O falso dilema, perder sozinho sem concessões, ou perder concedendo.

O falso dilema, perder sozinho sem concessões, ou perder concedendo.

Mais uma vez o dilema que tem levado a esquerda internacional cada vez mais para o fundo se apresenta, ou perder uma eleição sem vender sua alma ou perder concedendo e entregando seu futuro.

A esquerda europeia tradicional optou pela segunda opção e terminou simplesmente destroçada abrindo o caminho mais à extrema-direita. Na Itália a gloriosa esquerda da primeira metade do século XX tornou-se um partido em extinção, na França o forte Partido Socialista Francês não encontra mais militantes nem para pagar a manutenção de sua sede, a única esquerda que sobrevive é a inglesa, que tirando da origem mais profunda do sindicalismo trabalhista radicalizou a esquerda e só espera o desmante dos conservadores para chegar ao poder.

A candidatura Haddad está sendo pressionada pelo grande capital para seguir o caminho da França e Itália para que os imperialistas não adiram ao Fascismo. Entretanto a opção dos Imperialistas em aderir ao fascismo é um blefe que, se eles pagarem para ver, certamente perderão bem mais do que os dedos com os anéis.

Tem que ficar claro que as massas de trabalhadores melhores remunerados, que são o apoio do chamado centro, que é na realidade um voto envergonhado de direita, provisoriamente aceitarão o fascismo, porém como todos os regimes fascistas ou são brandos como foi por uma determinada época pós guerra civil o fascismo espanhol e o português e se tornaram antifuncionais e retrógradas em todos os sentidos, culturalmente e economicamente falando, que se adotado em grandes países pode simplesmente acabar com o capitalismo, ou podem optar pelos fascismos agressivos, como o alemão e o italiano, que necessariamente levam a guerra e a sua autodestruição.

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O dilema na verdade não é da esquerda é sim das forças do grande capitalismo, pois uma eleição ou um governo que dê errado, mas que conserve a sua base social, será simplesmente mais um tropeço da esquerda que poderá resultar de um prosseguimento do caminho com bases mais sólidas e com a adesão daqueles que achavam que o centro era a solução.

Se a esquerda, além de conservar o seu caminho, acelerar o passo, o grande capital será prejudicado, porém um novo conceito de mercado renascerá, o mercado das massas com cuidados ambientais, sociais e culturais, e se talvez o Imperialismo perca com isto, mas os seus representantes, seu curadores pelo menos verão que seus descendentes terão uma vida melhor mais segura e mais feliz compartilhando a riqueza e aproveitando as suas novas amizades.

 

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