Braga Neto passou o decreto de Jair Bolsonaro, considerando como essenciais as atividades de academias de esporte, salões de beleza e barbearias.

O decreto é inócuo, porque, segundo o Supremo Tribunal Federal, decisão de liberação é dos governadores e prefeitos. O decreto mostra total descoordenação do governo, porque pegou de surpresa o próprio Ministro Nelson Teich.

Não apenas isso. Coube a Braga Neto a ordem de substituir a equipe técnica do Ministério da Saúde por militares sem um pingo de experiência na área. No dia a dia, é a pessoa que coordena – junto com outro general, Luiz Carlos Ramos – as indicações do centrão para cargos no governo.

Por tudo isso, o decreto mostra que Braga Neto não representa nem as Forças Armadas, nem a racionalidade, nem a dignidade do cargo. É apenas um convalidador das loucuras de Bolsonaro.

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